“Cena Preta, Plano Negro” no Sesc Ipiranga

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Negritudes é tema da mostra de cinema “Cena Preta, Plano Negro” no Sesc Ipiranga

A mostra discute a representatividade e a presença negra na produção do cinema brasileiro contemporâneo, com exibição de filmes, bate-papos, oficina e apresentação musical.

Divulgação

Foto: Alile Dara

De 26 de julho a 26 de agosto o Sesc Ipiranga apresenta a mostra “Cena Preta, Plano Negro”, que aborda a temática “negritudes” propondo uma reflexão sobre a representatividade na produção cinematográfica brasileira contemporânea.

Por meio da exibição de longas, médias e curtas-metragens, dirigidos por negras e negros; mesas de bate-papos, oficina e uma apresentação musical, a mostra sugere outras possibilidades de expressões e existências para além do discurso dominante, que historicamente, relegou aos negros papéis secundários e estereotipados nas produções brasileiras.

A edição é parte de um ciclo de mostras que busca iluminar as temáticas: gênero, sexualidade, negritudes e direito a ocupação e moradia, no cinema brasileiro. Com o tema Negritudes, a proposta é discutir a presença de negras e negros na produção das obras e os papéis desempenhados pelos mesmos no contexto dos filmes.

As exibições acontecem no teatro do Sesc Ipiranga, na área de convivência e no espaço “sala de estar”, montado especialmente para o projeto.

Além de assistir aos filmes, o público poderá participar de bate-papos, de uma oficina de tranças e penteados e uma apresentação musical com o rapper Tiely, no dia 29 de julho.

O projeto segue com exibições de curtas-metragens até o dia 26 de agosto.

As crianças são contempladas com sessões especiais. No dia 01 de agosto, quarta, das 19h30 às 20h30, no Cine Favela, em Heliópolis e nos dias 21 e 22 de agosto, das 9h às 10h, no teatro do Sesc Ipiranga.

Exibições

No dia 26, quinta, das 19h às 20h, duas exibições trazem o olhar de cineastas negras em:

O dia de Jerusa – o curta, ambientado no bairro do Bexiga, narra a história de uma pesquisadora de público de uma marca de sabão em pó que se surpreende com as respostas nada convencionais de uma velha moradora do bairro.

Mulheres Negras: Projetos de Mundo – o documentário levanta questões e instiga em poéticas as minúcias do que é ser mulher negra no Brasil.

A mostra continua no dia 27, sexta às 16h, com a exibição do documentário Raça, obra que apresenta o trabalho de três afro-brasileiros que lutam por igualdade racial: Paulo Paim, único negro senador da república, Netinho de Paula, cantor e apresentador de TV e Miúda dos Santos, neta de escravos e ativista quilombola.

No sábado, dia 28, das 16 às 17h é a vez de:

Aquém das Nuvens – o curta mostra a história de um casal de idosos apaixonados e felizes, que vem sua felicidade ameaçada em razão de um mal-estar de Geralda que os leva às pressas ao hospital.

Cores e Botas – no filme Joana tem um sonho comum a muitas meninas dos anos 80: ser Paquita. Sua família é bem-sucedida e a apoia em seu sonho. Porém, Joana é Negra e não se enquadra no perfil das garotas selecionadas pelo programa.

Nada – na trama Bia, que acaba de completar 18 anos, está quase no fim do ano e as provas do vestibular estão chegando, porém, mesmo pressionada por todos para decidir o que cursar na faculdade, ela não quer fazer nada.

Dia 29, domingo, das 16h às 17h, a mostra exibe quatro documentários que tratam de questões relacionadas às mulheres.

Nós, Carolinas – o documentário narra histórias de quatro mulheres em diferentes idades e condições de vida, mas unidas por uma mesma geografia: a periferia da cidade de São Paulo.

No ritmo das obás – aborda a vida de quatro integrantes do bloco afro Ilú Obá de Min. Solange, Analu, Cléo e Preta Lemes contam suas experiências como mulheres negras que, unidas, afirmam suas identidades.

Cabelo Bom – dá voz a três jovens mulheres que expõem sua relação com os seus cabelos crespos e contam histórias de preconceito, autoaceitação e, principalmente, libertação e tomada de consciência. O cabelo crespo é o motor da reafirmação de suas identidades.

As minas do rap – entrevista mulheres ligadas ao hip hop, abordando o histórico feminino dentro do movimento. Dentre as entrevistadas estão artistas como Negra Li, MC Gra e Karol Conká.

