Dose Dupla no EAV Parque Lage no dia 28 de março

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Quais são as exposições?   “Cosmogonia”, da artista Evany Cardoso e “Coma no Rio de Janeiro – um exército de amor”, da artista portuguesa Angela Berlinde.

O que terá na exposição?

Sobre “Cosmogonia”:

A Escola de Artes Visuais do Parque Lage – espaço da Secretaria de Estado de Cultura – vai oferecer, das 18h às 19h, visita guiada e conversa aberta ao público na exposição Cosmogonia, de Evany Cardoso – com a presença da artista e da curadora Marisa Flórido – em cartaz nas Cavalariças da EAV Parque Lage até o dia 30 de março.

Serão abordados o processo da artista e sua relação com a gravura, destacando-se as obras expostas nas Cavalariças do Parque Lage e as questões que suscitaram a mostra “Cosmogonia”, na qual a cosmogonia da arte e a do mundo se refletem e se interrogam incessantemente.

Sobre “Coma no Rio de Janeiro, um exército de amor””

A Escola de Artes Visuais do Parque Lage – espaço da Secretaria de Estado de Cultura – vai abrir, no dia 28 de março, às 19h, a exposição “Coma no Rio de Janeiro – um exército de amor”, da artista portuguesa Angela Berlinde, que fez residência na EAV.

Fazem parte da mostra fotografias e vídeos de seu passado, pessoas e vivências, retratos dos quais ela se apropria.

Abertura: 28 de março, as 19h.

Quando? De 28 de março até 6 de abril.

“Cosmogonia”

A mostra engloba elementos da natureza em uma não paisagem. A irrupção do ser, a aparição do Cosmo. São cerca de 15 obras, que ocupam todos os espaços das Cavalariças. Ao entrar no local, o visitante encontra as paredes tomadas por nuvens.

Em contraposição a essa claridade diáfana das nuvens, encontra-se, no centro da sala principal do espaço expositivo, um cubo negro de um céu noturno, salpicado de estrelas: as constelações do Zodíaco e imagens de galáxias. E assim, em oposição a essa leveza celeste, é possível penetrar, no corredor ao lado esquerdo, um espaço de pedras brutas – os ossos da Terra. Essa relação entre céu e Terra é representada pelos contrastes de matérias usados nas impressões essencialmente serigráficas, com suportes que variam do acrílico ao aço inoxidável e o uso da própria pedra (carborundo) como ‘tinta’.

“Coma no Rio de Janeiro – um exército de amor”

“Coma no Rio de Janeiro – um exército de amor” é um projeto dinâmico de residência artística baseado no passado da artista e na construção dos seus autorretratos. Ângela Berlinde apropria-se de fotografias de álbuns de família e restitui-lhes a condição de imagens autônomas. Corta, escolhe, coleciona, junta fotos-pinturas para elaborar uma obra onde as imagens ganham uma nova dimensão estética e uma inserção cultural distinta da sua condição anterior. “Esta exposição joga e tenta novos processos de criação e conexões com o passado, por meio da utilização de imagens de arquivo, tendo em vista a criação de um mistério e fantasia sobre as vivências de um lugar. Quero que o público possa viajar por um mundo onírico, pleno de alusões ao universo da pintura. Ele é claramente evidente não só no tema, mas também na escolha dos símbolos que integram esta obra”, explica a artista.

“A mostra proporciona uma reflexão poética em busca de uma transformação do real, às vezes como sombra, como fugaz reverbaração de um mundo que perdeu peso e adquire a leveza da melancolia, dessa ‘saudade’ que as fotografias proporcionam”, diz a artista.

O visitante vai poder perceber também, nesta instalação, que há nas linhas contorcidas das imagens não apenas um intenso movimento, mas, acima de tudo, uma aspiração a uma estética de sonho que o torna imediatamente aberto e, paradoxalmente, muito pessoal.  “De dentro para fora, esta residência artística apresenta a reverbalização pela imagem da realidade do sonho, da virtualidade do real.”

 

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