As mulheres marcantes das artes plásticas na América Latina. Quantas você já conhecia?

Nesta série que homenageia a representatividade feminina no campos das artes, não podemos deixar de lado “Nuestras Hermanas”. Sí, vamos a hablar de las grandes artistas  plásticas de América Latina.

Realizando uma busca rápida, através dos canais de informação como Memorial da América Latina – Brasil, La Prensa – Nicarágua, Wikiguate – Guatemala,  entre outros, foi possível somatizar em torno de 54 nomes de ilustres protagonistas do cenário das Artes Plásticas na América Latina.

Escolhi a dedo, e já exponho que não foi uma das tarefas mais fáceis que tive, dado ao número extenso de trabalhos incríveis que gostaria de compartilhar aqui com vocês.

Esta pequena amostragem tem a intenção de permitir que vocês sintam, através da expressão de cada trabalho aqui exposto, o significado da construção de cada uma  destas mulheres artistas da America Latina.

 

Argentina


MARTA MINUJÍN

Minujín é uma artista pop e, como os  outros artistas pop, se inspirou na cultura popular e comercial, como publicidade, filmes de Hollywood e música pop.

O trabalho de Minujín é tudo sobre participação – ou juntar-se. Ela faz arte para que as pessoas não apenas olhem, mas para que se encontram ativamente. Ela quer que as pessoas se surpreendam, se sintam desconfortáveis, envergonhadas e que as  tornem curiosas. Seu papel como artista é intensificar a vida das pessoas, fazendo com que elas experimentem coisas e sentimentos que normalmente não o fariam.

 

MELI VALDÉS SOZZANI

Novella delle Papere

Em suas próprias palavras Sozzani consegue descrever seu trabalho de forma ímpar:

“El arte es para mi un modo de indagar, de comprender, de buscar. Es la alquimia que hace de la realidad sensible algo espiritual y de lo espiritual algo visible, perceptible.  A través de la imagen, simbólica, polivalente, arcana, la realidad desvela sus misterios y la figura se convierte en lenguaje. Y es en esa lengua misteriosa de colores, luz y formas que artista y espectador entablan un diálogo, en el que los significados se enriquecen y se multiplican, se profundizan, poniéndonos en contacto con lo eterno que hay en nosotros.”

 

Sem dúvidas Sozzani deixa retratado em seus trabalhos uma realidade sensível que está além do nosso mundo.

 

Bolívia

MARINA NUÑEZ DEL PRADO

danza de cholos

Suas esculturas tiveram como características: o encontro entre a emoção e a elaboração mental, a partir de pesquisas de matéria e da forma.

A emoção de sua arte  estava na paixão que a artista tinha por seu povo e sua terra, extravasada em formas ondulantes, suaves e doces que lembram as paisagens e traços da gente boliviana. A elaboração encontrava-se na busca de uma maior pureza e simplificação de linhas e volumes e do melhor material para expressá-los: o bloco denso para transformá-lo em forma sensível, a pedra para interpretar os Andes, o ônix branco para o torso feminino, o granito comanche ou o basalto para as madonas e os retratos.

 

NORAH BÉLTRAN

Figura Feminina 100 cm x 80 cm Óleo sobre Tela

A obra de Béltran é uma violenta crítica à sociedade consumista, apresentando mulheres rechonchudas, cobertas de jóias, perfumadas, cheias de laços, chapéus, véus, luvas e maquilagem carregada, preenchendo o vazio de suas vidas com o nada. Antes de uma arte panfletária ou azeda, ironiza com humor e graça a condição humana que ela tem de mais vulnerável: a frivolidade.

Brasil

ANITA MALFATTI

 

Seus trabalhos artísticos, fortemente marcados pelo expressionismo, feriram os brios do academicismo no país, àquela época.

No ideal estético da pintora verifica-se um processo de avanço e retração: a artista lança mão de novas linguagens, mas, a partir das críticas, retrai sua produção plástica.

Ao ser antecessora do Modernismo, a artista tem independência em sua produção. Talvez, por esse motivo, não tenha aderido ao Nacionalismo pregado pelos movimentos posteriores, como o Verde-Amarelismo ou Antropofagismo.

 

LEDA CATUNDA

 

casalzinho, Acrílica sobre tecido.16×21

A partir da exposição  Como vai você, Geração 80 ?, no Parque Lage, no Rio de Janeiro, em 1984,  Leda Catunda conquista, junto aos demais expositores, espaço no circuito artístico. Sua participação na XVIII Bienal Internacional de São Paulo consolida sua presença na vertente Neopop da arte brasileira dos anos de 1980.

Para seus trabalhos artísticos, a artista se apropria de materiais industriais e os utiliza nas suas produções: são tecidos estampados, atoalhados, cobertores de lã, capachos de piaçava, rendas, cabeleiras postiças, barracas de praias, pelúcia, pêlos artificiais, fórmica etc. Nesses suportes, nada convencionais, interfere com pintura, costura, recorte, colagem, reaproveita imagens preexistentes ou explora outras técnicas e procedimentos. O uso de imagens prontas integra sua produção a essa tendência significativa da arte contemporânea. Suas obras apresentam humor,  inventividade e jovialidade.

