MAM – SP abre mostra em parceria com a São Paulo Companhia de Dança

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Dias & Riedweg - Do Universo do Baile, 2008 (foto - Marcelo Arruda)

Qual a exposição: “Museu Dançante” com curadoria de Felipe Chaimovich (curador do MAM) e Inês Bogéa (diretora da São Paulo Companhi de Dança).

Quem são os artistas? Entre os trabalhos plásticos terão os autores Ascânio MMM, León Ferrari, Hélio Oiticica, Abraham Palatnik, Mira Schendel, Sérgio Camargo, Sandra Cinto, Mary Vieira, Franklin Cassaro, Dias & Riedweg, Ernesto Neto, Daniel Steegmann e Laura Lima, além da participação de 40 bailarinos da SPCD e dos coreógrafos Clébio Oliveira e Rafael Gomes.

O que terá na mostra? Divida entre a “Grande Sala” e a “Sala Paulo Figueiredo”, na primeira terão 38 obras selecionadas no acervo do museu (um misto de esculturas, desenhos, relevos, vídeos, colagens, objetos, gravuras, instalações e performances) e, na segunda, ocorrerá uma residência da SPCD com trabalhos ao vivo em determinados dias da semana, apresentações nos domingos e, quando não houver exibição ou ensaios, serão exibidos documentários e videos sobre a companhia em um cenário convidativo para a dança.

Sobre o espaço: O Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM) é uma das mais importantes instituições culturais do país. Localizado sob a marquise do Parque Ibirapuera, na capital paulista, o prédio foi inserido no conjunto arquitetônico projetado por Niemeyer em 1954 e posteriormente reformado por Lina Bo Bardi em 1982. Com o objetivo de colecionar, estudar, incentivar e difundir a arte moderna e contemporânea brasileira, tornando-a acessível ao maior número de pessoas possível, o museu conta com um acervo de mais de 5 mil obras produzidas por nomes representativos da arte brasileira e internacional.

Abertura: Dia 27 de janeiro (terça-feira), das 20 às 22h.

Período expositivo: De 28 de janeiro a 20 de março de 2015.

5. Ferrari, Leon_Caminos 1, 1982_foto Romulo Fialdini

Leon Ferrari - Caminos 1, 1982 (foto - Romulo Fialdini)

A idéia é pioneira no Brasil. Com o intuito de criar um campo de exploração onde serão tratadas as questões com relação aos códigos sociais e às liberdades do corpo, “Museu Dançante” une a dança e as artes plásticas em um único espaço.

“Já vi casos de ações de dança em museus ao redor do mundo, seja de forma pontual ou mais longa, mas no Brasil é a primeira vez que um museu vai produzir uma mostra que inclui a dança contemporânea”, explica o curador da instituição. “Não há precedentes, ainda mais porque a dança vai surgir de dentro do MAM e pode mudar com a interação com o público. Tudo será experimental”, completa Chaimovich.

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OPAVIVARÁ - Espreguiçadeira múlti (cadeira de três lugares; sofá de praia; cadeira conversadeira) (foto  -Marcelo Arruda)

“Buscamos esse movimento também no encontro do elenco com o público que pode transformar o ambiente, que iremos habitar por três meses”, afirma Inês (diretora da SPCD). “As ações em museus estão ganhando espaço e estamos felizes de iniciarmos isso por aqui”, completa.

17. Schendel, Mira_Sem titulo, 1975_foto Everton Ballardin

Mira Schendel – Sem titulo, 1975 (foto – Everton Ballardin)

Expondo trabalhos que de alguma maneira se encaixam nas preocupações da dança contemporânea, como a gravidade, o desequilíbrio e a leveza, e que extrapolam o relacionamento apenas de observação do visitante (possibilitando uma interação e consequente ressignificação), a “Grande Sala” do museu irá ser um espaço clássico de exibição mas que carrega consigo uma grande troca de relacionamentos corporais.

Com o uso das obras pertencentes ao museu, a expografia também foi pensada de modo a deixar espaço suficiente para uma dança entre os trabalhos.

9. Lima, Laura_Performance Quadris de homem=carne mulher=carne, 1995_foto Romulo Fialdini

Laura Lima - Performance Quadris de homem=carne mulher=carne, 1995 (foto - Romulo Fialdini)

Além da exposição irá ocorrer uma residência da companhia no museu. Coordenada por 2 coreógrafos, o período contará com ensaios e apresentações na “Sala Paulo Figueiredo” do MAM.

Situado em um meio aonde o entorno (marquise do ibirapuera) é usado de diferentes modos, o museu fica ao lado de grupos de dança que usam o local para ensaios e isso é também pensado para interação durante a exposição. Ou seja, o objetivo é a criação de uma interface que une o público e lida com a realidade deles.

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Franklin Cassaro - Templo, 2000 (foto - Romulo Fialdini)

Para conferir a programação completa das intervenções dos bailarinos, acesse mam.org.br/exposicao/museu-dancante/

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