Por que o cinema é considerado a sétima arte e quais são as outras artes?

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A ideia de numerar as artes veio somente como uma forma simples de designar as diferentes manifestações artísticas.

 

O termo “sétima arte”, usado para designar o cinema, foi estabelecido por Ricciotto Canudo no “Manifesto das Sete Artes“, em 1912 (publicado apenas em 1923).

Posteriormente, foram propostas outras formas de arte, umas mais ou menos consensuais, outras que foram prontamente aceitas como o caso da 9ª arte, que hoje em dia é uma expressão muito utilizada para designar as histórias em quadrinhos.

Aqui vai a lista com a numeração das artes:

1ª Arte – Música (som)
2ª Arte – Artes cénicas (Teatro/Dança/Coreografia) (movimento)
3ª Arte – Pintura (cor)
4ª Arte – Escultura (volume)
5ª Arte – Arquitetura (espaço)
6ª Arte – Literatura (palavra)
7ª Arte – Cinema (Áudio-Visual) (Contém artes anteriores como a música para trilha sonora, artes cênicas para dublagem e captura de movimentos, pintura, escultura e arquitetura para o design, e literatura para roteiros)
Outras formas expressivas também consideradas artes foram posteriormente adicionadas à numeração proposta pelo manifesto.

8ª Arte – Fotografia
9ª Arte – Historia em quadrinhos
10ª Arte – Video Games
11ª Arte – Arte digital (integra artes gráficas computadorizadas 2D, 3D e programação).

Por que o termo Sétima arte não é usado nos países de língua inglesa?

Poucas pessoas de língua inglesa usam o termo “a sétima arte”.

O uso é menos freqüentemente talvez porque a pessoa que criou o termo, era um italiano e viveu em Paris. Quase todas as suas obras também foram publicadas na França ou na Itália e o termo terminou não pegando entre os americanos, britânicos, canadenses e australianos.

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Estudou cinema na NTFS( UK), Administração de Empresas na FGV e Química na USP. Trabalhou com fotografia, cinema autoral e publicitário em Londres nos anos 90 e no Brasil desde então. Sua formação lhe conferiu entre muitas qualidades, uma expertise em estética da imagem, habilidade na administração de conteúdo e pessoas e conhecimento profundo sobre materiais. Por muito tempo Paulo participou do cenário da produção artística em Londres, Paris e Hamburgo de onde veio a inspiração para iniciar o Arteref no Brasil: Um local para unir pessoas com um mesmo interesse, a arte contemporânea. Faz o contato e organiza encontros com os curadores, artistas e colecionadores que representam o conteúdo do qual falamos no Arte Ref

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