SP-ARTE tem maior participação internacional e programação voltada para instalações e performances

Abertura para convidados, SP - ARTE 2015 (foto: Vinicius Assencio)

O que é? SP – ARTE, maior e mais importante feira de arte da América Latina

Quais são as galerias? Participam da feira este ano, 140 galerias de arte moderna e contemporânea, provenientes de 17 países.

Qual o tema da feira?  Galerias de todo o mundo trazem obras de artistas novos e consagrados. Mais do que um evento para compra e venda de obras de arte a feira possui atrações como performances e debates.

Sobre o espaço: O Pavilhão Ciccillo Matarazzo é, desde 1957, o palco de uma das mais importantes exposições de arte do mundo: a Bienal de São Paulo. Projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, o prédio é um verdadeiro ícone da arquitetura modernista brasileira, tombado pelo Patrimônio Histórico.

Período de visitação: De 9 a 12 de abril de 2015.

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Abertura para convidados, SP - ARTE 2015 (foto: Vinicius Assencio)

São quatro dias de evento, três andares do Pavilhão da Bienal, em São Paulo, e a programação ainda se espalha por galerias da cidade. A maior e mais importante feira de arte da América Latina, a SP-ARTE, traz como novidades para 2015 a maior participação de galerias internacionais, abertura de novos setores expositivos, mais instalações, palestras e terá pela primeira vez uma área dedicada à performance.

Participam da feira este ano 57 galerias de países como Áustria, Alemanha, Itália, México, Portugal, África do Sul, Espanha, Suíça, Estados Unidos, Reino Unido e Uruguai, além das 83 brasileiras.

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Abertura para convidados, SP - ARTE 2015 (foto: Vinicius Assencio)

Criadora e diretora da SP-Arte, Fernanda Feitosa afirma que “é uma alegria receber pela primeira vez algumas das mais importantes galerias da América Latina, Estados Unidos, Europa e África”. Entre as galerias mais importantes estão Gagosian Gallery, David Zwirner, Lisson Gallery, Marian Goodman Gallery, Mendes Wood, White Cube, Luisa Strina e Vermelho.

 O fato destas galerias estarem presentes aquece ainda mais o mercado que, mesmo com a crise e com os altos preços das obras, se mantém aquecido. Prova disso é que o balanço parcial da feira em 2014 mostra que seu faturamento aumentou quase 60% de um ano para o outro, passando de R$ 99 milhões para R$ 157 milhões.

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Abertura para convidados, SP - ARTE 2015 (foto: Vinicius Assencio)

Para quem vai à feira, uma dica são os espaços Showcase e Solo. No Showcase, que ocorre no piso térreo, as galerias em ascenção selecionam obras de três artistas que representam, trazendo um grupo de trabalhos engajados para a feira. Já no espaço solo, as galerias apresentam as obras de um único artista. Segundo o curador deste espaço, Rodrigo Moura (diretor do Instituto Inhotim), “ao reunir artistas e galerias de várias partes do Brasil e do mundo, a seção se reafirma como plataforma de pesquisa, favorecendo o acesso do público a artistas que ainda não foram descobertos ou cujas obras merecem ser reapreciadas”.

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Breath (Two in a Hat), de James Lee Byars (1932-1997)

Realizado em parceria com a Galeria Vermelho e o Centro Universitário Belas Artes de São Paulo. O setor dedicado à performance será um campo não só para a prática, mas também para discussão da performance e de seus processos de documentação. A performance já fazia parte da feira desde 2007, mas é a primeira vez que possui um local especial no evento. Esta mudança evidencia o esforço da organização em tornar a SP – ARTE mais do que uma feira de compra e venda.

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“How to construct an orange?”, de Attila Csorgo

O novo setor expositivo é o Open Plan, ali as intalações dialogam sem interferir na arquitetura do 3º piso do Pavilhão. Para o uso desse espaço expositivo, o curador Jacopo Crivelli Visconti optou por trabalhos de dimensões grandes e um equilíbrio entre artistas mais e menos conhecidos e por obras inéditas ou reconhecidas.

Entre as obras deste setor estão a “Residência – escada” (2010/2015) de Rochelle Costi, apresentada na 30ª Bienal, em 2012, e “How to construct an orange?”, de Attila Csorgo, apresentada na 22ª Bienal, em 1994.

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Carolyn Christov-Bakargiev

A feira conta ainda com um ciclo de debates sobre o valor da arte e as tendências. É o “Talks – Arte Como Valor” realizado em parceria com a revista ARTE!Brasileiros. As conversas serão no Museu de Arte Moderna – MAM, nos dias 9 e 10 de abril de 2015. Eleita a mais poderosa do mundo da arte em 2012 pela revista inglesa “Art Review”, Carolyn Christov-Bakargiev, que assina a curadoria-geral da 14ª Bienal de Istambul, é um dos destaques da programação.

Paulo Varella1185 Posts

Estudou cinema na NTFS( UK), Administração de Empresas na FGV e Química na USP. Trabalhou com fotografia, cinema autoral e publicitário em Londres nos anos 90 e no Brasil desde então. Sua formação lhe conferiu entre muitas qualidades, uma expertise em estética da imagem, habilidade na administração de conteúdo e pessoas e conhecimento profundo sobre materiais. Por muito tempo Paulo participou do cenário da produção artística em Londres, Paris e Hamburgo de onde veio a inspiração para iniciar o Arteref no Brasil: Um local para unir pessoas com um mesmo interesse, a arte contemporânea. Faz o contato e organiza encontros com os curadores, artistas e colecionadores que representam o conteúdo do qual falamos no Arte Ref

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