O Lápidus na Lurixs/RJ

A realização da série Lápidus consistiu na reunião de pedras da coleção do artista recolhidas em várias regiões do mundo, ao longo de 35 anos, e foram organizadas em composições oníricas, de forma a criar pequenas aglomerações que remetem a realidades de outro lugar, de outras matérias: os asteroides, que conhecemos por imagens o ciais criadas pelas agencias espaciais internacionais, que ilustram a representação dos grupos de asteroides. Vicente transformou uma iconogra a universal, que são “meramente ilustrativa”, e outra iconogra a, que traduz a criação transcendeste. O nome da exposição, In Orbit , é um jogo sonoro que remete a uma sensação etimológica e cienti ca.

lapidário (la-pi-dá-rio) s. m. Artista que lapida pedras preciosas.

O colecionismo é ajuntar coisas favoritas sem motivo aparente, tornando-as especiais por causa de uma história pessoal, que ninguém mais conhece. Mas desde que essas histórias não são reveladas, o resultado é algo triste, contido – “Guardar perde-se a coisa à vista”, como diz o poeta Antônio Cicero.

Os Lápidus são fotogramas, imagens singulares pelo processo fotográ co realizado sem câmera e sem negativo, e consiste na simples impressões construídas pela velatura da luz direta que ocorre pelo contato de objetos sobre a superfície do papel fotográ co.
Com a colocação das pedras sobre o papel fotográ co, a forma destas é conseguida pela obstrução da passagem da luz sobre a sua superfície, sem relevo e volumes, como um ”desenho” branco sobre o fundo negro, que é a emulsão queimada pela luz em laboratório, onde o papel revelado é o resultado nal.

As pedras não se repetem. As mais sólidas não deixam re etir os seus contornos, enquanto a leveza e a imprevisibilidade ocorrem com as mais claras e transparentes.
Lápidus foi realizado em dois momentos, o primeiro em 2014 com 13 fotogramas e o segundo em 2017, com 09 fotogramas.

Em um grande mesa, de 2,50 m de comprimento, estarão dispostas as pedras, na posição exata da composição dos fotogramas, recriando um modelo em escala 1:1.

Sobre o artista

Vicente de Mello nasceu em São Paulo, em 1967. Vive e trabalha no Rio de Janeiro. Formou- se em Comunicação Social pela Universidade Estácio de Sá e especializou-se em História da Arte e Arquitetura no Brasil, pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro – PUC/RJ. Trabalhou no Departamento de Fotogra a do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro – MAM-RJ, de 1989 à 1998. Têm sua pesquisa fotográ ca, apresentada desde 1992.

Expôs e pertence à acervos relevantes, como, Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro; Espace Photographie Contretype, Bruxelas, Bélgica; Fondation Cartier pour l ́art contemporain, Paris, França; Fundação DAROS, Zurique, Suíça;Itaú Cultural, São Paulo; Maison Européenne de la Photographie, Paris, França; MALBA, Buenos Aires, Argentina; Museu de Arte Contemporânea de São Paulo – MAC / USP; Museu de Arte de São Paulo – MASP – Coleção Pirelli; Museu de Arte Moderna Aluísio Magalhães, Recife; Museu de Arte Moderna de Brasília; Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro; Pinacoteca do Estado de São Paulo; Coleção Gilberto Chateaubriand/MAM – RJ; Coleção Joaquim Paiva, Rio de Janeiro; Coleção José Olympio Pereira, São Paulo; Coleção José Roberto de Figueiredo Ferraz, Ribeirão Preto; Coleção Lhoist, Bruxelas, Bélgica; e SESC, São Paulo.

 

 

Vernissage para convidados: 24 de maio, das 18h às 21h30 Exposição: de 25 de maio a 24 de julho de 2018

Local

LURIXS: Arte Contemporânea Rua Dias Ferreira, 214 – Leblon Rio de Janeiro, Brasil – 22431-010

www.lurixs.com

www.facebook.com/lurixs @lurixs

Horário

De segunda à sexta: das 12h às 20h Sábados: das 12h às 16h

Entrada franca

 

Paulo Varella1446 Posts

Estudou cinema na NTFS( UK), Administração de Empresas na FGV e Química na USP. Trabalhou com fotografia, cinema autoral e publicitário em Londres nos anos 90 e no Brasil desde então. Sua formação lhe conferiu entre muitas qualidades, uma expertise em estética da imagem, habilidade na administração de conteúdo e pessoas e conhecimento profundo sobre materiais. Por muito tempo Paulo participou do cenário da produção artística em Londres, Paris e Hamburgo de onde veio a inspiração para iniciar o Arteref no Brasil: Um local para unir pessoas com um mesmo interesse, a arte contemporânea. Faz o contato e organiza encontros com os curadores, artistas e colecionadores que representam o conteúdo do qual falamos no Arte Ref

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