A inovação do Dança nas Bordas

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Flor da lua Foto Danilo Patzdorf
Flor da lua Foto Danilo Patzdorf

Quem é a companhia Diversidança

A Cia Diversidança visa contribuir para o acesso, fomento, difusão e formação artística, possibilitando a prática de democratização e descentralização da produção de dança, dialogando com o circuito cultural da cidade de São Paulo, favorecendo para o fortalecimento de apreciadores para a linguagem.

Criada em 2006, pelo dançarino e coreógrafo Rodrigo Cândido, sediada na Zona Sul da cidade de São Paulo, território que influência diretamente as ações e o seu processo de pesquisa artística, caracterizando-se por intenso trabalho autoral na busca de uma criação e investigação colaborativa, características às criações coreográficas na contemporaneidade.

Rodrigo Cândido

Até meados de 2012 o intuito da Cia Diversidança era reunir jovens moradores da Zona Sul da cidade de São Paulo para se conectarem por meio da dança, com intenso trabalho de formação técnica e artística.

Com a profissionalização do primeiro intérprete, o Diversidança passa a atuar profissionalmente em 2013, estruturando-se em três eixos – 1. Pesquisa, criação e difusão, 2. Formação e residência artístico pedagógico e 3. Ações de fruição em dança, até então fragmentada em dois Núcleos Artísticos: Cia e Cia Jovem, além de abrir residência artística para ingressantes e interessados na pesquisa desenvolvida pela Cia Diversidança, compondo o Grupo Residente. 

Cia da Vila Amor em 4 Atos Tranças de Teresa
Cia da Vila Amor em 4 Atos Tranças de Teresa

A Cia Jovem Diversidança deixou um legado para a difusão e ampliação da Dança na Zona Sul da cidade de São Paulo.

Participou da 9ª Edição do Espaço Aberto do Balé da Cidade de São Paulo (2008), VI Encontro Criança Criando Dança da EMIA (2012), I e II Festival da Cidadania Cultural (2014 e 2015), Mostra VAI em Movimento no Centro de Referência da Dança (2015), Circuito Municipal de Cultura (2º Semestre/2015), ambos no Centro da cidade de São Paulo.

Durante sua trajetória, foi premiada em diversos Festivais, adquirindo entre os Corpos de Jurados cerca de 80 prêmios, incluindo diversos destaques, como: Melhor Bailarino ou Destaque/Revelação, Melhor Coreógrafo/Coreografia, Melhor Conjunto e Maior Nota do Festival.

Danças nas Bordas

O Dança nas Bordas é uma mostra de dança que aglomera artistas, núcleos e cias de diferentes modos de criação, estéticas e linguagens. É um encontro de processos, exibições, apresentações e diálogos a cerca das pesquisas e inquietações de artistas que produzem, fomentam e difundem dança na zona sul, de forma plural e diversificada, sobretudo nas bordas da capital de São Paulo.

Dança nas Bordas chega a 3ª edição com espetáculos e programação totalmente gratuita

De 21 de março a 13 de abril de 2019 acontece em São Paulo a 3ª edição do DANÇA NAS BORDAS, mostra de dança que reúne artistas que produzem dança nas periferias da capital paulista. A programação é TOTALMENTE GRATUITA e reúne workshops, exibição de vídeos, rodas de conversa, espetáculos de dança, oficinas e intervenções de diversos grupos e companhias.

Organizado pela Cia. Diversidança, o evento acontece no Espaço Cultural CITA, que fica na Rua Aroldo de Azevedo, 20, Jardim Bom Refúgio. A Mostra tem apoio do PROAC Festival de Artes II da Secretaria Estadual de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo.

Tranças de Teresa por Cláudia Magalhães
Tranças de Teresa por Cláudia Magalhães

O Dança nas Bordas surge com a necessidade de fomentar a produção de dança da zona sul, além de convidados e artistas de outras periferias e municípios do Estado. O evento notabiliza-se por informar o público sobre as diferentes manifestações que a dança pode agregar exibindo uma programação eclética e recheada de diferentes formas de criar e pensar a dança, que, desta forma, comprova toda a diversidade e pluralidade que a produção periférica é capaz de realizar. Além dos espetáculos gratuitos, o Dança nas Bordas pode ser uma ferramenta de informação para profissionais e interessados em dança, pois traz desde assuntos como criação de trilha sonora para espetáculos a discussões sobre o que é ser artista, ou mesmo oficinas de dança e baile de dança de salão.

