Se você não entende a arte conceitual a culpa não é sua!

A Arte Conceitual é, no Brasil, um campo de expressão artística muito pouco compreendida. Isto se deve a muitos artistas, jornalistas desinformados e críticos de arte que a tratam como se esta fosse a única forma de Arte Contemporânea. Os artistas desse movimento preocupam-se com a documentação da ideia, por meio de descrições que articulam ou exploram o seu conceito. Assim, a execução da obra não tem tanta importância, já que segundo os artistas a arte reside no conceito essencial, não no trabalho real.

Principais artistas conceituais Brasileiros

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Lygia Clarck (1920-1988).
Pseudônimo de Lygia Pimentel Lins foi artista visual, pintora, escultora, desenhista, psicoterapeuta e professora de artes plásticas brasileira
A partir da década de 1960, começou a trocar a pintura pela experiência com objetos tridimensionais, e um exemplo disso é a série Bichos, onde o espectador ajuda na exposição. Após ir para a Europa, seu trabalho passou a focar em expressões corporais. Suas obras lhe renderam reconhecimento internacional a partir de 1980.

 

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Cildo Meireles (1948).

Conhecido internacionalmente, Cildo cria os objetos e as instalações que acoplam diretamente o visor em uma experiência sensorial completa, questionando, entre outros lemas, a ditadura militar no Brasil(1964 – 1984) e a dependência do país na economia global.

Totem-monumento ao Preso Político e Introdução a uma nova crítica

São obras que revelam um certo caráter político do artista. Datam dos anos 70 e 80, no qual Cildo Meireles arquitetou uma série de trabalhos que faziam uma severa crítica à ditadura militar. Neles a questão política sempre vem acompanhada da investigação da linguagem. (Abaixo, a obra “Introdução a uma nova crítica”, que consiste em uma tenda sob a qual se encontra uma cadeira comum forrada com pontas de prego.)

 

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Iole de Freitas (1945).
Iole de Freitas é uma artista plástica, escultora e gravadora brasileira que atua no campo de arte contemporânea. Iole iniciou sua carreira na década de 1970, participando de um grupo de artistas em Milão, Itália, ligado a Body art. Utilizava então a fotografia.

 

 

 

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Iole de Freitas

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Principais artistas conceituais internacionais

Wim Delvoye (1965).
Nasceu em Wervik, Bélgica. Vive em Gent e Londres. Wim Delvoye evidencia a atual impossibilidade de um pensamento que tome a arte somente a partir de um ponto de vista histórico ou estético – da estética em seu sentido estrito, como disciplina –, que obedeça à linearidade e à teleologia. Ao mesmo tempo, nos alerta para a importância da revisão do acervo iconográfico e simbólico que constitui a escrita da História. Não só a História, mas as narrativas de modo geral, grandes e pequenas. Nas obras, a referência à simbologia de tempos históricos – como a modernidade, o gótico e o barroco –, é realizada por meio de mixagens e de descontextualizações, deslocamentos, que produzem hibridismos.

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Uma exposição intitulada ‘porcos tatuados’, do “artista” belga Wim Delvoye, provocou polêmica no Museu de Arte Moderna e Contemporânea de Nice, na França.
A exposição, que apresenta sete porcos empalhados e tatuados, causou indignação de entidades de defesa dos animais.
Delvoye começou a tatuar porcos ainda na década de 1990. Na década seguinte, ele transferiu o projeto para uma fazenda na China, longe do olhar de reprovação das entidades de defesa dos animais.

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Joseph Kosuth (1945).
É um influente artista conceitual americano. Kosuth estudou belas artes na escola de artes visuais em New York. Sua obra Uma e Três Cadeiras, de 1965, ao lado da “Fonte”, de Marcel Duchamp, no MoMa, uma “Informação”, exposição de arte conceitual que tinha como objetivo colocar a arte como fonte de informações, e não como concepção estética.

 

 

 

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Uma e Três Cadeiras – Artista Joseph Kosuth

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Chuck Close (1945).
Chuck Close é um fotógrafo e pintor americano nascido em Washington em 1940. Close utiliza como técnica sobretudo o Foto-realismo, técnica em que a pintura é similar a uma fotografia, e que se enquadra no movimento artístico denominado de Hiper-realismo.

 

 

 

 

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Veja também:

Bienal 2016: Victor Grippo

 

 

 

Joy de Paula109 Posts

É aquela que faz tudo. Liga os pontos dentro do Arteref. Ela fala com artistas, colunistas e assessores e escreve as notícias. Faz com que tudo tenha sentido dentro de um portal que foi feito para ajudar a todos a entender um pouco mais sobre arte.

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