Velocidade, viscosidade, constelações e rearranjos são temas de exposições na Zipper Galeria

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O que é? Abertura das exposições “Velocity vs. Viscosity”, de Antonio Lee que ocupa o espaço Zip’Up da galeria, destinado a produções mais experimentais e projetos curatoriais inéditos, e mostra coletiva “Constelações, intermitências e alguns rumores” composta por trabalhos de sete artistas que participam dos Grupos de Estudos e Criação em Fotografia do Ateliê Fotô.

Quem são os artistas? Antonio Lee, filho caçula de Rita Lee e Roberto Carvalho, é estudante de artes plásticas da FAAP e trabalha principalmente com pintura e questões históricas referentes a esta técnica. Já participou de exposições coletivas como “Conhecimento Vivo”,  Galeria Prestes Maia, São Paulo, SP; “Suporte”, Espaço Pivô e foi tema da individual “Memória Dinâmica”, na galeria Luciana Caravello, no Rio de Janeiro.

Ateliê Fotô é um espaço de reflexão e produção dedicado à fotografia contemporânea voltado para fotógrafos profissionais e amadores avançados. Integram esta exposição os artistas Ana Lucia Mariz, Carolina Krieger, Elaine Pessoa, Marilde Stropp, Marcelo Costa, Natasha Ganme e Sheila Oliveira.

O que terá na mostra? Antonio Lee apresenta um conjunto de aproximadamente dez telas – cinco delas em médio formato e outro grupo de quatro telas menores. O título da exposição “velocidade versus viscosidade” faz referência ao modo do artista criar, misturando diferentes tipos de tintas, cores e formatos.

A coletiva, “Constelações, intermitências e alguns rumores”, reúne séries específicas que se organizam sugerindo possibilidades inesgotáveis de leituras e releituras, montagem e remontagem.

Sobre o espaço: A Zipper Galeria tem desempenhado papel fundamental no lançamento e na consolidação de grandes nomes da arte contemporânea brasileira. Desde sua fundação, no ano de 2010, a galeria é focada na prospecção, divulgação, promoção e inserção de diferentes artistas.

Abertura: Quinta-feira, 22 de outubro, das 19h às 22h.

Período expositivo: 23 de outubro a 21 de novembro de 2015.

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Antonio Lee

Lee parte da ideia “velocidade vs viscosidade” para explorar a natureza e a densidade dos materiais pictóricos. Utilizando, por exemplo, óleo, aerógrafo e acrílico em suas pinturas, ele mistura esguichos de tinta quase líquida com partes mais grossas, contrapondo diferentes estados. As propriedades físicas da tinta e as sensações provocadas pelo contato com os materiais são algumas das questões exploradas pelo artista.

Com curadoria de Mario Gioia, a individual marca também uma transição na obra de Antonio Lee para uma fase menos figurativa, com elementos e composições mais abstratos. De acordo com o artista, essa mudança surge como uma consequência de sua investigação sobre o fazer pictórico.

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Natasha Ganme

Já para os curadores de “Constelações, intermitências e alguns rumores”, os trabalhos “fazem alusão a possibilidade de ver as imagens como astros celestiais de um pequeno cosmos, que nos permitem imaginar agrupamentos, deslocamentos, fusões, conjunções”. Mesmo partindo de premissas distintas, os sete artistas trabalham a partir de uma matriz criativa comum que se desdobra em uma série de imagens.

Consteladas – isto é, organizadas em mosaicos – as imagens criam novas possibilidades de leituras, às vezes cíclicas, outras vezes sequenciais.

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