Peso e Leveza

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Quem são os artistas? Eunice Adorno, Daniel Baca, Ricardo Barcellos, Mayerling García, Santiago Hafford, Diego Levy, Pedro Linger, Mauricio Palos, Leonardo Ramírez, José Luis Rodríguez, Ernesto Muñiz, Juan Toro, Myriam Meloni, Álvaro Villela e Pedro Motta.
O que vai ter na exposição? Fotografias
Quantas obras serão expostas? 73 fotografias
Até quando? 26 de Agosto

Exposição fotográfica “Peso e Leveza” expõe a beleza, o humanismo e as desigualdades da América Latina

Instituto Cervantes e Fundação Clóvis Salgado levam imagens de 15 artistas latino-americanos para mostra no Palácio das Artes.

As dualidades e contradições da América Latina serão abordadas na exposição fotográfica coletiva “Peso e Leveza – fotografia latino-americana entre o humanismo e a violência”, composta por imagens de 15 artistas da Argentina, Nicarágua, Colômbia, México, Brasil, dentre outros países da região, nas galerias Arlinda Corrêa Lima e Genesco Murta, no Palácio das Artes (Avenida Afonso Pena, 1537 – Centro – Belo Horizonte). A mostra é uma iniciativa do Instituto Cervantes em Belo Horizonte, órgão oficial do Governo da Espanha e referência mundial no ensino do espanhol e na difusão da cultura hispânica, em parceria com a Fundação Clóvis Salgado e com apoio da Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AECID). A curadoria é de Rosina Cazali (Guatemala) e Laura Terré (Espanha). A entrada é gratuita.

As 73 fotografias expostas foram selecionadas pelo festival PhotoEspaña no final de 2010, em Cartagena, na Colômbia, e em Manágua, Nicarágua, e buscam alcançar um equilíbrio para traduzir o cenário múltiplo que compõe a América Latina de hoje. Elas refletem os extremos, as tensões, as desigualdades sociais, as situações problemáticas e violentas que permeiam o subcontinente e irmanam os latino-americanos. No entanto, por mais graves, estranhas e angustiantes que algumas imagens pareçam, a leveza aflora e convida a recuperar o sentido crítico da resistência e a utopia do humanismo.

A mostra traz, por exemplo, a violência e a dor presentes no rastro de sangue da série “Nadie se atreva a llorar… dejen que ría el silencio”, assinada pelo venezuelano Juan Toro; a beleza e as cores da tradição religiosa vistas pelo mexicano Ernesto Muñiz e retratadas em “En mi país, rezamos todos y por todo; e a fragilidade humana na série “Frágil”, registrada pela ítalo-portenha Myriam Meloni.

Há ainda obras de Eunice Adorno, Daniel Baca, Ricardo Barcellos, Mayerling García, Santiago Hafford, Diego Levy, Pedro Linger, Mauricio Palos, Leonardo Ramírez, José Luis Rodríguez, do baiano Álvaro Villela e do belo-horizontino Pedro Motta.

Para a Gerente de Artes Visuais da Fundação Clóvis Salgado (FCS), Fabíola Moulin, “a mostra reafirma o desejo da FCS de colocar em circulação conteúdos relevantes e contundentes e uma linguagem contemporânea que, de forma inquestionável, revela a vitalidade, riqueza e intensidade de uma produção que se destaca no cenário internacional”. O diretor do Instituto Cervantes em Belo Horizonte e cônsul da Espanha para assuntos de educação e cultura, Ignácio Martinez-Castignani, ressalta a exposição como mais uma iniciativa do Governo da Espanha, em parceria com a FCS, para promover a internacionalização cultural de Belo Horizonte. “Queremos contribuir para que a cidade se torne um dos principais pólos de projetos hispanoamericanos no Brasil”, finaliza.

A parceria entre a FCS e o Instituto Cervantes pôde ser vista, anteriormente, nas exposições Madrid Mirada, apresentada no Centro de Arte Contemporânea e Fotografia, em 2010; e Polaroid Gigante, que esteve em cartaz também no Centro de Arte Contemporânea e Fotografia em 2011. Ao todo, as exposições foram vistas por, aproximadamente, 6 mil pessoas.

