As férias estão chegando, e São Paulo está cheia de opções culturais imperdíveis! Com uma variedade incrível de exposições, a cidade promete agradar a todos os gostos. Para quem curte explorar a história, a mostra “Judeus na Amazônia”, no Museu Judaico de São Paulo (MUJ), é uma ótima pedida. Já os fãs de arte contemporânea vão se encantar com a celebração dos 50 anos da Galeria Luisa Strina.
O MAM São Paulo também inova e amplia a experiência do 38º Panorama da Arte Brasileira com um site e ambiente expositivo em 3D (3d.milgraus.mam.org.br). Lá, você pode conferir obras que vão de mídias digitais a esculturas e representações tridimensionais de artistas como Gabriel Massan, Frederico Filippi, Jonas Van & Juno B, Noara Quintana, Marina Woisky, Mestre Nado, Paulo Nimer Pjota, Rafael RG, Rebeca Carapiá e Zimar.
Além disso, as galerias Raquel Arnaud, Galatea, Arte132, Gomide&Co e DAN Galeria encerram o ano com programações superdiversificadas, com exposições que se estendem até o começo de 2025. Então, vale a pena se organizar para aproveitar tudo o que a cidade tem a oferecer!
O Museu de Arte Moderna de São Paulo apresenta o 38º Panorama da Arte Brasileira: Mil graus, exposição com curadoria de Germano Dushá e Thiago de Paula Souza, e curadoria-adjunta de Ariana Nuala, cujo título evoca a ideia de um “calor-limite”, onde tudo se transforma, fazendo referência às condições climáticas e metafísicas intensas que desafiam e conduzem a processos inevitáveis de transmutação. Nesta edição, a mostra bienal do MAM apresenta 34 artistas de 16 estados brasileiros. Acesse aqui mais informações sobre a lista de artistas.
Além disso, a exposição conta com um ambiente 3D numa proposta da curadoria de não foi replicar a exposição física, mas sim trazer um espaço virtual imaginado, que remonta à ideia de um mundo distópico e expande as possibilidades de reflexão sobre os temas abordados no 38º Panorama. A plataforma (3d.milgraus.mam.org.br) pode ser acessada de forma gratuita e fica em cartaz até 28 de fevereiro de 2025, após o encerramento da mostra física.
Serviço:
Histórias fascinantes merecem ser contadas e compartilhadas. A presença de judeus na região amazônica é uma delas. Maior exposição realizada pelo Museu Judaico de São Paulo desde sua inauguração em 2021, Judeus na Amazônia abre suas portas ao público no dia 2 de novembro. Reunindo mais de 220 itens entre obras de arte, vídeos, documentos históricos e fotográficos, a mostra propõe dar conta de um capítulo pouco conhecido da história brasileira: a imigração judaico-marroquina para a Amazônia, que aconteceu entre 1810 e 1930, trazendo centenas de famílias que viviam em cidades como Tânger, Tetuan, Fez e Marrakesh. Na região se estabeleceram como regatões, os mascates dos rios, e atuavam no período do auge da economia da borracha levando e trazendo mercadoria das cidades para os seringais.
No final de 2024, Luisa Strina, um dos pilares da arte contemporânea no Brasil e no mundo, celebra meio século de existência, com centenas de exposições apresentadas. Fundada em 17 de dezembro de 1974, a galeria atravessou décadas de transformações políticas, sociais e culturais, e, ao longo dos anos, desempenhou um papel crucial na promoção de artistas brasileiros e latino-americanos, consolidando-se como inovadora no cenário global da arte.
Para comemorar o cinquentenário da sua galeria, parte da coleção privada de Luisa Strina estará aberta à visitação pública. Amostra, um recorte da coleção Luisa Strina, apresentará alguns destaques, incluindo nomes como Cildo Meireles, Fernanda Gomes, Carl Andre, Jimmie Durham, Francis Alÿs, Mira Schendel, Leonilson, dentre outros. A exposição tem curadoria assinada pela própria galerista/colecionadora, pela diretora artística da galeria Kiki Mazzucchelli e pelo curador/galerista Ricardo Sardenberg.
Na ocasião, será lançado também Luisa Strina 50, livro comemorativo do aniversário de 50 anos da galeria. A publicação, organizada por Kiki Mazzucchelli e Oliver Basciano, com coordenação editorial da Act. Editora, reúne textos inéditos e documentação de cinco décadas da galeria de arte mais longeva do Brasil.
Serviço:
A Galatea apresenta na sede da Padre João Manuel, a mostra de seu programa de Salvador, Bahia afrofuturista: Bauer Sá e Gilberto Filho, com a iniciativa de inverter a dinâmica de itinerância de exposições do eixo sudestino, que normalmente partem de São Paulo para outras regiões do Brasil.
