Galeria Pilar apresenta individual do colombiano Rosemberg Sandoval

Venus (2012)

Quem é o artista? Nascido em 1959, o artista se desenvolveu como guerrilheiro da insurgência desde os 14 até os 20 anos de idade. Formado na Escola de Belas Artes de Cali e na Universidade do Valle (onde atualmente exerce docência), Sandoval é um dos principais  artistas contemporâneos da  Colômbia e utiliza a performance como meio máximo de expressão, discutindo em seu trabalho a pobreza, a extrema violência de seu país, a loucura e a morte.

O que terá na exposição? A mostra é um recorte de sua produção dos últimos trinta anos e reúne trabalhos em fotografia, vídeo, instalações e papel.

Sobre o espaço: Inaugurada em 2011 por Elisio Yamada e Henrique Miziara, a galeria conta com 400m² de espaço expositivo no bairro de Santa Cecilia em São Paulo e tem como objetivo apresentar artistas brasileiros e internacionais estabelecendo diálogos com críticos e curadores.

Quando? De 20 de agosto a 04 de outubro de 2014.

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Amazonas

Rosemberg é polêmico. Já usou a língua de um homem morto pelas FARC para pintar. Como dito, a performance é seu meio de expressão máximo e, dentro disso, destaca a brutalidade utilitarista da sociedade e o descaso de seus párias (aquele que não faz seu papel social), que se recusam a assumir responsabilidades. Já realizou trabalhos com materiais corporais, como tripas, sangue e cabelos de cadáveres, trazendo à tona a dor de membros invisíveis da sociedade.

Seu trabalho nos remete ao interesse por forças primitivas, violência, discursos de identidades e imersão no submundo, assim como o trabalho de consagrados artistas (Ana Mendieta e o marginal-heróico de Helio Oiticica). Seu trabalho carrega uma estética conhecida como “Povera” (que utiliza de materiais simples, de não muito valor, com o esforço por ruir a comercialização de objetos artísticos, ocupar espaços e trazer a participação do público) e promove ações altamente teatrais e anárquicas.

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Mugre (1999) / Venus (2012)

“Rosemberg Sandoval na realidade não fala, mas, para se comunicar e se expressar, ao invés de palavras usa objetos eloquente como o chinchorro ou as botas pantaneiras atravessadas com ossos humanos de Emberá-Ghami, de 2008. Ou actos, sobretudo atos. Porque para ele a performance, “com seu caráter de salvação e orfandade, é a única coisa que nos permite conviver com a pobreza, com a loucura e a morte”. Que assim seja.” (Palavras de Carlos Jiménez, professor e crítico de arte).

Paulo Varella1239 Posts

Estudou cinema na NTFS( UK), Administração de Empresas na FGV e Química na USP. Trabalhou com fotografia, cinema autoral e publicitário em Londres nos anos 90 e no Brasil desde então. Sua formação lhe conferiu entre muitas qualidades, uma expertise em estética da imagem, habilidade na administração de conteúdo e pessoas e conhecimento profundo sobre materiais. Por muito tempo Paulo participou do cenário da produção artística em Londres, Paris e Hamburgo de onde veio a inspiração para iniciar o Arteref no Brasil: Um local para unir pessoas com um mesmo interesse, a arte contemporânea. Faz o contato e organiza encontros com os curadores, artistas e colecionadores que representam o conteúdo do qual falamos no Arte Ref

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