É a primeira vez que se organiza uma mostra protagonizada exclusivamente por uma mulher, em comemoração aos 200 anos de inauguração do Museu Prado, em Madri, estreou nesta terça-feira a mostra da pintora flamenga Clara Peeters. Vindas do Museu Real de belas Artes, na Antuérpia, as obras desta delicada artista belga, Clara Peeters, retratam com frequência cenas florais e de pequeno-almoço, em que objetos preciosos de metal ou de cerâmica se acumulam aparentemente desordenados junto com flores, frutos e peixes ou peças de caça, criando um conjunto multicolorido.
A exposição e os materiais que a acompanham destacam intencionalmente também a “situação das mulheres artistas no nascimento da Europa Moderna”. Uma das poucas mulheres no século XVII a se profissionalizar como pintora na Europa. Precursora na categoria natureza morta, Clara é uma das 41 mulheres com obras no acervo permanente do museu espanhol – contra 5 mil homens. A exposição, apesar de representar um grande avanço, ocupará apenas uma sala, as ficarão expostas até o dia 19 de fevereiro de 2017.
Clara Peeters, Amberes, Bélgica, 1594 – 1657
Foi uma pintora que veio da Antuérpia de tradição da pintura flamenga barroca, uma contemporânea de Jan Brueghel, Peter Paul Rubens e Anthony van Dyck. Apenas 11 das 39 atribuídas a ela foram datadas: a mais antiga sendo de 1607 e a mais recente de 1621. Fez sua carreira principalmente na nova República Holandesa, como parte da pintura holandesa Golden Age
Fonte: Madrid
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