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SUMMARY:Lais Myrrha na  Athena/RJ
DESCRIPTION:A galeria Athena Contemporânea apresenta\, a partir do dia 10 de outubro de 2017\, a exposição “Lais Myrrha – Cálculo das diferenças”\, com cinco obras recentes e inéditas da artista mineira radicada em São Paulo. Na mostra\, serão apresentadas instalações\, esculturas e uma fotografia\, que se relacionam entre si e tratam da questão da arquitetura e da temporalidade. Todas as obras da exposição – com exceção de uma\, que é de 2016 – foram produzidas este ano\, dando uma dimensão da mais recente produção da artista\, que foi um dos destaques da última Bienal de São Paulo e cujo trabalho atualmente integra a exposição “Condemned to be Modern”\, no Los Angeles Municipal Art Gallery (LAMAG)\, nos EUA. \n  \nEm todas as obras é clara a presença da arquitetura e da construção\, assim como a questão da temporalidade\, seja na ação que o tempo irá exercer sobre o trabalho\, transformando-o em algo novo com o passar dos dias\, seja na ação que aconteceu e foi “paralisada” pela artista\, fazendo o público ver o resultado do que ocorreu no passado. \n  \nA pesquisa recente de Lais Myrrha sobre os materiais usados na construção civil\, como tijolos\, cimento e madeira\, se desdobra em algumas obras da mostra. Esses materiais cotidianos ganham uma nova significação na produção da artista\, cujo interesse\, em linhas gerais\, é desestabilizar as convenções materiais\, políticas e ideológicas que delimitam a vida social\, pessoal e política. Os trabalhos presentes nesta exposição destacam um processo desconstrutivo vigente. “Os trabalhos contrastam porvir e ruína; a memória do que poderíamos ter sido e não fomos; a consciência do fracasso que se percebe finalmente como delírio”\, afirma a crítica de arte Heloisa Espada\, no texto que acompanha a exposição. \n  \n“Nos últimos anos\, venho trabalhando a noção de impermanência e da história\, assim como a precariedade dos conceitos de equivalência e equilíbrio. Um elemento importante no meu processo de criação é a escolha e o uso preciso dos materiais\, da capacidade que eles têm de produzir signos\, funcionando como condensadores de narrativas”\, afirma Lais Myrrha. \n  \n  \nTRABALHOS EM EXPOSIÇÃO \nQuatro módulos de vidro compõem a instalação “Cálculo das diferenças” (2017)\, que dá nome à exposição. Dentro de cada um deles há a mesma quantidade de tijolos inteiros e tijolos quebrados e peças de madeira inteiras e queimadas. “O volume muda quando o material é quebrado ou queimado. O volume do tijolo aumenta e o da madeira diminui”\, explica a artista\, que relaciona esse trabalho com o valor das culturas na atualidade. Tijolos e madeiras não são meros materiais\, mas servem para destacar aspectos importantes sobre a relação entre ruína e história\, sobre ruína e valor\, cultura e valor. A madeira é reduzida a cinzas enquanto os tijolos a cacos e a pó. Sendo assim\, as cinzas ocupam uma fina camada\, quase imperceptível da caixa de vidro\, os cacos de tijolos ultrapassam o limite dado pela caixa de vidro. As cinzas se diluem e desaparecem misturadas à terra\, ao passo que os fragmentos de tijolos podem sobreviver por milênios. “O material bruto\, em estado de devir\, é confrontado com sua inutilização e sua morte. A equação lida com o que é inconstante e contingente\, humano\, e potencialmente desleal. As ideias de projeto e escombro – apresentadas por meio de materiais em estado transitório – se conformam em espaços idênticos que podem assumir o papel de caixa ou de caixão”\, diz Heloisa Espada. \n  \nProduzida no ano passado\, a obra “Corpo de Prova”” é composta pelas próprias amostras de cimento\, uma peça fundida em bronze e uma aquarela. Corpo de prova é a amostra do concreto endurecido\, especialmente preparada para testar propriedades como resistência à compressão. A artista se apropria desses materiais descartados pela construção civil e cria um empilhamento com esses objetos\, tal como o desenho da aquarela apresenta. Quando algum deles cai no chão\, ela o deixa no exato lugar da queda e funde em bronze os demais que resistiram ao empilhamento. “A ação realmente aconteceu\, mas você não a vê\, o que é mostrado é apenas o projeto e seu resultado”\, diz a artista. \n  \nQuatro placas: uma de