1973, Aveiro, Portugal. Vive em Porto, Portugal.
A obra de Carla Filipe é composta a partir da apropriação de objetos e documentos, ou construída através da relação permeável entre objetos de arte, cultura popular e ativismo. Em sua pesquisa, a artista utiliza-se de materiais e elementos, como bandeiras, cartazes, jornais e artefatos ferroviários, assim como faz intervenções em lugares abandonados ou em desuso. Em Migração, exclusão e resistência(2016), Filipe partiu de uma pesquisa iniciada em 2006, que propunha a construção de hortas e jardins em ambientes urbanos, instaurando o uso coletivo do espaço privado ou a apropriação de espaços públicos destinados a outros fins. Ao articular modos distintos de vida, ela questiona a ideia de propriedade e amplia a noção de sobrevivência. Essa obra nos conta sobre espécies em vias de extinção, vegetais comestíveis pouco conhecidos e sobre plantas que surgem em locais inesperados. Nessa proposta, Filipe cria condições para se pensar sobre forças espontâneas de resistência que funcionam como células autogeridas, e que representam reações aos ditames capitalistas da vida urbana, derivados de iniciativas de caráter hierárquico e privado.
Veja também:
Em 1964, a prestigiada Gallerie Christinae, na cidade sueca de Gotemburgo, inaugurou uma exposição coletiva…
Em outubro de 2006, num gabinete refrigerado em Las Vegas, Steve Wynn preparava-se para concretizar…
A morte muda a obra ou muda o mercado? (Texto original publicado no www.arteindex.com) Quando…
Quantas vezes você já foi a uma abertura de exposição realmente focado em olhar as…
Nesta matéria vamos falar sobre a vida política de Pablo Picasso e perceber que ele…
A falsificação de obras de arte representa uma ameaça significativa ao patrimônio cultural global e…