Arte

Você conhece as 11 artistas feministas dadaístas?

Por Joy de Paula - dezembro 28, 2016
23478 1
Pinterest LinkedIn

Beatrice Wood, 1893-1998, São Francisco, Califórnia, EUA.
Ela detém o título A “Mama de Dadá,” recebido após uma carreira intensa e uma paixão pela cerâmica que durou até sua morte, aos 105 anos de idade.

 

Hannah Höch, 1889-1978, Gota, Alemanha.
Apelidada como “a punk da arte” pelo jornal britânico The Guardian, Höch fez parte de um grupo de artistas do início do século 20. Foi pioneira na fotomontagem de grupos de pessoas, criticou o papel da mulher daquela época, os padrões de beleza, o casamento, a política de seu país (Alemanha) e até o grupo de artistas no qual estava inserida.

hannah-ho%cc%88ch-deutsches-ma%cc%88dchen-1930-539x1024-900x500

 

Suzanne Duchamp, 1889-1963, Blainville-Crevon, França.
Pelo sobrenome, você pode imaginar que ela tem alguma conexão com outro dadaísta: Marcel Duchamp. Ela é a irmã mais nova dele.
Suzanne viveu no bairro Montparnasse, em Paris, pois assim, como seu irmão, poderia estabelecer a sua carreira e estar próxima de sua família. Fez seus estudos artísticos na École des Beaux-Arts, em Rouen, mas seu legado como pintora foi após a sua exibição no Salon des Indépendants, em Paris, aos 22 anos de idade. Sua principal característica era uma sensibilidade antiestética e o uso de colagem e textos.

suzanne-duchamp-900x500

 

Emmy Hennings, 1885-1948, Flensburg, Alemanha.
Foi na boate Cabaret Voltaire, em Zurique, co-fundada por seu marido, e na Galeria Dada, que ela cantou, recitou suas obras escritas, dançou e se apresentou com fantoches. Antes do surgimento do movimento Dadá, Emmy Hennings publicava poesia em veículos anarquistas. Foi poeta, professora e artista performática.

emmy-hennings-900x500

 

Baronesa Elsa von Freytag-Loringhoven, 1874-1927, Świnoujście, Polônia.
Ela era uma obra de arte viva, que encarnava o movimento Dadá de uma forma que os artistas, principalmente do sexo masculino, nunca se atreveram a sonhar e ousar. Foi modelo de artista, poeta, performer radical, ícone da moda e feminista. Elsa von Freytag-Loringhoven esteve em Greenwich Village (Nova York) antes dos anos 60. Segundo registros, ela foi a inspiração por trás da famosa obra “Fonte”, de Marcel Duchamp.

elsa-von-freytag-loringhoven-900x500

 

Mina Loy, 1882-1966, Londres, Reino Unido.
Britânica e boêmia, tornou-se aliada do dadaísmo por intermédio de seus escritos. Também foi artista plástica e explorou formas e matérias (incluindo o lixo de caixotes de Manhattan) não convencionais. Foi uma figura conhecida em Greenwich Village, que rompeu as normas de gênero e evidenciou o seu trabalho ao publicar poesias modernistas.

mina-loy-900x500

 

Clara Tice, 1888-1973.
A rainha do Greenwich Village foi ícone da moda com o seu estilo de vanguarda. Ela ajudou a organizar uma das primeiras exposições na Society of Independent Artists. Além disso, lutou contra a censura quando tentaram fechar uma das suas mostras de arte. Enfeitou revistas populares norte-americanas, principalmente a Vanity Fair, que apresentou o seu flerte com o movimento dadá e o mainstream.

clara-tice1-900x500

 

Toyen, 1902-1980, Praga, República Checa.
O nome é estranho, não? Mas tem um objetivo para tal: ela o assumiu após rejeitar o seu nome de nascença, ao conhecer a palavra francesa “citoyen” – que se traduz em “cidadão”. Com isso, optou por seguir a sua carreira com esse pseudônimo que não tem gênero. Como artista, Toyen apresentou o seu lado político e pessoal, além de ter sido uma das mais criativas e independentes do século passado. Quebrou todos os laços com a sua família, pois escolheu estar mais próxima dos amigos. Toyen protestou contra tendências burguesas, endossou o movimento anarquista, negou qualquer sugestão para desempenhar o papel de uma mulher tradicional e assim levou a sua vida de forma totalmente independente.

marie-cermc3adnovc3a1-toyen-900x500

 

Juliette Roche, 1884-1980, Paris, França.
Nascida em uma rica família parisiense, Juliette esteve exposta, desde pequena, a vários acontecimentos do mundo da arte e da política. Ela canalizou esse conhecimento e experiência em pinturas e poemas inovadores (como o livro de 1920, Demi Cercle), e manteve seu olhar crítico quando foi a um clube de dadaístas.

roche-900x500

 

Florine Stettheimer, 1871-1944, Rochester, Nova Iorque, EUA.
Ela foi pintora, poeta e desenhista. Mantém o mito do artista como um gênio solitário e incompreendido, que luta para produzir obras que transcendem o seu próprio tempo histórico e lugar. As pinturas de Stettheimer são alegres e mostram a vida da classe alta de Nova York entre duas guerras. Ela apresentou o estilo figurativo, muitas vezes caracterizado como feminino ao oferecer uma alternativa aos modos de pintura modernista contemporânea. Fundou um salão de arte em Nova York, onde alguns ilustres dadaístas, como, por exemplo, Marcel Duchamp, cujo retrato ela frequentemente pintou de forma andrógina (e radical, principalmente para uma mulher naquela época).

florine-stettheimer-900x500

 

Sophie Taeuber, 1889-1943, Davos, Suíça.
Colaboradora e esposa do dadaísta Jean Arp, o trabalho de Sophie Taeuber demonstrou afinidade com cor e formas geométricas. “Sua arte geométrica surgiu a partir de sua crença no poder expressivo inato de cor, linha e forma, e foi informado pela sagacidade incomum e liberdade. Ela rejeitou esquematização progressiva de seus contemporâneos de forma objetiva “, escreve Oxford University Press. “Durante os anos de dadá em Zurique (1916-1920), Taeuber-Arp não apenas pintou, mas também fez uma série de cabeças de madeira policromada, incluindo o retrato de Jean Arp (1918-1919; Paris, Pompidou), e desenhou os cenários e marionetes (Zurique, Mus. Bellerive) para um desempenho de Carlo Gozzi de König Hirsch em 1918, em conjunto com a exposição da oficina em Zurique. Ela era uma dançarina e realizado em noites de Cabaret Voltaire.

sophie-tc3a4uber-900x500

Via Blog Entrelinha.

Veja também: 

Os 7 principais artistas do dadaísmo que você precisa conhecer!

 

1
Deixe um comentário

avatar
  Inscrever  
Notificar de