O Iphan – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – formalizou, em março de 2023, a mudança de nomenclatura do bem antes denominado “Museu da Magia Negra” para “Acervo Nosso Sagrado”. A decisão do Instituto contou com a participação ativa de detentores e lideranças religiosas, especialmente de matrizes africanas, de instituições públicas e da sociedade civil organizada.
De acordo com o processo de retificação do tombamento, a ação constitui uma revisitação e ressignificação por parte do Instituto dos valores atribuídos aos bens culturais e é fundamental para fortalecer iniciativas de combate ao racismo no Brasil.
Na avaliação do presidente do Iphan, Leandro Grass, a decisão representa uma reparação histórica. “A nomenclatura era equivocada sob diferentes pontos de vista: histórico, antropológico, museológico, pedagógico e patrimonial. A mudança, portanto, é uma reparação de justiça sobre o lugar dos museus na construção da cidadania e da história brasileira”, afirmou.
O acervo, tombado em 1938 e inscrito no Livro do Tombo Arqueológico, Etnográfico e paisagístico do Iphan, é constituído de 523 objetos de religiões de matriz afrobrasileira. Destes, 126 são tombados pelo Iphan e encontram-se sob a guarda do Museu da República, no Rio de Janeiro (RJ).
No processo, o Iphan determinou, ainda, que a conservação do acervo ocorra com a participação social, especialmente de praticantes das religiões de matriz afrobrasileira do Rio de Janeiro. Além disso, definiu que a Superintendência do Iphan no Rio de Janeiro realize uma identificação precisa do Acervo e o encaminhe para a devida apreciação do Conselho Consultivo, uma vez que envolverá mudança de valores culturais.
A mudança foi formalizada por meio da retificação da inscrição do bem no Livro de Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico (inscrição nº 1, folha 2, Livro 1).
Com informações do Ministério da Cultura.
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