Antes de chegar ao público mineiro, “Peso e Leveza” esteve em cartaz no Rio de Janeiro e São Paulo. Depois de Belo Horizonte, a exposição segue para Brasília.

Relação de artistas e suas obras

Eunice Adorno (México, 1982): Mennoniten Leven

Daniel Baca (Argentina, 1973): Diario Crónica

Ricardo Barcellos (Brasil, 1969): Ruína em Construção (Ruina en construcción)

Mayerling García (Nicarágua, 1981): El Crucero

Santiago Hafford (Argentina, 1974): Uniformados

Diego Levy (Argentina, 1973): Choques

Pedro Linger (Argentina, 1975): El Mozote. El Salvador

Myriam Meloni (Itália – Argentina, 1980): Fragil

Pedro Motta (Brasil, 1977): Caixa d’água (Caja de agua)

Ernesto Muñiz (México, 1975): “En mi país, rezamos todos y por todo”

Mauricio Palos (México, 1981): Crónicas de Centroamérica

Leonardo Ramírez (Venezuela, 1987): Los anegados

José Luis Rodríguez Maldonado (Colômbia, 1976): La casa tomada

Juan Toro (Venezuela, 1969): “Nadie se atreva a llorar… dejen que ría el silencio”

Alvaro Villela (Brasil, 1960): Faces (Rostros)

 

Sobre as curadoras

Rosina Cazali (Guatemala)

Crítica e curadora independente especializada em arte contemporêna da Guatemala. Participou de projetos como “La Curandería”, “Colloquia” e o “Festival Outubro Azul”. De 2003 a 2006, assumiu a direção do Centro Cultural da Espanha no Guatemala. Foi curadora de distintas bienais internacionais e curadora independente de exposições como “Movil”, obra de Regina Galindo no Museu de Arte Contemporânea (MUAC) da Universidade Autônoma do México (UNAM), no México, em 2010; “Mirando al sur”, fenômenos migratórios da América Central, México e Estados Unidos, em 2010; “Peso e leveza”, fotografia contemporânea latino-americana, no Instituto Cervantes de Madri, PHOTO Espanha, em 2011. Participou de encontros teóricos na América Latina, Europa, África e Estados Unidos. Colunista da editoria de cultura do “El Periódico”, Guatemala. Foi convidada para participar da Independent Curators International, News Museum, em Nova York, em 2011. Em 2010, recebeu a bolsa John Simon Guggenheim para investigar a arte contemporânea no Guatemala.

Laura Terré (Espanha)

Doutora em Belas Artes pela Universidade de Barcelona e especializada em fotografia espanhola. Seu trabalho de pesquisa está focado na geração de fotógrafos espanhóis que pertenceram ao coletivo AFAL, retratado na publicação Afal (1956-1963): história do grupo fotográfico, publicada pela Photovision em 2006 e vencedora do prêmio PhotoEspaña 2006 como o melhor livro editado na Espanha, e no documentário Afal: una mirada libre, da produtora 29letras. É sócia-fundadora do Centro de Fotografia Documental de Barcelona, o qual hoje preside. É professora no IES Dolors Mallafrè de Vilanova i la Geltrú, província de Barcelona, e responsável pelas matérias do bacharelado de artes.

Informações: (31) 3789-1600

Abertura para convidados: 24 de julho

 

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Estudou cinema na NTFS( UK), Administração de Empresas na FGV e Química na USP. Trabalhou com fotografia, cinema autoral e publicitário em Londres nos anos 90 e no Brasil desde então. Sua formação lhe conferiu entre muitas qualidades, uma expertise em estética da imagem, habilidade na administração de conteúdo e pessoas e conhecimento profundo sobre materiais. Por muito tempo Paulo participou do cenário da produção artística em Londres, Paris e Hamburgo de onde veio a inspiração para iniciar o Arteref no Brasil: Um local para unir pessoas com um mesmo interesse, a arte contemporânea. Faz o contato e organiza encontros com os curadores, artistas e colecionadores que representam o conteúdo do qual falamos no Arte Ref

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