5 motivos para entender por que Romero Britto é tão odiado pela classe artística

Em que se baseiam os críticos do pintor que tem um patrimônio estimado em 20 milhões

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Romero Britto na festa em comemoração aos seus 50 anos de carreira do humorista Renato Aragão, no hotel Copacabana Palace.
Romero Britto na festa em comemoração aos seus 50 anos de carreira do humorista Renato Aragão, no hotel Copacabana Palace.

Romero Britto nasceu em Pernambuco e hoje vive em Miami onde tem sua própria galeria. Ele possui uma série de retratos de artistas famosos, tanto nacionais como internacionais, sendo eles Madonna, Michael Jackson, a ex presidente Dilma, o youtuber Whindersson Nunes e muitos outros.

Sobre a onda de hatters brasileiros o pintor afirma: “Toda vez que falam mal de mim e do meu trabalho, eu vendo mais.” O ódio, portanto, pode ser benéfico ao artista.

Whindersson Nunes e Romero Britto em frente à obra que fez para o youtuber
Whindersson Nunes e Romero Britto em frente à obra que ele fez para o youtuber

Ele é identificado como representante da Pop Arte, porém é possível notar uma vaga influência do cubismo e do fauvismo em suas obras devido ao abuso de formas geométricas e cores vivas.

É válido pensar se tais críticas, tão ferrenhas, são bem sustentadas. O fato dele ser um bom vendedor de sua arte não o torna um mal artista. Andy Warhol também utilizou o método de pintar pessoas famosas para ganhar visibilidade e nem por isso recebeu esta enxurrada de comentários negativos.

“Enquanto as pessoas me criticam, estou criando minha arte”

Romero Britto

1 – Superficialidade

A Pop Arte tem a superficialidade e o consumismo como marcas fundamentais, sendo assim nós devemos respeitar o caráter comercial de suas obras. É compreensível que isso tenha sido mal recebido pela comunidade artística, que busca apenas o conteúdo conceitual, profundo, e despreza aquilo que é corriqueiro. Tudo isso nos leva a refletir: O sucesso financeiro é sinônimo de sucesso na arte?

Flowers
Flowers

2 – Toda hora a mesma coisa

Romero tem muitos “hatters” que se baseiam em sua falta de criatividade. Com uma técnica própria, o artista raramente faz trabalhos fora de seu estilo, que se mantém o mesmo depois de muitos anos apesar das críticas. Não bastasse isso, os temas também são quase sempre os mesmos: coisas fofas como gatinhos, corações e casais.

Certamente manter o padrão de seu produto é uma técnica de mercado que proporciona resultados e deve motivar este congelamento de sua maneira de pintar. O sucesso repetitivo das obras dele marcam todo tipo de produto o que acabou cansando as pessoas.

Produtos com a marca do pintor
Produtos com a marca do pintor

3 – Vale tudo isso?

O valor de suas obras também é alvo de críticas. Um quadro de alguém que só pinta a mesma coisa condiz com seu preço elevado? Porém esse argumento ignora o fato do mercado de arte sempre ter sido exclusividade de milionários. “Não sou o único artista que as pessoas criticam por ser bem-sucedido”, afirma Britto.

The Hug
The Hug

4 – Fanarts são confundidas com os originais

A simplicidade exagerada nos leva à dificuldade de diferenciar o que são trabalhos originais e quais são produzidos por fãs. Por exemplo, o quadro abaixo não é do artista, mas foi encontrado numa busca básica no Google.

Releitura de Jair Tedesco
Releitura de Jair Tedesco

5 – Suicídio social

Quando nós fazemos comparações entre artistas quase sempre podemos ser levados a pequenos erros. Quem comparou Britto a Picasso provavelmente foi expulso de seu curso de artes visuais e da sua roda de amigos intelectuais. Seu site fez esta comparação, algo que levantou muita discussão.

E para você?

A crítica tem razão ao afirmar que Romero Britto possui obras simplistas que servem apenas como um produto de mercado? Isso corrompe mesmo o conteúdo de uma obra?

Fontes:

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