Preciosos segundos a definirem rumos e focos

 

A fotografia resgata momentos únicos em lances que conectam o dinamismo das reflexões e dos olhares a revelarem a fragilidade da realidade humana, a natureza, a trama urbana entre tantas facetas como as captadas pelas lentes de Suelen Romani, que vem se destacando no panorama das artes visuais.
A fotografia para ela, ganha cada vez mais espaço pelas suas potencialidades, um campo promissor na busca das sutilezas que nos cerca a cada ângulo, a cada recanto perdido nos encontros casuais, personagens, locais, detalhes que definem olhares privilegiados.

Os recursos fotográficos são ilimitados proporcionando uma instigante confrontação de linguagens espelhando a vitalidade das renovações e pesquisas efetuadas por Suelen, uma visionária que ultrapassa as imposições restritivas do mercado ou do fluxo comportamental de uma sociedade.
Cada instante, cada minuto é único, não mais se repetirá, não existe retrocesso, só em pensamentos ou na memória afetiva ou histórica que cada um guarda como experiência repleta de emoções.

No campo da memória, a fotografia reproduz momentos marcantes enfocando os lances passageiros da vivencia na exuberância de confrontos poéticos em conexão com a complexidade humana. As potencialidades da fotografia são amplas, a cada olhar, surge algo diverso, cenas incorporadas ao dinamismo das revoluções coletivas e intimistas.
A arte se vincula sempre com a sensibilidade inovando e ampliando seu campo de atuação. Os meios de expressão são inúmeros mas o foco é o ser humano com suas elucubrações, aliás a própria mente é um universo a ser desvendado envolvendo ciência e arte, dois canais que se dialogam na incessante busca de novos caminhos e horizontes.
Suelen Romani, sensível fotógrafa, antenada nas transformações urbanas e nas incríveis formas comportamentais de seus habitantes enaltece aspectos inimagináveis da relação do homem com a natureza. Na mostra “Sobre Olhares” na Art Lab Gallery (Rua Dr. Melo Alves, 369) algumas de suas obras realçam maestria em realçar paisagens diversas com momentos mágicos como na inesquecível imagem de uma dançarina, em clima de êxtase frente ao mar, em milésimos de segundo surge uma poesia sutil, além de montanhas que refletem mistérios de outras eras, ensaios de moda e retratos entre tantas incursões.

A obra de Suelen é calcada nas suas viagens e permanências em cidades como Londres, Nova York e Los Angeles, sua visão de mundo é bem vinculada aos fluxos renováveis da cultura atual, confrontando valores estéticos com radicais contrastes da urbe. O resultado final de cada imagem reflete de uma certa forma sua vivencia, suas reflexões, sua busca por outros universos, outros horizontes, outras realidades, na realidade a fotografia é uma eterna descoberta.

Há seis anos Suelen vem desenvolvendo uma obra de forte intensidade afirmando seu talento por uma linha de ação bem estruturada envolvendo técnica e poesia, requinte e sensibilidade, arrojo e profundidade nos temas propostos.

José Henrique Fabre Rolim27 Posts

Jornalista, curador, pesquisador, artista plástico e crítico de arte, formado em Ciências Jurídicas e Sociais pela Unisantos (Universidade Católica de Santos), atuou por 15 anos no jornal A Tribuna de Santos na área das visuais, atualmente é presidente da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes), colunista do DCI com matérias publicadas em diversos catálogos de arte e publicações como Módulo, Arte Vetrina (Turim-Itália), Arte em São Paulo, Cadernos de Crítica, Nuevas de España, Revista da APCA e Dasartes.

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