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Coletivo Lâmina na UnB

fevereiro 7 - março 25

A atmosfera de guerra que invadiu o espaço urbano no Brasil, nos últimos anos; a inquietação produzida por esse cenário e a matéria cotidiana deslocada de suas funções são a marca dos trabalhos dos artistas que ocupam os espaços da Casa da Cultura da América Latina da UnB, a partir de 7 de fevereiro, selecionados por meio da Convocatória 2017.

 

A coordenadora dos espaços expositivos da CAL, Ana Avelar, curadora das mostras “Camadas: narratividades visuais da violência”, do Coletivo Lâmina, e “Geografia da imagem”, de Diego Castro, fala um pouco sobre as exposições do primeiro ciclo de exposições de 2018, na CAL:  “As mostras trazem comentários sobre a situação política do país, mas, não apenas isso. No trabalho do Coletivo Lâmina, que vem de São Paulo, há de fato um grande interesse por articular espacialmente as fotografias produzidas durante várias das manifestações que vêm ocorrendo desde 2013, nas ruas de todas as capitais do país, transformando isso numa grande instalação imersiva. Diego Castro tem também um viés interessado pela situação política no país e se configura, da mesma maneira, como instalação, entretanto são apresentados trabalhos nos quais a cor tem uma potência muito mais relevante. Já Frederico Pessoa é um artista que trabalha em outra chave, que está interessado em objetos e em instalações que estão além de uma perspectiva apenas formal, que têm um interesse conceitual muito forte”.

O artista multimídia e produtor musical, João Mascaro, e a pesquisadora e artista visual, Gabriela De Laurentiis, que compõem o Coletivo Lâmina, ocupam a galeria Acervo com “Camadas: narratividades visuais da violência”. As imagens, produzidas com equipamentos fotográficos analógicos, digitais e até celulares, mostram não só a agressão policial, como, também, a intimidação das tropas de contenção, que impediam as pessoas de circular pelas ruas, especialmente de São Paulo, e das armas que, mesmo não disparadas, provocavam pânico na população.

O material produzido, em diferentes momentos, além de expressar as sensações geradas por essa experiência, dialoga com a história da fotografia. As imagens com texturas variadas, combinando diferentes mídias e utilizando impressões caseiras e fine art, além de projetores, ampliadores e lanternas mágicas, foram divididas nos eixos: Controles, Contenções, Acusma, Luzes, Suporte, Sufocamentos, Choque, Tomos, Marcha e Mímese.

Dia 6 de fevereiro, Gabriela De Laurentiis faz palestra, às 19h, no Auditório Gonzaguinha da CAL (térreo), sobre Louise Bourgeois e modos feministas de criar, sua dissertação de mestrado defendida na Universidade de São Paulo – USP, com entrada franca.

Geografia da imagem

O paulista Diego Castro apresenta, na galeria CAL, imagens de diversos estados de violência retiradas dos veículos de informação de massa. A sombra ou silhueta dos instantâneos no processo de desconstrução, adotado por Diego, que interfere na foto até descaracterizá-la por completo, se transforma em escultura, objeto, pintura ou instalação. “A intenção é analisar as imagens e suas instâncias midiáticas, buscando maneiras de ressignificar acontecimentos e imagens que têm sua difusão limitada pelo dinamismo da contemporaneidade”, ressalta o artista.

Emparedamento, Manifestação vermelha, Guantánamo, Carandiru e Inferno no Cárcere são alguns dos nomes das obras produzidas por Diego, formado em Artes Plásticas pela Faculdade Santa Marcelina (SP), com mestrado em Poéticas Visuais na USP, que, desde 2005, participa de inúmeras coletivas e individuais em espaços expositivos no Brasil e exterior.

 

Do modo de existência dos objetos

A mostra do mineiro Frederico Pessoa, que vai ocupar a galeria de bolso da CAL, propõe uma apropriação da materialidade dos objetos cotidianos e sua transformação em peças estéticas que, deslocados de seu contexto, criam obras que solicitam do visitante um olhar e uma escuta. O artista diz que as obras lidam com o deslocamento e o rearranjo da experiência comum, através da configuração estética sonoro/visual, da bricolagem e da ressignificação dos objetos.

 

Produzidos com tecnologias simples, analógicas e artesanais, os trabalhos Realejo, Paisagem imaginária e Genuflexório, que compõem a mostra “Do modo de existência dos objetos”, buscam questionar o lugar das mídias e da tecnologia no mundo contemporâneo.

 

Pós-graduado em filosofia, mestre em Artes e Cinema e doutorando em Artes Poéticas Tecnológicas pela Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG, Pessoa é um artista sonoro, com formação em violão clássico.

 

Serviço

 

Exposições Camadas:  narratividades visuais da violência, Geografia da imagem e Do modo de existência dos objetos

 

Abertura: dia 7 de fevereiro (quarta-feira), às 19h

 

Local: Galerias CAL, Acervo e de Bolso da CAL (SCS Quadra 4, Edifício Anápolis. Telefones 3107.7963, 7966)

 

Visitação: até 25 de março de 2018, segunda a sábado, das 12h às 20h

 

Entrada franca

 

Classificação indicativa: livre

Detalhes

Início:
fevereiro 7
Final:
março 25