O evento evidencia o que a periferia tem de melhor: artistas das danças urbanas, clássicas, contemporâneas, populares e de salão, que fomentam, produzem, articulam a linguagem nas bordas da cidade, por meio de apresentações, vivências, exibições e diálogos para toda a população, potencializando o legado da dança periférica em São Paulo”, explica Rodrigo Cândido, diretor geral, artístico, interprete-pesquisador da Cia Diversidança e idealizador do projeto.

Aonde ver as apresentações

Programação Dança nas Bordas – 3ª Edição

  • De 21 de Março á 13 de Abril de 2019
  • 21 de Março de 2019, Quinta-feira
  • Especial Coletivo Olhares de Guiné e Cia Diversidança

Sala Cênica – Espaço Cultural CITA

  • 17hWorkshop de criação de trilha sonora com Aghata Saan / 15 anos
  • 18hWorkshop de técnicas básicas de câmera conceitualizando a produção de videodança com Ana Guerra e Bárbara Santos / 15 anos
  • 19hRoda de conversa “Ser artista e a produção de arte na periferia” com Camila Odara, Potira Marinho e Rodrigo Cândido / Livre
  • 20h – Exibição dos vídeos do espetáculo “AFÔ, do Coletivo Olhares de Guiné: com Camila Odara, Felipe Santana, Guilherme Freitas, Júlia Lima, Potira Marinho, Rivaldo Ferreira, Victor Almeida. A exibição de vídeo será acompanhada de uma roda de conversa
  • 20h40 Abertura da exposição “Cia Diversidança, fragmentos de uma década” e discotecagem com Aghata Saan
  • Visitação de 22 de Março a 13 de Abril das 14h às 21h / Livre

Sala de Convivência – Espaço Cultural CITA

  • 22 de Março de 2019, Sexta-feira
  • Sala Cênica – Espaço Cultural CITA
  • 18h – “A Flor da Lua” solo de Marcus Moreno / Livre – O ponto de partida deste espetáculo é a passagem do tempo. Inspirado na obra da artista e ilustradora botânica Margaret Mee, o artista constrói os movimentos que compõe o espetáculo.
  • 19h30Espetáculo “Sob os pés”, solo de Felipe Santana. O espetáculo é seguido da Roda de Conversa “Trajetória da profissionalização do artista da dança na zona sul” com Daniele Santos, Erico Santos, Felipe Santana e Mariane Oliveira com mediação de Rodrigo Cândido / Livre
  • 23 de Março de 2019, Sábado

Sala Cênica – Espaço Cultural CITA

  • 16h30“Dançando por alguns cantos…” intervenção com Cia Diversidança / Livre
  • ­­­­­­­­­­­­­­­A intervenção “Dançando por alguns cantos…” busca trazer á tona questões pertinentes aos processos artísticos dos artistas da dança. A obra traz questões reflexivas sobre a produção de dança, que atualmente pulsa na cidade de São Paulo, tensionado a relação arte/trabalho, artista/trabalhador
  • Praça João Tadeu Priolli
  • 18h “ContraNarciso” espetáculo com Coletivo Limiar / 14 anos. O espetáculo propõe um corpo que é, em si, uma coletividade, um embate como entidade individual, para compreender cada indivíduo como criador e criação dos contextos em que se inserem, em conflito com o espaço, os outros e os objetos.
  • 19h30 Exibição de vídeo dança “Vídeo Ensaio II” com Raffab Ajá e “Por alguns cantos” com Leandro Caproni / Livre

Sala Cênica – Espaço Cultural CITA

16h“EntreTamboreS” com Grupo Batakerê / Livre

  • A intervenção é baseada nos blocos afros que usaram as ruas para tornarem visíveis
  • As belezas negras periféricas, expressando seus sentimentos através da musica e da dança. EntreTamboreS são corpos que impulsionados pelas ondas sonoras que repercutem do ecoar dos tambores, dançam, improvisam com os sons.

