Fotógrafos Drusos ocuparam o Museu de Arte Sacra

COLETIVO DE FOTÓGRAFOS DRUSOS OCUPA NOVA MOSTRA DO MUSEU DE ARTE SACRA DE SÃO PAULO

Fotografias abordam a religiosidade em Israel sob a ótica dos drusos – minoria religiosa presente no Oriente Médio e com pequenas comunidades em outros países

O Museu de Arte Sacra de São Paulo – MAS/SP, instituição da Secretaria da Cultura do Estado, expõe Religiosidade em Israel Através de Lentes Drusas, com concepção de Fares Saeb. Composta por 40 registros feitos pelo coletivo Clube de Fotógrafos Drusos – formado por Ameer Zeyan, Effo Backria, Eyal Amer, Fares Saaida, Jamal Ali, Rabia Basha, Zohar Ferro -, a exposição nasce de uma parceria inédita com o Consulado Geral de Israel em São Paulo e aborda aspectos da religião drusa, captando também manifestações da fé de comunidades judaicas e cristãs.

“O conhecimento mútuo é fundamental em qualquer diálogo.” A frase do Cônego Celso Pedro da Silva nos aproxima do conceito por trás da nova mostra temporária do MAS/SP, qual seja a proposição de um diálogo inter-religioso, sem rótulos nem preconceitos, entre a arte barroca – inerente ao universo do Museu de Arte Sacra de São Paulo – e as imagens do Clube de Fotógrafos Drusos, associação de profissionais e semiprofissionais da comunidade drusa de Israel. “Em um momento histórico em que o Sumo Pontífice realiza todos os esforços para amiudar o diálogo inter-religioso, temos a oportunidade de, ao mesmo tempo em que dele participamos, exibirmos belos trabalhos fotográficos da região”, comenta José Carlos Marçal de Barros, Diretor Executivo do MAS/SP.

A comunidade drusa é um pequeno grupo etno-religioso, uma minoria no Oriente Médio, que sempre teve uma relação com a comunidade judaica no território israelense, e que estreitou os laços a partir do estabelecimento do Estado de Israel, em 1948. Sua fé é uma crença monoteísta baseada em filosofias gregas e orientais e uma teologia secreta que destaca o papel da mente e da veracidade, aberta apenas aos estudiosos religiosos drusos. No Brasil, existe uma pequena comunidade de drusos que reside, em sua maioria, em São Paulo.

Ao visitar esta exposição coletiva, o espectador terá acesso a imagens que retratam cerimônias e demonstrações de fé que cerceiam a vida e a morte, e que nos dão um panorama da diversidade de crenças em Israel.

Rabia Basha

Mais informações sobre os drusos, nas palavras do Cônego Celso Pedro da Silva:

No ano de 1017, Al-Darasi apresentou o califa Al-Hakim do Egito como a encarnação da inteligência cósmica. Dois anos depois, Hamza ben Ali deu ao culto de Hamim sua forma definitiva. O Uno cósmico encarnou-se em Al-Hakim, por isso os drusos se chamam de unitários (muwahadun). O conhecimento do Uno é o único caminho de salvação. Depois de um período de expansão, os drusos passaram a aceitar como membros de sua religião apenas os nascidos de pais drusos, que são a reencarnação dos crentes do tempo de Hamza. Entre eles há os sábios (ukkal) e os não-sábios (juhhal). Os sábios são os iniciados nas doutrinas secretas da comunidade. Uma coleção de 111 cartas, que animaram a primeira expansão dos drusos, constitui sua escritura canônica, chamada de “As cartas de Sabedoria”.

Effo Backria

Em paralelo à exposição do Museu de Arte Sacra de São Paulo, outra versão desta exibição está em cartaz no Knesset, o parlamento israelense.

Exposição: Religiosidade em Israel Através de Lentes Drusas
Fotógrafos: Amir Zaian, Effo Backria, Eyal Amer, Fares Saaida, Jamal Ali, Rabia Basha e Zohar Ferro
Concepção: Fares Saeb
Período: 04 de julho a 27 de agosto de 2017
Local: Museu de Arte Sacra de São Paulo – www.museuartesacra.org.br
Endereço: Avenida Tiradentes, 676 – Luz, São Paulo (ao lado da estação Tiradentes do Metrô)
Tel.: 11 3326-5393 – agendamento / educativo para visitas monitoradas
Horário: de terça-feira a domingo, das 9 às 17h (bilheteria das 9 às 16h30)
Ingresso: R$ 6,00 (estudantes pagam meia); grátis aos sábados
Número de obras: 40
Técnica: Fotografia

Paulo Varella1139 Posts

Estudou cinema na NTFS( UK), Administração de Empresas na FGV e Química na USP. Trabalhou com fotografia, cinema autoral e publicitário em Londres nos anos 90 e no Brasil desde então. Sua formação lhe conferiu entre muitas qualidades, uma expertise em estética da imagem, habilidade na administração de conteúdo e pessoas e conhecimento profundo sobre materiais. Por muito tempo Paulo participou do cenário da produção artística em Londres, Paris e Hamburgo de onde veio a inspiração para iniciar o Arteref no Brasil: Um local para unir pessoas com um mesmo interesse, a arte contemporânea. Faz o contato e organiza encontros com os curadores, artistas e colecionadores que representam o conteúdo do qual falamos no Arte Ref

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