Arte

Alguns falam que gostam de “Arte Moderna”, mas não entendem a “Arte Contemporânea”

Por Joy de Paula - janeiro 17, 2017
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Os principais movimentos que construíram a história da arte desde  a metade do século XX até os dias de hoje.

De modo geral, pode-se dizer que durante o século XX a arte se dividiu em dois grandes momentos: Arte Moderna (modernismo) e Arte Contemporânea. Não existe um consenso sobre isso, mas a maioria dos livros de história  da arte acredita que esses dois momentos podem ser divididos pela Segunda Guerra Mundial, que terminou em 1945.

Primeiramente  vou falar da Arte Moderna. O período moderno começa um pouco antes da virada do século XIX para o século XX, na década de 1860.

Você com certeza já ouviu falar sobre os movimentos que marcaram a Arte Moderna. Abaixo alguns exemplos (clique nos temas para saber mais):

Quando esses movimentos surgiram, causaram um estranhamento por parte do público, isso porque eram obras muito diferentes de tudo que as pessoas estavam acostumadas a ver. Naquela época a perguntava que pairava no ar era a seguinte: Isso é arte?

Eram propostas inéditas, questionadoras. Já dá pra imaginar que a aceitação dessas obras não foi imediata, mas, as décadas foram passando e hoje em dia esses movimentos são entendidos como “Revoluções Artísticas”, ou seja, desde o final do século XIX é próprio da arte querer negar tudo aquilo que se conhece como arte.

Arte = Antiarte = Antiantiarte

É aqui que começa a surgir uma das grandes questões que a arte propõe.

O feio de ontem se transforma no belo de hoje?
De acordo com a história, sim! Pense, por exemplo, alguns nomes como:

Van Gogh, Zundert, Netherlands, 1853-1890.

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Henri Matisse, Le Cateau-Cambrésis, France, 1869-1954.

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Picasso, Málaga, Epanha, 1881-1973.

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Esses artistas criaram novas estéticas e com isso propuseram uma ruptura da estética acadêmica, que era o que até então  predominava na pintura e na escultura, mesmo tendo causado polêmica naquela época, hoje, mais de um século depois, ninguém duvida que esses artistas foram gênios da arte. São obras primas que estão nos melhores museus do mundo e muitas delas  possuem valores incalculáveis

Edgar Degas, Paris, França, 1834-1917. 

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Waiting, 1882

Paul Gauguin, French Second Republic, 1848-1903.

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Arearea, 1892

Paul Cezane, Aix-en-Provence, France, 1839-1906.

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Le 5 Joueurs Decartes, 1892-95.

O modernismo ou “Arte Moderna”, foi esse turbilhão de novas ideias que mudaram radicalmente o rumo das coisas, e desde então os artistas passaram a desenvolver um outro tipo de mentalidade. Eles se abriram a discutir mais afundo qual era o “Objetivo da arte”, e passaram a acreditar que “Emoção e expressão interior” podem ter mais significado do que o resultado figurativo da obra. Esse pensamento é a base para entender a Arte Contemporânea.

É justamente neste período, o contemporâneo, que a Arte Conceitual entra em cena. A ideia passa a ser o aspecto mais importante de um trabalho artístico.

 Saiba mais:

Arte Conceitual: todos falam, mas qual o seu real significado?

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