MAR apresenta grande mostra de Wlademir Dias-Pino

O que é?  “O poema infinito de Wlademir Dias-Pino”, com curadoria de Evandro Salles.

Quem é o artista? Wlademir Dias-Pino é poeta, artista visual e artista gráfico. Nascido no Rio de Janeiro, o artista é um dos precursores da poesia concreta brasileira e uma relevante referência para os preceitos neoconcretos.

O que terá a mostra? A mostra reúne mais de 800 peças entre livros, cartazes, objetos, fotografias, desenhos, vídeos e instalações para contar a história de quase 90 anos de vida do artista.

Sobre o espaço: O Museu de Arte do Rio – MAR – é um espaço dedicado à arte e à cultura visual. Instalado na Praça Mauá, ocupa dois prédios vizinhos: um mais antigo, tombado e de estilo eclético, que abriga o Pavilhão de Exposições; outro mais novo, de estilo modernista, onde funciona a Escola do Olhar. O projeto arquitetônico une as duas construções com uma cobertura fluida de concreto, que remete a uma onda – marca registrada do museu.

Período expositivo: De 1º de março a 5 de junho de 2016.

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A exposição conta a história de Dias-Pino e apresenta, além de suas obras e trajetória, suas referências e diferentes focos de trabalho, desde a atuação política na fundação da Universidade da Selva (hoje Universidade Federal do Mato Grosso) até a intensa atividade como teórico do design e programador visual.

A mostra apresenta a mais completa cronologia já elaborada sobre o artista. Fartamente ilustrada e com documentos relativos a cada ponto dessa linha do tempo, a mostra oferece uma oportunidade ímpar de contextualizar a obra de Dias-Pino e perceber, em perspectiva, sua crucial relevância para o panorama nacional e internacional da arte, da poesia e da programação visual.

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Quatro obras compoem o eixo central da mostra: “O dia da cidade”, “Ave”, “Solida” e “Numéricos”. No primeiro, o artista conecta os versos a linhas, descreve pontos de Cuiabá – centro geodésico da América do Sul – e forma um grande mapa, trazendo para a arte questões relacionadas à cartografia. No segundo, páginas transparentes e palavras soltas apresentam diversas possibilidades de leituras, enquanto o terceiro, “Solida”, se apropria da ambiguidade entre as palavras solidão e sólida para convidar o leitor a dar corpo ao poema através da manipulação das páginas do livro. Já o último é uma brincadeira que associa palavras a números, gerando poesia a partir de formulações aritméticas, numa crítica à toda ideia de inspiração do artista.

Para ampliar a experiência sensorial dos trabalhos, tais livros-poemas foram transformados em grandes instalações magnéticas, nas quais os elementos serão construídos e rearranjados pelo visitante.

Outro destaque é a Enciclopédia Visual Brasileira, na qual o artista vem trabalhando nos últimos 20 anos. Composto por 1001 volumes, o trabalho pretende apresentar, por meio de pranchas resultantes da montagem alegórica de referências culturais diversas, a história da construção da imagem no mundo.

 

Paulo Varella1440 Posts

Estudou cinema na NTFS( UK), Administração de Empresas na FGV e Química na USP. Trabalhou com fotografia, cinema autoral e publicitário em Londres nos anos 90 e no Brasil desde então. Sua formação lhe conferiu entre muitas qualidades, uma expertise em estética da imagem, habilidade na administração de conteúdo e pessoas e conhecimento profundo sobre materiais. Por muito tempo Paulo participou do cenário da produção artística em Londres, Paris e Hamburgo de onde veio a inspiração para iniciar o Arteref no Brasil: Um local para unir pessoas com um mesmo interesse, a arte contemporânea. Faz o contato e organiza encontros com os curadores, artistas e colecionadores que representam o conteúdo do qual falamos no Arte Ref

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