 

LYGIA CLARK

A produção artística de Lygia Clark é marcada pelo resultado de suas pesquisas sobre formas geométricas. De 1954 a 1959, seus Quadros Geométricos nasceram da procura por um espaço que não é o bidimensional, além da procura pela dinâmica do plano.

MARIA MARTINS

Maria Martins viveu a maior parte de sua vida no exterior, morando  em diferentes países, entre eles Japão, Estados Unidos, Bélgica e Equador. No Equador, em 1926, inicia seus trabalhos em escultura, trabalhando com madeira.

Apesar de ter passado a maior parte de sua vida em outros países, sua obra possui fortes características brasileiras. Algumas de suas esculturas trazem mitos e lendas da Amazônia: Iacy, Boto, Iemanjá, Yara.

A produção artística de Maria Martins é pequena, sendo a  maioria de suas obras pertencente a colecionadores particulares e museus no exterior. No Brasil, existem duas importantes obras da artista: no Palácio da Alvorada e no Ministério das Relações Exteriores, em Brasília. Encontram-se, ainda, obras na coleção do MAC USP e o Museu de Arte Moderna, no Rio de Janeiro.

 

Chile

VOLUSPA JARPA

La tercera

Voluspa Jarpa Saldías é pintora chilena e artista visual da década de 1990 – ao lado de Pablo Langlois e Nury González desenvolveu trabalhos de pintura, instalações e escultura.

 

ROSER BRU

 

Roser Bru nasceu em Barcelona em 1923, depois da Guerra Civil Espanhola, sua família mudou-se para o Chile, onde ela mora e trabalha até  hoje. Estudou na Escola de Belas Artes de Santiago. Ela participou de vários grupos individuais e grupais, obtendo muitos prêmios que lhe renderam um lugar proeminente na arte nacional, recebendo inúmeros prêmios e realizando grandes exposições.

O trabalho de Roser Bru abrangeu pintura, desenho e gravura concentrando -se em figuras com forte senso crítico.

 

Colombia

DORIS SALCEDO

Sillas vacías del palacio de Justicia 6 y 7 de noviembre de 2002

O trabalho de Salcedo dá forma a dor, trauma e perda, criando espaço para luto individual e coletivo. Esses temas decorrem de sua própria história pessoal. Os membros de sua própria família estavam entre as muitas pessoas que desapareceram na Colômbia politicamente desestabilizada. Grande parte de seu trabalho trata do fato de que, enquanto a morte de um ente querido pode ser chorada, seu desaparecimento deixa um vazio insuportável.

 

LUCY TEJADA

Seus personagens, seres imaginários de olhos negros e profundos, vivem em suas pinturas, que se assemelham ao seu mundo; um mundo ideal e bonito, habitado apenas por mulheres e meninos. O legado artístico é uma viagem por um mundo tricotado de sonhos, evocações e propostas originais.

Cuba

AMÉLIA PELÁEZ

still life 1

 

Sobrinha do poeta Julián del Casal, Amelia Peláez é uma das artistas cubanas mais respeitadas do século XX. Sua arte evocava o espírito criollo de Cuba, que valorizava a casa, a família, a serenidade e o passado de glórias. A pintora manteve-se firme à Revolução de 1959, permanecendo em Cuba até sua morte. Entre seus trabalhos mais famosos estão Gudinga (1931), uma ilustração para o poema A agonia de Petronius, de Julián del Casal, Las dos hermanas (1943) e Las muchachas (1943).

BELKIS AYÓN

my vernicle or your love condemnd me, 1998

Ayón dedicou-se a colografia, uma técnica de impressão para fazer trabalhos em papel. Ela anexou materiais de texturas amplamente diferentes (por exemplo, cascas de vegetais, pedaços de papel, acrílico e abrasivos) para um substrato de papelão e, em seguida, executou a colagem elaborada resultante através de uma impressora à manivela. Ela muitas vezes pintou ou esculpiu as impressões resultantes, criando padrões intrincados e áreas de gravação em relevo que adicionaram ainda mais profundidade e textura.

Suas obras combinam magistralmente a figuração e áreas de padrões abstratos, que às vezes complementam e, em outras ocasiões, camuflam as formas de suas figuras.

Guatemala

KARLA HIGUEROS

 

ganesh acrylic on canvas

 

Autodidacta na pintura, combina múltiplas técnicas com sua habilidade natural em seu trabalho artístico; usando diferentes materiais, ela consegue texturas, movimentos e mais através da abstração.

Para Higueros sua pintura é cor, expressão, força, sensualidade, luz, sentimentos, transformação, vida, sonhos, espiritualidade, cada uma refletida na tela com sua própria e única luz circundante.

