Individuais de Maurício Adinolfi e Chico Togni fecham exposições do ano na Galeria Pilar

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Montagem "Mangue"

Quem são os artistas e quais as exposições? Formado em filosofia e tendo exposto em países como França, Tailândia e Perú, Maurício Adinolfi trabalha com pintura e cria telas com o uso de diferentes técnicas. Nesta individual, Adinolfi traz a série “Mangue”.
Habilitado em escultura pela graduação em Artes Plásticas da USP, Chico Togni trabalha com pintura, instalação e escultura. Com diversas exposições coletivas e individuais em seu portfólio, o artista traz agora para a Pilar a mostra “O Avião não da Marcha Ré”.

O que terá nas exposições? “Mangue” terá 6 pinturas de Adinolfi e Chico apresentará cerca de 10 esculturas realizadas com objetos descartados.

 Sobre o espaço: Inaugurada em 2011 por Elisio Yamada e Henrique Miziara, a galeria conta com 400m² de espaço expositivo no bairro de Santa Cecilia em São Paulo e tem como objetivo apresentar artistas brasileiros e internacionais estabelecendo diálogos com críticos e curadores.

Abertura: Quinta-feira, 11 de dezembro de 2014.

Quando? De 13/12 de 2014 a 13/02 de 2015.

 Chico 1

Chico Togni

(Re)utilizando materiais descartados -tais como papelão e sucata-, Chico Togni traz uma série de trabalhos caóticos que involuntariamente questionam a sociedade de consumo e a produção de resíduos. Por vezes pintando alguns objetos para deixá-los mais regulares, o artista constitui estranhas massas disformes responsáveis por essa sensação de aparente irregularidade.

Intitulando a exposição como “O avião não dá Marcha Ré”, aparentemente o sentimento caótico se reforça e questiona (mesmo que acidentalmente) mais uma vez o suposto sentimento de avanço da sociedade contemporânea.

Adolfi 1

Maurício Adinolfi

Na exposição “Mangue” Maurício Adinolfi apresenta seu singular trabalho monocromático prata semelhante a matérias industriais. Apesar do caráter visual fabril, as representações trazem temáticas naturais e que remetem um cenário de árvores e folhas que lembram o ecossistema que dá nome à mostra.

No texto de apresentação da exposição, realizado por José Spaniol, podemos ler: “Nas pinturas de Maurício Adinolfi, o brilho metálico da tinta prata impede que vejamos plenamente a representação. Embora os relevos presentes na superfície da tela pareçam fundidos e não construídos pelo gesto do pintor, o ritmo das pinceladas define as formas, criando uma forte sensação táctil. É possível perceber na fatura meticulosa, a origem e orientação de cada movimento. Por meio desse jogo entre fosco e brilhante, Adinolfi, sem variações tonais, no interior de uma superfície monocromática, produz luz e sombra.”

Togni 2

Chico Togni

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