Ouça de Manuela Ribadeneira na Triângulo

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Protestors are hit by a water canon during a protest by Arcelor Mittal workers in Namur on March 20, 2013. Steelmaker ArcelorMittal announced the closure of the cold lines in Liege, threatening 1300 jobs. AFP PHOTO / BELGA / JOHN THYS JOHN THYS/AFP/Getty Images

Populações perto de vulcões ativos vivem em face de uma ameaça permanente. Medo. Há, no entanto, novas descobertas que podem tentar prever uma erupção ouvindo e interpretando os sons emitidos pelos vulcões. Geofísicos que trabalham em vulcões no Alasca, Costa Rica e São Vicente gravaram sons que são imperceptíveis ao ouvido humano. Alterando sua frequência e ouvindo atentamente, descobriram um padrão.

O processo começa com uma sucessão de tremores e sons que os cientistas descrevem como um zumbido acompanhado de sons percussivos produzidos por um instrumento como um órgão ou uma combinação de instrumentos musicais tocados em frequências muito baixas. Estes são chamados de Tremores Harmônicos. A frequência e o tom desses tremores aumentam até o que soa como um grito. Quando a frequência atinge um nível absurdamente alto e não aguenta mais a pressão, ela fica quieta. Trinta segundos de silêncio precedem a erupção.

Estou interessada nos sons como avisos, e o fato de que ouvir mais de perto, ou traduzir todos os sons inaudíveis em um registro audível e prestar atenção aos padrões, talvez permita que catástrofes naturais ou feitas pelo homem sejam previstas e, melhor ainda, evitadas. Os cientistas descrevem alguns vulcões emitindo um aviso final sobre o que está por vir e “gritam” logo antes de entrar em erupção.

silencios vidrio

Vivemos em um momento em que parece que temos a sensação de que muitos tipos de escolhas destrutivas, tragédias e catástrofes poderiam ter sido evitadas, talvez se tivéssemos ouvido apenas o zumbido, a batida e o grito.

A mostra é composta por uma escultura arquitetônica de grande escala, um desenho topográfico direto na parede, um conjunto de esculturas em vidro soprado, fotografias, vídeo e desenhos sobre papel, além de uma instalação sonora.

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“Ouça”, exposição individual de Manuela Ribadeneira

abertura: 09 de junho das 14h às 18h

período da exposição: 11 de junho a 14 de julho de 2018

Casa Triângulo 

Jardins: r. Estados Unidos, 1.324, tel. (11) 3167-5621. Seg. a sáb., 10h/19h. www.casatriangulo.com

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Estudou cinema na NTFS( UK), Administração de Empresas na FGV e Química na USP. Trabalhou com fotografia, cinema autoral e publicitário em Londres nos anos 90 e no Brasil desde então. Sua formação lhe conferiu entre muitas qualidades, uma expertise em estética da imagem, habilidade na administração de conteúdo e pessoas e conhecimento profundo sobre materiais. Por muito tempo Paulo participou do cenário da produção artística em Londres, Paris e Hamburgo de onde veio a inspiração para iniciar o Arteref no Brasil: Um local para unir pessoas com um mesmo interesse, a arte contemporânea. Faz o contato e organiza encontros com os curadores, artistas e colecionadores que representam o conteúdo do qual falamos no Arte Ref

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