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Rococó (1715 – 1774) – Barroco

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* Imagem: O Balanço (1767), Fragonard

O termo rococó forma da palavra francesa rocaille, que significa “concha”, associado a certas fórmulas decorativas e ornamentais como por exemplo a técnica de incrustação de conchas e pedaços de vidro, usados na decoração de grutas artificiais. Foi muitas vezes alvo de apreciações estéticas pejorativas.

O rococó é um movimento artístico europeu, que aparece primeiramente na França, entre o barroco e o Arcadismo. Visto por muitos como a variação “profana” do barroco, surge a partir do momento em que o Barroco se liberta da temática religiosa e começa a incidir-se na arquitetura de palácios civis, por exemplo. O rococó é o barroco levado ao exagero.

A expressão “época das Luzes” é, talvez, a que mais freqüentemente se associa ao século XVIII. Século de paz relativa na Europa, marcado pela Revolução Americana em 1776 e pela Revolução Francesa em 1789. No âmbito da história das formas e expressões artísticas, o Século das Luzes começou ainda sob o signo do Barroco. Quando terminou, a gramática estilística do Neoclassicismo dominava a criação dos artistas. Entre ambos, existiu o Rococó. Na ourivesaria, no mobiliário, na pintura ou na decoração dos interiores dos hotéis parisienses da aristocracia, encontram-se os elementos que caracterizam o Rococó: as linhas curvas, delicadas e fluídas, as cores suaves, o caráter lúdico e mundano dos retratos e das festas galantes, em que os pintores representaram os costumes e as atitudes de uma sociedade em busca da felicidade, da alegria de viver, dos prazeres sensuais.

O Rococó é também conhecido como o “estilo da luz” devido aos seus edifícios com amplas aberturas e sua relação com o século XVIII. Em Portugal aparece na numismática a cerca de 1726 e prolongou-se até 1790 nos principais domínios artísticos.Na corte e no Sul do país desaparece mais cedo, dando lugar ao neoclassicismo. É nas províncias do Norte, particularmente Noroeste, que se encontra a versão mais original do patrimônio artístico rococó metropolitano, graças à talha dourada de formas gordas de certas igrejas do Porto, Braga, Guimarães, etc.

Executada por notáveis artistas na segunda metade do século XVIII e na escultura ganítica, que decora numerosos edifícios religiosos e profanos na área: igreja da Ordem Terceira do Carmo (1758-68) por José Figueiredo Seixas, Capela do Terço (1756-75); em Viana do Castelo, a capela dos Malheiros Reimões, etc.

Os pintores mais representativos foram François Boucher, Antoine Watteau e Jean-Honoré Fragonard

No Brasil o estilo revelou-se tardiamente, pois já no início do século XIX, na escultura de madeira e de pedra-sabão, na pintura mural e na arquitetura, com José Pereira Arouca, Francisco Xavier de Brito, Manuel da Costa Ataíde e António Francisco Lisboa, o Aleijadinho.

O rococó tem como principais características:

Cores claras;
Tons pastéis e douramento;
Representação da vida profana da aristocracia;
Representação de Alegorias;
Estilo decorativo;
Possui leveza na estrutura das construções;
Unificação do espaço interno, com maior graça e intimidade;
Texturas suaves;
Hedonismo;

Música rococó

O estilo de música utilizada no rococó é de difícil definição.
É caracterizado por sarabandas, gigas, minuetos e outras galanteries. Um dos compositores deste estilo é Johann Christian Bach, filho mais novo de Johann Sebastian Bach.

*Imagem: Retrato da Madame de Pompadour (1756) de François Boucher

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TAGS: barroco, rococo

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