Praça João Tadeu Priolli

  • 18h Oficina de dança moderna com Marcelino Dutra / 16 anos
  • 20h“Vênus Negra – Um manual de como engolir o mundo” espetáculo com Zona Agbara / 12 anos. Espetáculo de dança que utiliza como uma de suas inspirações a história de Saartjie, a Vênus Negra, mulher negra que há dois séculos foi exibida em uma jaula na Europa por ter proporções avantajadas
  • 29 de Março de 2018, Sexta-feira

Sala Cênica – Espaço Cultural CITA

  • 17h30Oficina de Stiletto com Douglas Honorato / 16 anos. A modalidade é um estilo de dança que tem como base o universo feminino, unindo três características indispensáveis: a sensualidade, a elegância e, claro, o salto alto – do tipo agulha, preferencialmente. Stiletto compreende movimentos dos braços e das pernas e se inspira em ritmos como hip hop, jazz e vogue entre alguns ritmos a mais, sendo o último uma maneira de dançar criada pela comunidade LGBT nos Estados Unidos e popularizada na década de 1980 como uma mistura entre o clássico e o urbano.
  • 19h30“Renascence – A (RE) Descoberta do EU corpo” espetáculo com Transense Cia de Dança / Livre
  • No palco enxergam-se diferentes corpos, de diferentes idades e diferentes possibilidades: numa atmosfera por vezes leve, vezes densa, esses corpos se encaixam e se comunicam na turbulência mais tranquila e cativante já vista.
  • 21hRoda de conversa e batalha All Style com participação do DJ Rodstyle: “O impacto das danças urbanas na juventude” com Camila Odara, Choks Oliver, Guilherme Freitas e Mi Spinelli com mediação de Rodrigo Cândido / Livre
  • 30 de Março de 2019, Sábado

Sala Cênica – Espaço Cultural CITA

  • 18h“Depoimentos para fissurar a pele” solo de Djalma Moura (Coletivo Desvelo) / Livre – Iansã é o Orixá que dá corpo para esse trabalho. Inserida diretamente nas coreografias, os movimentos de palco concentram-se em seus arquétipos e analogias em relação á natureza – sejam elas dentro do aspecto animal ou de tempo – como os ventos, as tempestades, os raios, o búfalo.
  • 19h30Exibição de vídeo dança “Reminiscência” com Danielle Rodrigues & Rafael Berezinski e “Partida” com Rafi Sousa / Livre
  • 21h30“Igbáewe”,  espetáculo da companhia Novo Corpo Cia de Dança / Livre –
  • Tem como investigação corporal para a dança o conhecimento dos orixás Iansã (os caminhos que os ventos de Iansã o levam) e Ossãe (os segredos das folhas e mistério da cabaça podem trazer), trazendo o poder da palavra IGBÁEWE que têm como significado etmonológico igbá – cabaça e ewe – folhas oriundos da cultura africana, dialeto em ioruba que agrupadas dão nome ao espetáculo.
  • 31 de Março de 2019, Domingo

Sala Cênica – Espaço Cultural CITA

17h30 – “Rosas Danst Rosas” intervenção com Dentre Nós Cia de Dança / Livre

  • O espetáculo Rosas Danst Rosas é construído a partir de sequência de movimentos simples e repetitivos.  Ao longo do espetáculo, o espaço constrói-se juntamente com a movimentação dos bailarinos pelo espaço cênico.

Praça João Tadeu Priolli

  • 18h Oficina de hip hop com Jaay Silva (João Paulo Silva) / 16 anos
  • 20h “Tranças de Teresa” espetáculo com Cia da Vila / Livre. Inspirado na obra do artista plástico Tunga, o espetáculo mostra as intersecções e relações contraditórias do amor e obras do artista.
  • 05 de Abril de 2019, Sexta-feira

