De 14 de maio a 8 de junho de 2025, a cidade de Paris recebe um dos eventos mais significativos do Ano do Brasil na França: a exposição ABERTO4, que ocupa a histórica Maison La Roche, sede da Fundação Le Corbusier. Com curadoria de Lauro Cavalcanti, Kiki Mazzucchelli e Claudia Moreira Salles, a mostra apresenta 40 obras de 25 artistas brasileiros contemporâneos que exploram as interseções entre arte, arquitetura e modernismo.
Projetada entre 1923 e 1925 por Le Corbusier e Pierre Jeanneret, a Maison La Roche é uma obra-prima do modernismo europeu. Localizada no 16º arrondissement de Paris, a casa foi transformada em museu e abriga hoje o acervo da Fundação Le Corbusier. ABERTO4 propõe um diálogo direto entre esse patrimônio arquitetônico e a produção artística brasileira atual, revelando conexões, contrastes e ressonâncias culturais.
A exposição reúne nomes consagrados e emergentes das artes visuais do Brasil, com obras que transitam entre pintura, escultura, vídeo, instalação e fotografia. Entre os destaques:
As obras foram pensadas para dialogar com o espaço arquitetônico singular da Maison La Roche, estabelecendo uma relação viva entre forma, função, cultura e memória.
ABERTO4 faz parte da agenda oficial do Ano do Brasil na França, iniciativa bilateral que visa fortalecer os laços culturais entre os dois países. A mostra é apoiada por importantes instituições brasileiras e francesas, como:
O projeto reforça a visibilidade internacional da arte contemporânea brasileira e promove um intercâmbio simbólico entre o modernismo francês e suas reverberações na arquitetura e cultura visual do Brasil.
O nome ABERTO remete à ideia de fricção e fluidez entre linguagens, fronteiras e tempos. Esta quarta edição da mostra (as anteriores aconteceram em Bruxelas, Veneza e Paris) propõe uma ocupação sensível e crítica do espaço, destacando a pluralidade de vozes e práticas da arte brasileira em uma instituição marcada pelo legado eurocêntrico do modernismo.
“Ao trazer artistas brasileiros para interagir com a Maison La Roche, criamos uma ponte entre heranças visuais e experiências contemporâneas. É um momento de escuta e presença”, explicam os curadores.
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