Como você despertaria a consciência feminina com a fotografia?

Conheça 5 fotógrafas e seus trabalhos nesta linha.

“A fotografia, que tem tantos usos narcisistas, é também um poderoso instrumento para despersonalizar nossa relação com o mundo”. A frase de Susan Sontag, crítica de arte e ativista política, aponta para a perda de uma referência estética positiva para as mulheres se reconhecerem, e assim, desenvolverem uma autoimagem otimista.

Na mídia e na propaganda, a fotografia ainda é utilizada para veicular imagens de um ideal de beleza irreal, causando a não identificação pela mulher com aquele corpo magro, aquele cabelo liso e, principalmente, consigo mesma como sujeito constituído de desejos e de poder. O que ocorre, de fato, nas imagens da mídia é essa despersonalização a que Sontag se referia.

Para resgatar a autoconfiança das mulheres com a sua própria imagem, surgem fotógrafas cujo foco é retratar toda essa pluralidade de corpos, cabelos e vontades. Conheça o trabalho de algumas delas.

Marina Bitten

O projeto “I love myself”, de Marina Bitten, tem por finalidade elevar a autoestima das mulheres retratadas e representar “aquele momento de harmonia consigo mesma que parece que passa em câmera lenta”.

 

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Fernanda de Oliveira

Com o intuito de conectar a mulher com a natureza e consigo mesma, os ensaios fotográficos “Empreendedoras Criativas” e “Feminino – In Natura” de Fernanda de Oliveira registram momentos puros de escuta interna do corpo e expressam a energia criativa dos trabalhos autorais das retratadas.

 


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Jéssica Faria, atriz

 


Untitled.png4Prem Samit, facilita Retiros e Workshops para Despertar da Consciência

 

44Aline França, psicopedagoga
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Preta Ribeiro – Bailarina Coletivo O12

Luiza Prado

Um tanto instigantes, provocativas e até mesmo perturbadoras, as fotografias da artista visual e performer Luiza Prado revelam, de modo muito peculiar, o empoderamento feminino. Para ela, o seu trabalho fotográfico, que iniciou com autorretratos, foi a forma que a artista encontrou de exprimir em imagens os seus traumas psicológicos, com os quais outras mulheres se identificaram e quiseram, por meio da fotografia, expo-los como processo catártico.

 

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Maria Ribeiro

Com o seu projeto “Nós, Madalenas”, Maria Ribeiro utiliza o feminismo para questionar os padrões de beleza. As mulheres fotografadas escolhem uma palavra, que representa o significado do feminismo para elas, e uma parte do corpo onde tal termo é escrito com batom vermelho. Sem o uso do photoshop, as imagens registram corpos reais, com suas estrias, celulites, cicatrizes e marcas.

 

maria ribeiro - transcender
Fabiana Lima – Transcender

 


maria ribeiro - acolhimentoDjamila Ribeiro – Acolhimento

 

Kacy Johnson

Baseada em São Francisco, a americana Kacy Johnson fotografou 150 brasileiras por dois anos para o seu projeto “Corium”. As mulheres retratadas estão sempre de costas e o objetivo da fotógrafa é convidar cada uma delas a compartilhar em forma de texto seus pensamentos sobre pele, corpo, sexualidade e feminilidade.


kacy johnson - nanciNanci – “É muito tátil, é muito sensorial o que uma pele pode contar. Não tem mentiras nelas, contam apenas verdades”.

 


kacy johnson - ritaRita – “Doar-se aos olhos de quem tem a sensibilidade de perceber que é possível trazer na pele um pouco de sua trajetória… origem, dores, anseios e mistérios”

Nana Soma5 Posts

É designer por formação e, pelos acasos da vida, iniciou sua atuação profissional na área de comunicação online e mídias digitais. Ela é várias em uma. Desdobra-se na Arte: fotografia, dança, teatro, cinema, artes visuais e literatura. Gosta da Arte à sustentabilidade, moda, psicanálise, semiótica e antropologia passando por feminismo, viagens, vinho e misticismo.

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