Sala Cênica – Espaço Cultural CITA

  • 18h“Iwosan” solo de Débora Marçal / 12 anos
  • Um corpo feminino, negro, periférico, ao nascer numa sociedade eminentemente machista, racista, heteronormativa, elitista e branca que não abre mão dos seus lugares de privilégios, tem por consequência o constante desafio da construção de identidade. Iwosan (cura em ioruba) transita pelas nuances deste conflito.
  • 19h30 Roda de Conversa e Baile de dança de salão com Deejay Juninho JJ e apresentações de Daiy Silva & Kleber Cirqueira, Denise Capelo & Leonardo Cordeiro, Jéssica Lima & Lucas Blaide e Juliana Freire & Ronaldo Mota: “As danças de salão, suas silhuetas e alternativas” com Jéssica Lima, Leonardo Cordeiro, Kleber Cirqueira e Ronaldo Mota com mediação de Rodrigo Cândido / Livre
  • 07 de Abril de 2019, Domingo

Sala Cênica – Espaço Cultural CITA

  • 17hOficina de dança contemporânea com Rivaldo Ferreira / 16 anos
  • 19h “Ô Saudade…” espetáculo com Rumos Cia Experimental / Livre – “Ô Saudade…” traz em seu enredo a migração nordestina; evidencia a figura do nordestino, que abandona sua terra para buscar novos caminhos e possibilidades, a despedida apaziguada pela esperança e o sentimento de saudade causado pelo distanciamento.
  • 12 de Abril de 2019, Sexta-feira

Sala Cênica – Espaço Cultural CITA

  • 18h30Roda de Conversa com apresentação do grand paux de deux “Dom Quixote”, com Larissa Paola e William Santos do Studio Diane Sousa: “A periferia e a dança clássica – situações e conjunturas”: Carol Almeida, Diane Sousa, Renatha Dornelas e Tábata Alves / Livre
  • 20h30“Sangue” solo de Flip Couto / 14 anos
  • Discutindo a construção de um corpo negro, homoafetivo e positivo o trabalho cria um ambiente relacional de trocas tendo como ponto de partida os Bailes Black dos anos 70, festas de bairros, reuniões de famílias e as diversas relações afetivas presentes no dinâmico cotidiano das cidades. O auto depoimento é disparador de sensações, sonoridades, gestos, imagens e ritmos.
  • 13 de Abril de 2019, Sábado
  • 16h“BANDO!” intervenção com Coletivo Desvelo / Livre
  • “BANDO!” propõe uma invenção nas relações entre mundos e nichos distintos. Como construir um bando em que cada integrante decide juntos seguir uma travessia, porém lindando com suas particularidades? Quantas cabeças são necessárias para que o bando surja potente?

Praça João Tadeu Priolli

  • 17h“Filhxs –da— Pº##@! – T O D A – Quando me mataram de vez” espetáculo com Coletivo Calcâneos / 12 anos
  • Sala Cênica – Espaço Cultural CITA
  • 18h30Cortejo com Bloco Afro É di Santo / Livre
  • Bloco Afro É Di Santo constitui-se como grupo de musicalidade afro percussiva que celebra as tradições negras com os tambores, as danças, os cantos, a religiosidade e ancestralidade negra.

Quintal – Espaço Cultural CITA

  • 19h30 às 23hFesta “PiriGOZA” da Cia Diversidança com DJ’s Bárbara Santos e Felipe Santana / 18 anos

Sala Cênica – Espaço Cultural CITA

DANÇA NAS BORDAS – PROGRAMAÇÃO GRATUITA

Espaço Cultural CITA

  • Rua Aroldo de Azevedo, 20 – Jardim Bom Refugio, São Paulo / SP
  • Rua Dr. Joviano Pachêco de Aguirre, 30 – Jardim Bom Refugio, São Paulo / SP
https://dancanasbordasblog.wordpress.com/
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Estudou cinema na NTFS (UK), Administração na FGV e Química na USP. Trabalhou com fotografia, cinema autoral e publicitário em Londres nos anos 90 e no Brasil nos anos seguintes. Sua formação lhe conferiu entre muitas qualidades, uma expertise em estética da imagem, habilidade na administração de conteúdo e pessoas e conhecimento profundo sobre materiais. Por muito tempo Paulo participou do cenário da produção artística em Londres, Paris e Hamburgo de onde veio a inspiração para iniciar o Arteref no Brasil. Paulo dirigiu 3 galerias de arte e hoje se dedica em ajudar artistas, galeristas e colecionadores a terem um aspecto mais profissional dentro do mercado de arte internacional.

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