granito preto\, uma de mármore branco\, uma de cimento e outra terra compõe outra obra da exposição. As placas são colocadas lado a lado\, com um friso que passa por elas\, criando uma linha que atravessa todas as placas. Com o tempo\, a linha deixa de ser contínua\, pois cada um dos materiais resiste ao tempo de uma forma. “O trabalho vai ser completado pelo tempo\, a linha será descontinuada”\, conta a artista. \n  \nNa parede\, estará a obra “Soma não nula”\, composta por quadrados de ouro medindo um centímetro quadrado e pesando um grama cada\, sobre os quais 1 grama de pó é distribuído. “Quanto mais passa de um quadrado para outro\, mais vai diminuindo a quantidade de pó e aparecendo mais o ouro”\, explica a artista.  Ela acrescenta\, que é a mistura de elementos o pó de vidro e a liga acrescentada ao ouro é o que permite que esses materias possam ganhar forma: “em estado puro\, esses elementos são informes”. \n  \nCompleta a exposição a fotografia “Estrutura” (2017)\, que foi tomada quando filmava o vídeo Delírio\, comissionado pelo MASP para exposição Avenida Paulista nesse ano. Mais uma vez\, aparece uma coluna numa situação e nesse caso\, enquadrada por uma geometria que reforça a fragilidade e instabilidade. \n  \nSOBRE A ARTISTA \nLais Myrrha (Belo Horizonte\, 1974. Vive e trabalha em São Paulo). É doutoranda em artes visuais pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais. Recebeu diversos prêmios\, entre eles\, Prêmio Honra ao Mérito Arte e Patrimônio 2013\, Paço Imperial/ Minc/IPHAN; Bolsa Estímulo à Produção em Artes Visuais Funarte\, 2012; Prêmio Atos Visuais – Funarte – Brasília\, e Prêmio Projéteis – Funarte – Rio de Janeiro\, ambos em 2007. \n  \nDentre suas principais exposições individuais estão: “Reparation of Damages” (2017)\, na Broadway 1602\, em Nova York\, EUA; “Corpo de Prova” (2017)\, no Sesc Bom Retiro\, em São Paulo; “Entre-Tempos” (2014)\, no Sesc Palladium\, em Belo Horizonte; “Projects on Ashburn\, Other Coordenates” (2014)\, no College Station\, Texas\, EUA; “Zona de Instabilidade”\, na Caixa Cultural Brasília (2014) e na Caixa Cultural São Paulo (2013); a mostra no Paço das Artes\, em São Paulo (2011); as mostras na Funarte do Rio e de Brasilia (2008)\, entre outras. \n  \nDentre suas exposições coletivas mais recentes estão: “Live Uncertainty” (2017)\, na Fundação Serralves\, em Portugal; “Encontros no Espaço” (2017)\, na Funarte Belo Horizonte; “Travessia 5: Emergência” (2017)\, no Galpão Bela Maré\, Rio de Janeiro; “Metrópole: Experiência Paulistana” (2017)\, na Estação Pinacoteca\, em São Paulo; “Avenida Paulista”\, no MASP\, em São Paulo; “Re-effecter Matter” (2017)\, na Galleri Susanne Ottesen\, na Dinamarca;  “32º Bienal de São Paulo: Incerteza Viva” (2016); “Brasil\, Beleza?!”\, no Museum Beelden aan Zee\, na Holanda; “Quando o Tempo Aperta” (2016)\, no Museu Histórico Nacional\, no Rio de Janeiro\, e no Palácio das Artes\, em Belo Horizonte; “Empresa Colonial”\, na Caixa Cultural São Paulo; “Emergency Measures – Power Station” (2015)\, nos EUA; “Quarta-feira de cinzas” (2015)\, no Parque Lage\, Rio de Janeiro; Exposição dos artistas finalistas do prêmio Marcantônio Vilaça (2015)\, no MAC-USP\, São Paulo\, entre outras. \n  \nSOBRE A GALERIA \nA  Athena Contemporânea foi fundada em 2011 pelos irmãos Eduardo e Filipe Masini como um espaço inovador de criação\, discussão e divulgação de arte contemporânea. Mais do que um espaço expositivo\, a galeria se posiciona como lugar de pesquisa\, de aprofundamento conceitual e de trocas artísticas\, buscando sempre iniciativas inovadoras. \n  \nA galeria vem se firmando como uma das mais destacadas no cenário brasileiro\, representando conceituados e promissores artistas nacionais e internacionais\, e investindo em parcerias com curadores e instituições para o desenvolvimento da carreira de seus artistas. \n  \nServiço: Lais Myrrha – Cálculo das diferenças \nAbertura: 10 de outubro de 2017\, das 19h às 22h \nExposição: até 11 de novembro de 2017 \nGaleria Athena Contemporânea \nShopping Cassino Atlântico \nAvenida Atlântica\, 4240 – 210/211 – Copacabana \nTelefone: (21) 2513.0703 \nDe segunda a sexta\, das 11h às 19h \nSábado\, das 12h às 18h \nEntrada franca \nwww.athenacontemporanea.com
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