André Severo na Galeria Bolsa de Arte

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André Severo na Galeria Bolsa de Arte

agosto 23

Galeria Bolsa de Arte apresenta Espelho (El Mensajero)de André Severo.

 

O artista, vencedor do Prêmio Funarte Marc Ferrez de Fotografia de 2015, traz a São Paulo a exposição que evidencia as relações entre a imagem, o tempo e a memória. A mostra segue até 24 de setembro em cartaz

A exposição que abre no dia 22 de agosto, terça-feira, às 19h, na Galeria Bolsa de Arte (Mourato Coelho, 790), Espelho de André Severo, tem a imagem, o tempo e a memória como elementos latentes de sua estruturação. Projeto contemplado com o XV Prêmio Funarte Marc Ferrez de Fotografia 2015, a mostra é composta de cerca de cinco vídeos produzidos a partir de imagens fotográficas, 20 fotografias e textos, todos organizados em uma espécie de instalação no espaço da galeria, em Pinheiros.

 

Segunda de uma trilogia de exposições que inclui MetáforaEspelho foi exibida no início desse ano em dois espaços distintos de modo simultâneo: na Galeria Bolsa de Arte de Porto Alegre e na Pinacoteca Ruben Berta, em Porto Alegre. Na galeria de São Paulo, contudo, a proposta é distinta: Severo une os dois espaços e reorganiza as obras de modo a proporcionar ao espectador, dentro de suas diversas possibilidades de caminhar pelo conjunto de imagens densas e evocadoras de lembranças, uma experiência que promova um desdobramento das dimensões locais e específicas da galeria para a dimensão da subjetividade.

 

Espelho aposta na justaposição entre lembranças e imagens de lembranças, sejam elas próprias ou alheias, num diálogo que desemboca numa noção particular de tempo e espaço, na qual o espectador acaba imergindo. Nesse lugar, o lembrar deixa de ser apenas voltar-se para as experiências passadas, reevocar e reordenar imagens pessoais reminiscentes, mas, também, vergar-se sobre rastros de imagens de outras pessoas para entender algumas circunstâncias inerentes à própria vida.

 

Imagens densas aparecem em vídeos e fotografias: uma casa sendo engolida pelo mar, uma árvore com raízes à mostra à beira de um precipício, imagens em movimento ou com luzes intermitentes, justaposições imagéticas e sonoras, todas elas frutos das investigações de Severo em arquivos e, depois, de consecutivas reelaborações. Algumas das imagens contam com mais de um século de existência, mas o tempo neste trabalho está além de aspectos cronológicos. O que vale também aqui quanto ao olhar que o artista lança aos seus trabalhos, questionando processos e suportes utilizados ao longo de quinze anos, e realizando aí uma espécie de curadoria de sua própria produção.

 

Severo traz imagens que dialogam entre si e entre o repertório do espectador, seja de forma associativa, seja de forma dissociativa, e, assim, traz o espectador a um lugar fora dos limites da linguagem imagética e falada tão arraigados. Delineado a partir do desejo de trabalhar com imagens apropriadas de fontes variadas e de diferentes temporalidades, Espelho aposta no espaço concentrado da sala de exposição como lugar singular de projeção para o processo poético.

Sobre André Severo

 

Nascido em 1974, André Severo vive e trabalha em Porto Alegre. Mestre em poéticas visuais pelo Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, iniciou, em 2000, ao lado de Maria Helena Bernardes, as atividades de AREAL, projeto que se define como uma ação de arte contemporânea deslocada que aposta em situações transitórias capazes de desvincular a ocorrência do pensamento contemporâneo dos grandes centros urbanos e de suas instituições culturais.

 

Entre suas principais premiações destacam-se o Programa Petrobrás Artes Visuais – ano 2001 -, em 2001; o Prêmio Funarte Conexões Artes Visuais, em 2007; o Projeto Arte e Patrimônio 2007, em 2007; o Programa Rede Nacional Funarte Artes Visuais 2009, em 2009; o V Prêmio Açorianos de Artes Plásticas, em 2010; o Prêmio de Artes Plásticas Marcantonio Vilaça – 6ª Edição, em 2013; o Prêmio Funarte de Arte Contemporânea 2014, em 2014; e o XV Prêmio Funarte Marc Ferrez de Fotografia 2015, em 2015.

 

Sobre a Galeria Bolsa de Arte


A Galeria Bolsa de Arte de Porto Alegre iniciou suas atividades no ano de 1980, trabalhando com arte contemporânea. Ela representa hoje alguns dos nomes mais significativos da cena nacional, além de não perder um de seus focos, o lançamento de novos talentos. Nestes 37 anos de atividades, foram mais de 250 exposições e a participação em grandes feiras nacionais e internacionais. Desde 2011 agaleria ocupa uma sede de aproximadamente 800 metros quadrados em Porto Alegre, no bairro Floresta, reduto cultural da capital gaúcha.

 

Em abril de 2014 a galeria abriu uma filial no bairro da Vila Madalena, em São Paulo. Desde então, já fez individuais de artistas do porte de Carlos Vergara, Eduardo Haesbaert, Saint Clair Cemin, Valdir Cruz, Vera Chaves Barcellos, Shirley Paes Leme; a coletiva de abertura “A Invenção do Horizonte”, com curadoria de Cauê Alves, com artistas como José Bechara, Regina Silveira e Nelson Leirner e uma coletiva-homenagem ao integrante do Grupo Fluxus Ben Patterson, com a curadoria da alemã Karin Stempel, da qual participaram os brasileiros Cristina Barroso, Dudi Maia Rosa, Francisco Klinger Carvalho, Guto Lacaz e Paulo Bruscky.

 

Serviço


ESPELHO (El Mensajero) – ANDRÉ SEVERO

Abertura: 22 de agosto de 2017, às 19h

Exposição: 23 de agosto a 23 de setembro de 2017

Horários: De segunda a sexta das 10h às 19h, sábado das 11h às 17h

GALERIA BOLSA DE ARTE

Rua Mourato Coelho, 790
Tel +55 11 3097-9673 / 3812-7137
saopaulo@bolsadearte.com.br

Entrada gratuita

Detalhes

Data:
agosto 23
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