artes tradicionais

Iphan renomeia “Coleção de Magia Negra” para “Acervo Nosso Sagrado”

O Iphan – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – formalizou, em março de 2023, a mudança de nomenclatura do bem antes denominado “Museu da Magia Negra” para “Acervo Nosso Sagrado”. A decisão do Instituto contou com a participação ativa de detentores e lideranças religiosas, especialmente de matrizes africanas, de instituições públicas e da sociedade civil organizada.

De acordo com o processo de retificação do tombamento, a ação constitui uma revisitação e ressignificação por parte do Instituto dos valores atribuídos aos bens culturais e é fundamental para fortalecer iniciativas de combate ao racismo no Brasil.

O acervo é constituído de 523 objetos de religiões de matriz afrobrasileira. Destes, 126 são tombados pelo Iphan e encontram-se sob a guarda do Museu da República, no Rio de Janeiro (RJ). (Fotos: Andrey Schlee/Iphan)

Na avaliação do presidente do Iphan, Leandro Grass, a decisão representa uma reparação histórica. “A nomenclatura era equivocada sob diferentes pontos de vista: histórico, antropológico, museológico, pedagógico e patrimonial. A mudança, portanto, é uma reparação de justiça sobre o lugar dos museus na construção da cidadania e da história brasileira”, afirmou.

O acervo, tombado em 1938 e inscrito no Livro do Tombo Arqueológico, Etnográfico e paisagístico do Iphan, é constituído de 523 objetos de religiões de matriz afrobrasileira. Destes, 126 são tombados pelo Iphan e encontram-se sob a guarda do Museu da República, no Rio de Janeiro (RJ).

O acervo é constituído de 523 objetos de religiões de matriz afrobrasileira. Destes, 126 são tombados pelo Iphan e encontram-se sob a guarda do Museu da República, no Rio de Janeiro (RJ). (Fotos: Andrey Schlee/Iphan)

No processo, o Iphan determinou, ainda, que a conservação do acervo ocorra com a participação social, especialmente de praticantes das religiões de matriz afrobrasileira do Rio de Janeiro. Além disso, definiu que a Superintendência do Iphan no Rio de Janeiro realize uma identificação precisa do Acervo e o encaminhe para a devida apreciação do Conselho Consultivo, uma vez que envolverá mudança de valores culturais.

A mudança foi formalizada por meio da retificação da inscrição do bem no Livro de Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico (inscrição nº 1, folha 2, Livro 1).

Com informações do Ministério da Cultura.

Leia também: Exposição de Walter Firmo no CCBB de Brasília

Não foi possível salvar sua inscrição. Por favor, tente novamente.
Sua inscrição foi bem sucedida.
Equipe Editorial

Os artigos assinados pela equipe editorial representam um conjunto de colaboradores que vão desde os editores da revista até os assessores de imprensa que sugeriram as pautas.

Recent Posts

A arte fala por si mesma ou precisa de narrativa?

A narrativa pode transformar completamente a forma como enxergamos uma obra de arte? Uma caixa…

3 dias ago

21 coisas que você não sabia sobre Edvard Munch

Nesta matéria vamos além da análise de sua obra mais famosa “O grito”. Aqui você…

3 dias ago

Valor da obra: como fazer sua arte valer mais.

O que vou escrever aqui são algumas dicas fundamentais para que a arte que você…

3 dias ago

Duas exposições simultâneas no Instituto Tomie Ohtake

O Instituto Tomie Ohtake apresenta duas exposições simultâneas. A coletiva 'Quando o museu é rio',…

1 semana ago

Exposição “Daniel Senise – Os dois lados da janela” no Paço Imperial – RJ

O Paço Imperial recebe, após 32 anos, uma nova exposição individual de Daniel Senise. Intitulada…

1 semana ago

Aos 140 anos de Tarsila do Amaral, o Brasil celebra sua continuada modernidade

Tarsila do Amaral nasceu em 1º de setembro de 1886. Neste ano, ela completaria 140…

1 semana ago