A exposição marca a estreia dos artistas baianos em São Paulo em uma individual que conta com dois núcleos expositivos distintos: no primeiro, um conjunto de 30 fotografias de Bauer Sá, produzidas entre os anos 1990 e 2000, que exploram a ancestralidade afro-brasileira por meio de temáticas raciais e divindades africanas; no segundo, a primeira exposição individual de Gilberto Filho, apresentando esculturas em madeira que datam desde 1992 até o presente e retratam cidades utópicas e modernas nascidas da imaginação do artista.
Serviço
A Galatea apresenta em sua unidade Oscar Freire, a mostra Francisco Galeno: o Piauí é aqui — o Piauí não é aqui um conjunto de 44 obras do artista piauiense, que ao longo de sua carreira explorou múltiplas técnicas, como a pintura e escultura em madeira, além da ressignificação de objetos do cotidiano.
Serviço:
Em “Concessa Colaço: concertos bordados”, a tapeceira-musicista Concessa Colaço ganha uma individual na Arte132 Galeria para evidenciar sua trajetória na tapeçaria. Com curadoria de Denise Mattar, 14 peças foram escolhidas para compor a mostra, cada tapete levava, em média, seis meses para ser confeccionado.
Serviço:
A Galeria Raquel Arnaud recebe o projeto “Os ventos do norte não movem moinhos” da artista e professora da Faap, Geórgia Kyriakakis. Com texto crítico de Paula Borghi, a mostra traz obras que suscitam reflexões sobre a cultura, a história e a herança social do processo colonizador na América Latina.
Inspirada pela canção “Sangue Latino”, composta em 1973 por Paulinho Mendonça e João Ricardo, e eternizada pela banda Secos & Molhados, a artista propõe uma visão ampliada da América Latina, que ultrapassa conceitos geográficos e contrapõe a influência cultural norte-americana. Composta por esculturas, desenhos, instalações e ações colaborativas femininas, a exposição ocupa todo o espaço da galeria.
Serviço:
Antonio Ballester Moreno, na Gomide&Co (até 1/02/25): primeira exposição individual no Brasil do artista espanhol, intitulada Água (verde). É a segunda apresentação de suas obras no país desde sua participação como artista e membro da equipe de curadoria na 33ª Bienal de São Paulo: Afinidades Afetivas (2018). O texto crítico da exposição é assinado pela curadora e crítica de arte Taisa Palhares. A mostra é composta por um conjunto inédito de telas em grandes dimensões, que funcionam como um cenário no qual Ballester cria um ambiente por meio da relação entre cada uma das pinturas e suas respectivas combinações de formas e cores. Para Água (verde), Ballester Moreno parte da noção de paisagem entendida como um sistema em que todos os elementos possuem uma relação entre si.
Serviço:
Pã sem Flauta apresenta um conjunto de 26 obras inéditas da produção mais recente do renomado artista Antonio Hélio Cabral, que dá continuidade ao seu trabalho ininterrupto com a pintura, iniciado na década de 1970. A mostra marca a nova parceria com a galeria, que passa a representar o artista. Criadas, em sua maioria entre 2022 e 2024, as obras selecionadas abrem um leque de possibilidades em diferentes direções, sem abandonar a ironia, recurso já conhecido no trabalho de Cabral, seja nos títulos ou nos grafismos e desenhos. A curadoria é de Luiz Armando Bagolin.
Serviço:
Teodoro Dias, na DAN Contemporânea (até 24/01/25): Primeira exposição individual do artista na DAN. Com curadoria de Taisa Palhares, a mostra Teodoro Dias – pinturas, relevos e esculturas apresenta um conjunto de 41 obras, entre pinturas, desenhos e esculturas, que revela a essência da poética visual do artista: uma forma compositiva sintética, com a combinação de faixas verticais que só diferem na largura e na cor e que lembram o caráter repetitivo e anônimo do mundo industrial.
Serviço:
A exposição Pavilhões de Vidro é realizada pelo Ministério da Cultura, por meio da lei de Incentivo, Lei Rouanet, Abividro (Associação Brasileira das Indústrias de Vidro), Cidadania Corporativa e Escola da Cidade com curadoria da arquiteta mexicana radicada em São Paulo, Sol Camacho.
Entre os 16 pavilhões que compõem a mostra estão objetos autênticos de arte e peças históricas que datam de 1851 a 2023, como a maquete de Dan Graham para um pavilhão de vidro, jornais originais e fac-símiles dos desenhos originais de 1851 do Crystal Palace de Joseph Paxton, o pavilhão de Lucio Costa e Oscar Niemeyer para Feira Mundial de Nova York de 1939 – primeiro projeto com cortina de vidro na cidade –, modelos de blocos de vidro prismático utilizados no interior do pavilhão de Bruno Taut, cartões postais das Exposições Universais de 1937 e 1970, fotografias, desenhos, materiais audiovisuais, entre outros.
A pesquisa realizada pela arquiteta mexicana radicada em São Paulo, Sol Camacho, engloba o estudo destalhado de 36 projetos selecionados para compor o primeiro volume do livro “Pavilhões de Vidro: uma Tipologia de Vanguarda”, lançado em 12 de dezembro de 2024.
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