Exposição A-Tensão com 10 grandes artistas que você precisa ver/RJ

Tunga, Ivens Machado, José Damasceno, Angelo Venosa, José Resende, Frida Baranek, Carlos Bevilacqua, Julio Villani,  Luiz Monken e as duas jovens  artistas, Cristina Lapo e Daniela Antonelli, integram a mostra de esculturas A-Tensão que a Mercedes Viegas Galeria abre no dia 22 de fevereiro, às 19h, na Gávea.

 

 “Há algum tempo venho pensando e observando as esculturas no meu percurso de trabalho. Até que surgiu um tema comum entre as obras que venho selecionando silenciosamente: Tensão. Essa tensão existe tanto nos trabalhos que ficam pendurados à parede ou no teto por fios de linha ou metálicos (como os trabalhos de Ivens Machado, Julio Villani, Frida Baranek e Daniela Antonelli) como nas obras apoiadas nas paredes, como Tunga e Carlos Bevilacqua. O único trabalho que fica apoiado no chão é o do José Resende. Todos conversam entre si”, afirma a galerista Mercedes Viegas, que idealizou a mostra.

Frida Baranek

 

A característica mais evidente entre as esculturas selecionadas é a tensão visível na maioria das obras. À exemplo do Tacape do Tunga, cujos imãs e limalhas de ferro, se contrapõem à estrutura de ferro que fica apoiada na parede. A peça Gota, da série pendente, de Daniela Antonelli, a mais delicada da mostra, se constitui de materiais como osso, couro e sementes que pendem do teto por um fio de linha. Também na obra Pontos Pretos, de Luiz Monken, são os fios metálicos que sustentam e unem os círculos de azulejos pretos presos à parede. A originalidade na forma elegante da escultura de Ivens Machado (em cimento, pedra e tela de arame), também presa à parede, chama atenção pela sua forma exótica. A tensão está também presente nos Funis de aço galvanizado de Julio Villani, unidos um contra o outro por uma moldura de madeira. Na obra de  Frida Baranek, Inderterminacy III, discos de acrílico prendem-se por vários fios de aço inox, na tensão provocada pelo peso dos discos de acrílico coloridos, que Iluminam o trabalho. Cristina Lapo, jovem artista portuguesa residente no Rio, produz peças em madeira e em aço inox, com linhas tensionadas que atravessam seus trabalhos.

 

Os materiais utilizados se repetem em vários trabalhos expostos como os tipos variados de aço (galvanizado, inox,  cortén e fios de aço), acrílico, arame, azulejos, borracha, cimento, cobre, couro, ferro, limalha de ferro, madeira, pedras, ossos e sementes.

 

A exposição fica em cartaz até 22 de março, na Mercedes Viegas Arte Contemporânea: Rua João Borges, 86 – Gávea – (21) 2294-4305.

 

EXPOSIÇÃO: A-TENSÃO

ABERTURA: quinta, 22 de fevereiro de 2018, às 19h

QUANDO:  23 de fevereiro a 22 de março 2018

ONDE: Mercedes Viegas Arte Contemporânea – Rua João Borges, 86 – Gávea, Rio de Janeiro. tel: (21) 2294-4305

HORÁRIO: De segunda a sexta, das 11h às 19h. Sábados: 15h às 19h

Paulo Varella1489 Posts

Estudou cinema na NTFS( UK), Administração de Empresas na FGV e Química na USP. Trabalhou com fotografia, cinema autoral e publicitário em Londres nos anos 90 e no Brasil desde então. Sua formação lhe conferiu entre muitas qualidades, uma expertise em estética da imagem, habilidade na administração de conteúdo e pessoas e conhecimento profundo sobre materiais. Por muito tempo Paulo participou do cenário da produção artística em Londres, Paris e Hamburgo de onde veio a inspiração para iniciar o Arteref no Brasil: Um local para unir pessoas com um mesmo interesse, a arte contemporânea. Faz o contato e organiza encontros com os curadores, artistas e colecionadores que representam o conteúdo do qual falamos no Arte Ref

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