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O mercado de arte e a ilusão da democracia do conhecimento

A ilusão da democracia do conhecimento no mercado de artes é um conceito abordado por Kathryn Brown, professora sênior de história da arte e cultura visual na Loughborough University.

Neste vídeo, Paulo Varella levanta os pontos da análise de Kathryn Brown acerca da transparência, confiabilidade e neutralidade dos dados que acercam o mercado de artes, como construção de valores de transações financeiras, construção de autoridade e estratégias de vendas. Assista ao vídeo completo, com participação da artista visual Thais de Albuquerque no canal Art Talks no YouTube. Aproveite para se inscrever em nosso canal e não perder nenhum conteúdo.

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O que é a ilusão da democracia do conhecimento?

De acordo com Kathryn Brown, as formas como as informações são geradas e usadas prejudicam o potencial democrático da disponibilidade de dados, fortalecem a desigualdade entre artistas e promovem tipos de arte que se enquadram nos parâmetros seletivos do comércio internacional de arte. Em suma, essas relações de dados tornam o mercado cada vez mais reduzido, oferecendo oportunidades a uma pequena parcela de artistas e instituições.

Autoridade epistêmica e o cânone da arte ocidental

Para ilustrar esta dinâmica, o estudo traz o caso da estratégia de vendas elaborada pela “online viewing room” Gagosian Gallery, a fim de promover o leilão da obra de uma das artistas que representa: a pintora britânica Cecily Brown (n. 1969):

  • Concepções de valor museológico;
  • Relações com obras canônicas da história da arte;
  • Comparações de preços entre artistas estilisticamente semelhantes de diferentes períodos históricos.
Artista britânica Cecily Brown

Primeiro, McLeod, diretora da Gagosian, enfatizou a qualidade museológica das obras de Brown e identificou instituições que adquiriram pinturas desse período da carreira do artista: a Albright-Knox Art Gallery, a Tate, o Whitney Museum of American Art, a Rubell Collection e The Broad.

A segunda tática foi colocar a criatividade de Brown em relação ao cânone da arte ocidental. Isso consistiu em discernir várias influências em sua obra, incluindo o impacto em sua imaginação pictórica de obras de Ticiano, Francisco Goya y Lucientes, Edgar Degas, Arshile Gorky, Pablo Picasso, Willem de Kooning e Francis Bacon.

A terceira estratégia foi comparar os preços a estes artistas estabelecidos.

Assita ao vídeo completo ou ouça ao podcast e comente sua opinião sobre o assunto. Para ler o estudo completo, acesse o conteúdo no Arte Index.


Assista também:
Como uma obra de arte é avaliada por um comprador profissional?

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