A diversão em 10 obras – Arte Cibernética no Museu Nacional (DF)

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Quem é o artista?
Gilbertto Prado, é artista multimídia e professor brasileiro do Departamento de Artes Plásticas da ECA – USP. É coordenador do Grupo Poéticas Digitais e trabalha com arte em rede e instalações interativas.

O que terá na mostra?
Instalações interativas.

Onde vai ser?
Museu Nacional (DF)

É um bom programa?
Sim, o Museu Nacional é um espaço que insere Brasília no circuito internacional das artes e mostra o que há de melhor na arte brasileira. O espaço é utilizado para exposições itinerantes de artistas renomados e temas importantes para a sociedade, palestras, mostra de filmes, seminários e eventos importantes.

Quando?
De 14 de setembro a 4 de novembro

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O Museu Nacional do Conjunto Cultural da República (MuN) recebe a exposição Arte Cibernética – Coleção Itaú Cultural, que representa o conceito de arte cibernética deste conjunto considerado um dos pioneiros na América Latina. Com organização do Núcleo de Inovação e Artes Visuais do instituto, ao todo, são exibidas 10 das 15 obras extraídas do acervo iniciado em 1997, incluindo o projeto artístico recém-adquirido pelo Itaú Cultural, Desertesejo, produzida em 2014 pelo artista multimídia Gilbertto Prado.

Arte Cibernética – Coleção Itaú Cultural já foi exibida em seis capitais brasileiras – tendo passado, desde 2010, por Belo Horizonte, São Paulo, Porto Alegre, João Pessoa, Recife e Curitiba. No Distrito Federal, a exposição se expande pelo andar principal do Museu Nacional. As obras de arte e tecnologia envolvem o público com a possibilidade de interação em todos os 10 trabalhos: OP_ERA: Sonic Dimension (2005), de Rejane Cantoni e Daniela Kutschat; Life Writer (2005), de Christa Sommerer e Laurent Mignonneau; PixFlow #2 (2007), do coletivo belga LAb[au]; Les Pissenlits (2006), de Edmond Couchot e Michel Bret; Reflexão #3 (2005), de Raquel Kogan; Descendo a Escada (2002), de Regina Silveira; Fala (2011), de Rejane Cantoni e Leonardo Crescenti; Text Rain (1999), de Camille Utterback e Romy Achituv; Ultra-Nature (2008), de Miguel Chevalier, além da nova Desertesejo (2014), de Gilbertto Prado.

“Arte e tecnologia é o termo usado para descrever a arte relacionada com tecnologias surgidas a partir da segunda metade do século XX”, define Marcos Cuzziol. “Já o conceito de arte cibernética exige a interação constante entre observador e obra, ou mesmo entre partes diferentes da própria obra, para que o trabalho aconteça. Ambos, observador e obra, são interatores”, completa.

Incorporada à coleção do Itaú Cultural recentemente e exibida pela primeira vez como parte do acervo do instituto, Desertesejo de Gilbertto Prado apresenta bem o conceito cibernético para o observador. O projeto é um ambiente virtual que permite a interação simultânea de até 50 pessoas. Como um game, a obra explora poeticamente a extensão geográfica, rupturas temporais, e sentimentos e sensações como a solidão, a reinvenção constante e situações de encontro e partilha. Esta obra foi desenvolvida em 2000, selecionada no programa Rumos Novas Mídias do Itaú Cultural, e atualizada em 2014, quando integrou a mostra Singularidades/Anotações – Rumos Artes Visuais 1998-2013, realizada naquele ano na sede do instituto, em São Paulo.

Os visitantes ainda experimentarão mais sensações proporcionadas pelos trabalhos da exposição. Por exemplo, nas cordas que vibram com frequências de luz e de som e variam de acordo com a posição relativa e o modo de interação do observador de OP_ERA: Sonic Dimension, das artistas Daniela Kutschat e Rejane Cantoni. No projeto Life Writer, de Christa Sommerer e Laurent Mignonneau, o espectador datilografa um texto nas teclas de uma antiga máquina de escrever e as letras se transformam em criaturas artificiais que parecem flutuar na tela do papel.

Em Reflexão #3, de Raquel Kogan, o visitante regula a rapidez do movimento de centenas de números projetados sobre a parede de uma sala escura, refletidos sobre um espelho d’água rente ao chão. Criando um efeito inusitado, eles nunca se repetem e criam a sensação de subir de um espelho a outro. Percepção semelhante é experimentada em Descendo a Escada, de Regina Silveira, que utiliza a projeção sincronizada de três aparelhos sobre um espaço formado pelo chão e o ângulo de duas paredes gerando um continuum virtual dinâmico.

A interação se encontra, ainda, em Text Rain, de Camille Utterback e Romy Achituv. Nesta instalação, a projeção do corpo dos participantes em uma parede é animada com uma chuva de letras que, por sua vez, respondem a movimentos corporais. Como em um game, se um participante acumular letras o bastante sobre a projeção de seus braços estendidos ou da silhueta de qualquer outro objeto, poderá ver uma palavra inteira ou até mesmo uma frase sendo formada, com letras em queda aleatoriamente.

Os visitantes se surpreenderão também com o jardim virtual gigante Ultra-Nature, de Miguel Chevalier. Projetado em paredes de, em média, nove metros de comprimento, seis tipos diferentes de plantas digitais luminosas são influenciados a crescerem por dois sensores de movimento. A vegetação deriva de flores amarelas brilhantes, com hastes turquesa, até cactos sombreados nas cores vermelho e violeta. Assim, o estímulo dos observadores faz com que as plantas se inclinem para os lados, criando cenas que vão da ornamentação barroca a um tipo de balé orgânico.

Finalmente, em Fala, da dupla Rejane Cantoni e Leonardo Crescenti, o público se depara com uma máquina movida pela voz desenhada para estabelecer comunicação e sincronização automáticas entre humanos e máquinas, e entre máquinas e máquinas, movido por uma espécie de coro do microfone de 40 aparelhos celulares. O resultado é um efeito audiovisual com um significado semântico similar ao som captado, ou seja, o visitante fala e pequenas telas exibem uma palavra idêntica ou semelhante ao da palavra escutada, possibilitando algo como um diálogo.

SERVIÇO
Arte Cibernética – Coleção Itaú Cultural
Museu Nacional do Conjunto Cultural da República
Abertura: 13 de setembro, às 19h30, com coquetel para convidados
Visitação: 14 de setembro a 4 de novembro
De terça-feira a domingo, das 9h às 18h30
Entrada franca
Classificação indicativa: livre
Setor Cultural Sul, Lote 2, Esplanada dos Ministérios
Tel.: 61 3325-5220 / 3325-6410
museunacional@gmail.com

Itaú Cultural
Avenida Paulista, 149, Estação Brigadeiro do Metrô
Fones: 11. 2168-1776/1777
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