Collapsible Structures: o infinito nas obras de Julio Villani

  • imagem-principal-para-divulgac%cc%a7a%cc%83o_ventoinhaVentoinha
  • flexivelFlexível
  • jardin-mexJardin Mex
  • la-nuitLa Nuit
  • via-lacteaVia Láctea

Quem é o artista?
Julio Villani 
se formou entre São Paulo, onde cresceu e Paris, onde forjou sua identidade de artista; ele vive e trabalha entre as duas cidades há mais de trinta anos. Seu duplo percurso se reflete na relação de suas exposições que se sucedem de um lado e do outro do Atlântico. MAM de Paris, MAM de São Paulo; Pinacoteca de São Paulo, Centre d’Art Contemporain 10 Neuf em Montbéliard; Paço Imperial no Rio de Janeiro e Musée Zadkine em Paris…

O que terá na mostra?
Cerca de 20 obras inéditas de sua produção mais recente (2015-2016), entre elas pinturas em técnica mista (carvão, acrílica e caulim sobre tela), colagens sobre papel e duas esculturas em alumínio com dimensões variáveis.

Onde vai ser?
Galeria Mercedes Viegas.

É um bom programa?
Sim, a galeria Mercedes Viegas representa cerca de vinte artistas, mantendo o foco nos artistas jovens e emergentes e também unindo os aos já renomados artistas contemporâneos nacionais e internacionais.

Quando?
28 de setembro a 29 de outubro de 2016

32ª Bienal: Incertezas e experimentações
As 21 caricaturas mais geniais das pessoas famosas

A galeria Mercedes Viegas abre ao público sua segunda exposição individual de Julio Villani, no próximo dia 28 de setembro, 4a feira, a partir de meio-dia. Na mostra, intitulada “Collapsible Structures”.

Villani  em sua escolha deliberada por esse desdobramento, e a forma construtiva que lhe imprimiu, dão a sua obra uma dimensão dinâmica, que se determina paradoxalmente, pela unidade. Fio, linha, risco, laço, rede, nó… a arte de Julio Villani é habitada pela idéia de vínculo. Ela estrutura todos os trabalhos do artista, lhe é consubstancial. Sua arte se caracteriza consequentemente pela idéia de polo, de contraponto, às vezes de oposição – e se constrói a partir da organização de um vai-volta. É entre os dois – no entre-dois, como diz o artista – que tudo se dá.

A Galeria Mercedes Viegas vai apresentar uma exposição individual do artista na Feira Untitled, em Miami, de 30/11 à 4/12/16.
No dia 1 de outubro, o artista lança seu livro “Julio Villani 1 + 1 + 1” nova monografia editada pela Somogy na França e pela Martins Fontes no Brasil, no stand da livraria Blooks na Artrio.

A série de telas, colagens sobre papel e esculturas apresentadas por Julio Villani, mostram sua exploração de um campo de ação intermediário, oscilando continuamente entre o plano e o espaço, entre o móvel e o estável.

Nas esculturas da série Collapsible, tubos metálicos atravessados por um fio formam as arestas de um sólido de faces transparentes. Os ângulos não são fixos, permitindo a escultura adotar quantidade de formas diferentes: “desenho rígido transformado em objeto maleável”, diz o artista. Seu estado não é o : um entre-dois consubstancial à obra de Villani.

A linha que estrutura as esculturas é, nas pinturas e colagens, traçada com grafite ou carvão; orgânica, ela nunca é completamente reta nem totalmente retesada, e muito deve à geometria sensível dos neoconcretos. Sobretudo nota-se que ela se estende bem além do quadro – que é meramente a porção de um todo que Villani nos dá a ver, situado entre um começo invisível e um fim imaginário.

A estabilidade que confere a moldura ao quadro é igualmente relativa: os diversos chassis que compõem as obras admitem regularmente ser intervertidos, a composição transformar-se. As telas deslizam de uma posição à outra durante sua elaboração pelo artista, que embaralha e reembaralha as cartas enquanto avança. Uma montagem especifica é favorecida no final, mas as obras portam frequentemente, de maneira intrínseca, a possibilidade da variação.

Nas colagens, a aposição dos recortes embebidos em tinta a óleo sobre o suporte deveria marcar o começo da vida da obra enquanto composição fixa, imutável. Deveria, mas não o faz: o suporte (papel Ingres ou antigos manuscritos em papel chiffon) foi selecionado para permitir que o médium continue operando mudanças na obra bem depois de ela ter sido assinada. Composição viva, contendo intrinsicamente a possibilidade da evolução.

A obra de Julio Villani como um todo parece assim se elaborar segundo um sistema de construção (mental) em torno da relatividade da fixidade. Como suas esculturas de contorno instável, também as composições pictóricas são atravessadas por um subtítulo genérico: collapsible architectures. O anglicismo se impõe, já que os vocábulos “dobrável” e “desmontável” não comportam a dimensão imprevisível do adjetivo inglês: aquele que contém o colapso, que pode desmoronar à qualquer momento. Esta instabilidade potencial é o nó do projeto de Villani.

Pela interrupção contínua do movimento, através do deslizamento que reside entre o entre o “fixo” e o “vivo”, o artista busca um estado lhe permitindo manter-se em suspenso, o maior tempo possível, em um entre-dois: neste eterno vaivém, vetor de permuta incessante, em cujo âmago tudo se dá.

SERVIÇO
Exposição “Collapsible Structures”
Abertura: 28 de setembro de 2016, 12h >19h
Período de visitação: 28 de setembro a 29 de outubro de 2016
Endereço: R. João Borges, 86 – Gávea, Rio de Janeiro – RJ
Horário de funcionamento: 2ª a 6ª 11h > 19h | sábado 15h > 19h

Veja também:

Anacronismo? 18 imagens das estátuas gregas como você nunca viu!

Equipe Editorial2224 Posts

Os artigos assinados pela equipe editorial representam um conjunto de colaboradores que vão desde os editores da revista até os assessores de imprensa que sugeriram as pautas.

0 Comments

Leave a Comment

Login

Welcome! Login in to your account

Remember me Lost your password?

Lost Password