Exibições contínuas de curtas-metragens

As sessões acontecem de forma sucessiva e sequencial, no espaço “Sala de Estar” entre os dias 27/07 e 25/08, de terça a sábado, das 10h às 22h.

A piscina de Caíque – o filme conta a história um garoto que vive numa região onde a falta de água e o calor são constantes. Ele sonha em ter uma piscina até entender que falta algo mais importante para sua família do que o tão desejado objeto.

Pele Suja Minha Carne – o enredo conta a história de João, um jovem negro que precisa lidar com o preconceito por causa de sua cor de pele e por sua sexualidade.

Pretas no Hip Hop – documentário em que mulheres negras falam em primeira pessoa sobre suas experiências e trajetórias na cultura hip hop.

No beco da Preta – o documentário inspirado na peça de teatro ”No Beco da Preta”, conta a história de Preta, antiga moradora da favela de Heliópolis, que sempre lutou contra o preconceito, a violência e a discriminação.

Negritudes Heliópolis – no documentário jovens e adultos residentes na favela de Heliópolis relatam seu cotidiano, seus modos de enxergar a sociedade, o preconceito, a discriminação e de seus sonhos.

Lápis de Cor – documentário que aborda a representação racial no universo infantil e a maneira como o padrão de beleza eurocêntrico afeta a autoimagem e autoestima de crianças negras.

Crespos – o filme narra a história de Lisa, uma garota do ensino médio que mudou completamente seu estilo apenas para ser aceita pelas amigas, que seguem o padrão de beleza imposto pela sociedade

Empoderadas – episódios da web série Empoderadas, que retratam a trajetória de mulheres negras que resistem e fazem de seu trabalho fonte de inspiração para outras mulheres.

Bate-papos

No dia 26/07 (quinta-feira), às 20h, abre a mostra o bate-papo Representatividade e a presença negra na produção cinematográfica brasileira, com participação de Carolina Costa, presidente da comissão de gênero, raça e diversidade da ANCINE, e as cineastas Viviane Ferreira e Day Rodrigues.

A proposta é discutir a representatividade e a presença negra na produção dos filmes brasileiros.

No dia 28/07 (sábado), às 17h, a mesa Três gerações na direção cinematográfica brasileira – com a participação dos cineastas: Renata Martins, Gabriel Martins e Adélia Sampaio, considerada a primeira mulher negra a dirigir um longa-metragem no Brasil – apresenta um panorama histórico da produção cinematográfica realizada por negros.

Oficina

Em dois encontros, dias 28 e 29 (sábado e domingo), das 13h às 16h, a oficina Tranças e penteados – com Amanda Diva Green, a hairstylist conhecida por pentear personalidades negras e LGBTs, apresenta técnicas de trançagem que são base para a criação de diversos penteados.

Durante a atividade Diva propõe um amplo debate que relaciona identidade, autoestima, estereótipos e adolescência.

Show

Tiely convida Luana Hansen, Filosofia de Rua e Hellena Borgys

No domingo, dia 29/07, às 18h, encerrando a primeira etapa da mostra, o rapper Tiely convida artistas do Hip Hop e de outras vertentes para dividir o palco num show que mistura música, performance e diversidade.

Sessões especiais para crianças

As sessões para crianças acontecem no dia 01 de agosto (quarta) das 19h30 às 20h30, no Cine Favela, em Heliópolis e nos dias 21 e 22 de agosto (terça e quarta) das 9 às 10h, no teatro do Sesc Ipiranga, com exibição dos curtas:

A piscina de Caíque – o filme conta a história um garoto que vive numa região onde a falta de água e o calor são constantes. Ele sonha em ter uma piscina até entender que falta algo mais importante para sua família do que o tão desejado objeto.

Òrun Aiyê: a criação do mundo – na animação, o vovô Bira narra para a sua neta Luna como os deuses africanos Olodumaré, Orunmilá, Oduduwa, Oxalá, Nanã e Exú interagem para criar a Terra e os seres humanos.

Cores e Botas – no filme Joana tem um sonho comum a muitas meninas dos anos 80: ser Paquita. Sua família é bem-sucedida e a apoia em seu sonho. Porém, Joana é negra e não se enquadra no perfil das garotas selecionadas pelo programa.

Serviço

Bate-papos

Representatividade e a presença negra na produção cinematográfica brasileira

Quando: 26/07, quinta, das 20h às 21h30

Onde: Teatro

Quanto: Grátis

Classificação: não recomendado para menores de 14 anos.