México

FRIDA KAHLO

Self Portrait Dedicated to Dr Eloesser

A artista procura na sua arte afirmar a identidade nacional mexicana, adotando com muita freqüência temas do folclore e da arte popular do México. Em 1938, André Breton qualifica sua obra de surrealista em um ensaio que escreve para a exposição de Kahlo na galeria Julien Levy de Nova York. Não obstante, ela mesma declara mais tarde: “pensavam que eu era uma surrealista, mas eu não era. Nunca pintei sonhos. Pintava a minha própria realidade“.

Nicarágua

MARINA ORTEGA

5 Frescura de Invierno

Destacada como pintora da ilha de Solentiname, Granada, o seu primitivismo é o varejista na sua figuração e gestão da paisagem e das suas árvores. Sua arte foi publicada em muitas revistas e livros, e recebeu reconhecimento.

 

YELBA UBAU

Paisaje de solentiname

Yelba é nada mais que, uma pintora que recria a paisagem nicaraguense de forma onírica, uma das constantes em sua paleta é  o pôr do sol e as noites com luas nas selvas mágicas dos ilhéus. Sua carreira a reflete como uma pioneira da paisagem naïf.

Perú

 

TILSA TSUCHIYA

Tilsa Tsuchiya Castillo, foi uma gravurista  e pintora peruana contemporânea. Ela é considerada um dos maiores exemplares da pintura peruana por ter ganho o prestigiado Prêmio Bienal da Teknoquimica pela pintura.

 

TERESA BURGA

Teresa Burga é uma artista multimídia cujas peças conceituais do final da década de 1960 e 1970 a posicionam como precursora de arte de mídia, arte baseada em tecnologia e arte de instalação no Peru.

Uruguai

HILDA LÓPEZ

Hilda López era uma artista uruguaia de excelente produção pictórica e forte personalidade, comprometida com a cultura e expressão artística de seu país.

 

LEONILDA GONZÁLEZ

noivas revolucionarias IV

Leonilda González foi uma pintora e gravurista uruguaia, fundadora do Clube de Gravura de Montevidéu. Seu trabalho está representado no Museu Juan Manuel Blanes e no Museu Nacional de Artes Visuais, bem como em coleções particulares no Uruguai e em outros países.

Venezuela

LUISA RICHTER

The Force of Visibility 1990 Oil on canvas (97 x 190 cm)

 

Luisa Richter, nascida como Louise Kaelble , foi uma pintora venezuelana e professora originária da Alemanha. Ela nasceu em Besigheim, e morreu em Caracas, na Venezuela. Sua arte foi fortemente influenciada pelos movimentos pós-guerra e a Bauhaus.

 

MARISOL ESCOBAR

 

forest

 

Nascida em Paris e com pais venezuelanos, Escobar encontra na cidade de Nova York sua casa e propósito de trabalho artístico. Ao longo de sua carreira, o interesse de Escobar em artefatos pré-colombianos separou-se dos movimentos de arte que a cercaram em Nova York, embora ela fosse frequentemente associada à crescente cena de Pop Art da década de 1960.

A América Latina produziu e ainda produz algumas das mais inovadoras e relevantes artistas contemporâneas, muitos nomes ficaram de fora nesta pequena matéria, mas o que queremos aqui é,  enfatizar a importante contribuição que estas  mulheres fizeram às artes plásticas e visuais no século XX e XI.

Bom, aguardo vocês na próxima matéria da série que homenageia a representatividade feminina no mundo das artes. E antes de mudar de página, não deixem de compartilhar esta matéria com seus amigos e aproveitem para nos seguir nas redes sociais!

 

Fontes:

http://www.karlahigueros.com/

www.wikiguate.com.gt

http://www.museofridakahlo.org/serviciosingles.html

http://www.museodoloresolmedo.org/

http://www.espacoarte.com.br/obras/9085-leda-catunda

http://diegorivera.com/indexesp.php

https://www.latinamericanart.com/es/obras-de-arte/marina-ortega-nicaragua.html

https://wikiguate.com.gt/tag/pintores_guatemaltecos/page/3/

https://www.laprensa.com.ni/2016/09/09/cultura/2095848-diez-pintoras-que-han-sobresalido-en-el-arte-primitivista-de-nicaragua

http://www.memorial.org.br/biblioteca/bvl-temas/artes-plasticas/

http://www.tate.org.uk/kids/explore/who-is/who-marta-minujin

https://www.melivaldessozzani.com/

http://www.ayonbelkis.cult.cu/en/the-artist

https://www.britannica.com/biography/Marisol

https://en.wikipedia.org/wik

Www.malba.org.art

Paula45 Posts

Amante das belezas da vida, Paula sempre está por dentro do que está acontecendo no cenário cultural na cidade de São Paulo. Bacharel em Ciências e Humanidades e Técnica em Gestão Pública com foco em políticas culturais, Paula vem colecionando uma bagagem de conhecimentos nas áreas de Gestão Cultural e Jornalismo Cultural. Hoje Trabalha no programa de incentivo cultural Pro-MAC da Prefeitura de São Paulo

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