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‘Mira Schendel: Sarrafos e Pretos e Brancos’ na Bergamin & Gomide/SP

maio 22 - junho 23

Galeria Bergamin & Gomide, localizada no bairro do Jardins em São Paulo, abre exposição da artista suíça, naturalizada brasileira, Mira Schendel, em parceria com a Hauser & Wirth e colaboração de Olivier Renaud-Clément. A exposição individual Mira Schendel: Sarrafos e Pretos e Brancos contará com cerca de 20 obras cuidadosamente selecionadas, produzidas entre as décadas de 1960 e 1980, circulando entre suas diversas fases criativas.

Mira Schendel, uma das artistas brasileiras mais significativas do século XX, desenvolveu um corpo de trabalho extremamente complexo e único. Sarrafos (1987), última série completa produzida da artista, conta com 12 obras e quatro delas estarão em exposição na galeria. Produzidos sobre uma base totalmente branca, na qual uma haste de madeira preta se sobressai, nos Sarrafos “o caráter tridimensional do elemento acaba por transformar efetivamente o jogo, ao materializar aquilo que, por princípio, deveria ser virtual e ilusionista. E exatamente a relação íntima entre o elemento e a superfície da qual se desprega, vem a gerar um campo plástico vivo e indecidível. Ao se anunciar pintura, o trabalho se revela quase escultura”, escreveu o crítico de arte Ronaldo Brito em 1988.

A série de obras faz referência ao momento de incerteza política vivida no país: “nasceu de um momento de falta de decisão, de desordem, que o Brasil viveu em março, quando parecia que estávamos morando em uma Weimar tropical. Naquele momento, como todos, eu também sentia necessidade de ter uma direção, um rumo. Essas obras são uma reação ao marasmo daquele momento”, comenta Mira em 1987.

Desenvolvida entre 1985 e 1987, a série Black and White, que precede Sarrafos, é ‘lírica’, uma vez que sua ênfase está no movimento e no espaço. São pinturas de têmpera e gesso que, à distância, remetem a painéis planos pontuados por arcos e linhas. Porém, depois de uma inspeção mais minuciosa, revelam pequenas variações de textura que projetam sombras e formam sutis relevos esculturais.

Pinturas e outras obras produzidas sobre papéis de arroz japonês são caracterizadas por motivos geométricos minimalistas, linhas delicadas ou letras compostas que investigam noções de temporalidade e transitoriedade. Experimentando materiais efêmeros, Schendel tornou-se cada vez mais interessada em transformar letras e elementos linguísticos em objetos gráficos – uma abordagem mais comumente associada à poesia concreta. Nessas obras, as letras são liberadas e desconstruídas, levantando questões sobre linguagem, escrita, desenho e imagem.

As primeiras obras geométricas abstratas de Mira, feitas com uma palheta terrosa, foram a público em exposições individuais em 1950 e 1952. Ela participou da primeira Bienal Internacional de São Paulo de 1951; recebeu prêmios nos Salões da Bahia e do Rio Grande do Sul entre 1951 e 1953; e, em outubro de 1954, realizou sua primeira grande exposição no Museu de Arte Moderna de São Paulo, exibindo pinturas das séries Geladeiras e Fachadas.

A individual da artista fica em exposição entre os dias 22 de maio e 23 de junho, na Galeria Bergamin & Gomide.

Serviço: Bergamin & Gomide apresenta ‘Mira Schendel: Sarrafos e Pretos e Brancos’

Abertura: 22 de Maio, das 19h às 22h

Visitação: de 22 de maio a 23 de junho | Seg. a sex., 10h/19h; sáb., 10h/15h

Galeria Bergamin & Gomide

Rua Oscar Freire, 379, loja 1, tel. 11 3853-5800

www.bergamingomide.com.br

Entrada gratuita

Sobre Mira Schendel

Nascida na Suíça e radicada no Brasil anos mais tarde, Mira Schendel partiu de uma exposição inicial nos anos de 1950 em Porto Alegre, para conquistar o status de artista brasileira mais venerada no país e no exterior, computando mostras nos importantes MoMA, Tate e Pinacoteca de São Paulo.

Sem integrar grupos e movimentos artísticos de sua época, Mira teve uma produção totalmente independente, plural em técnicas e singular na criação. É uma artista múltipla por percorrer diversos meios, suportes e técnicas – pintura, desenho, gravura e escultura – no desenvolvimento de um trabalho contínuo e coerente, o que confere à sua obra uma linguagem inconfundível.

Sobre a Bergamin & Gomide:

Criada em 2000 em São Paulo, por Jones Bergamin, a galeria Bergamin ficava numa casa da década de 1950 do arquiteto Vilanova Artigas nos Jardins. Apresentou importantes projetos, dentre eles, uma retrospectiva de Iberê Camargo, exposições de Mira Schendel, Lygia Pape, Tunga e Miguel Rio Branco e projetos especiais como, por exemplo, “Através” em que a curadora Lisette Lagnado trouxe a público “Tteia”, obra icônica de Lygia Pape (hoje em exposição permanente em Inhotim).

Em 2012, Antonia Bergamin, filha de Jones Bergamin, assumiu a direção da galeria com Thiago Gomide. Com foco em vendas privadas de artistas brasileiros e estrangeiros do período Pós-Guerra, a Bergamin & Gomide inaugurou seu novo espaço na rua Oscar Freire, em agosto de 2013.

Sem uma lista fixa e com flexibilidade para trabalhar um amplo número de artistas e exposições de diferentes temas, períodos e movimentos, o programa da galeria conta com quatro exposições por ano, entre individuais e coletivas. Além disso a Bergamin & Gomide participa de feiras nacionais e internacionais como Art Basel, TEFAF NY Spring, Art Basel Miami Beach, Semana de Arte e SP-Arte e desenvolve parcerias com importantes galerias estrangeiras.

Detalhes

Início:
maio 22
Final:
junho 23

Local

Galeria Bergamin & Gomide
Rua Oscar Freire, 379
Sao Paulo, São Paulo
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