Três gerações na direção cinematográfica brasileira

Quando: 28/07, sábado, das 17h às 18h30

Onde: Área de convivência

Quanto: Grátis

Classificação: livre

Oficina

Tranças e Penteados com Amanda Diva Green

Quando: 28 e 29/07, sábado e domingo, das 13h às 16h

Onde: Sala 2

Quanto: Grátis

Classificação: não recomendado para menores de 16 anos

Exibições:

O dia de Jerusa (Dir. Viviane Ferreira. Ficção. 2014. Brasil. 20 min.)

Mulheres Negras: Projetos de Mundo (Dir. Day Rodrigues e Lucas Ogasawara. Documentário. 2016. Brasil. 25 min.)

Quando: 26/07, quinta, das 19h às 20h

Onde: Teatro

Quanto: Grátis

Classificação: livre

Raça (Dir. Joel Zito Araujo. Documentário. 2013. Brasil e EUA. 104 min.)

Quando: 27/07, sexta, das 16h às 17h

Onde: Área de convivência

Quanto: Grátis

Classificação: livre

Aquém das Nuvens (Dir. Renata Martins. Ficção. 2011. Brasil. 17 min.)

Cores e Botas (Dir. Juliana Vicente. Ficção. 2010. Brasil. 16 min.)

Nada (Dir. Gabriel Martins. Ficção. 2017. Brasil. 27 min.)

Quando: 28/07, sábado, das 16h às 17h

Onde: Área de convivência

Quanto: Grátis

Classificação: livre

Nós, Carolinas (Dir. Coletivo Nós, Mulheres da Periferia. Documentário. 2017. Brsail. 17min. Livre)

No ritmo das obás (Dir. Graciela Zapatta. Documentário. 2016. Brasil. 16 min. Livre.)

Cabelo Bom (Dir. Swahili Vidal e Claudia Alves. Documentário. 2017. Brasil. 15 min. Livre.)

As minas do rap (Dir. Juliana Vicente. Documentário. 2015. Brasil. 14 min. Livre.)

Quando: 29/07, domingo, das 16h às 17h

Onde: Área de convivência

Quanto: Grátis

Classificação: livre

Show

Tiely convida Luana Hansen, Filosofia de Rua e Hellena Borgys

Quando: 29/07, domingo, 18h das 19h

Onde: Teatro

Quanto: Grátis

Classificação: não recomendado para menores de 14 anos.

Exibições contínuas de curtas-metragens

A piscina de Caíque (Dir. Raphael Gustavo da Silva. Ficção. 2017. Brasil. 15 min.)

Pele Suja Minha Carne (Dir. Bruno Ribeiro. Ficção. 2016. Brasil. 13 min.)

Pretas no Hip Hop (Dir. Priscila Francisco Pascoal. Documentário. 2017. Brasil. 14 min.)

No beco da Preta (Dir. Donizete Bomfim. Documentário. 2017. Brasil. 19 min.)

Negritudes Heliópolis (Dir. Raimundo Nonato. Documentário. 2017. Brasil. 21 min.)

Lápis de Cor (Dir. Larissa Fulana de Tal. Documentário. 2014. Brasil. 14 min.)

Crespos (Dir. Paulo Igor Freitas. Ficção. 2017. Brasil. 6 min.)

Empoderadas (Dir. Renata Martins. Documentário. 2015 a 2017. Brasil. 20 min.)

Quando: 27/07 a 26/08. Terça a sábado, das 10h às 22h e

29/07 a 26/08. Domingos, das 10h às 18h

Onde: Espaço sala de estar

Quanto: Grátis

Classificação: livre

Sessões para crianças

A piscina de Caíque (Dir. Raphael Gustavo da Silva. Ficção. 2017. Brasil. 15 min.)

Òrun Aiyê: a criação do mundo (Dir. Jamile Coelho e Cintia Santos de Souza. Animação. 2015. Brasil. 12 min.)

Cores e Botas (Dir. Juliana Vicente. Ficção. 2010. Brasil. 16 min.)

Onde: Cine Favela

Quando: 01/08, quarta, das 19h30 às 20h30

Quanto: Grátis

Classificação: livre

Onde: Sesc Ipiranga

Quando: 21 e 22/08, terças e quartas, das 9h às 10h

Onde: Teatro

Quanto: Grátis

Classificação: livre

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