Cássio Vasconcellos nasceu em São Paulo em 1965. Iniciou sua trajetória na fotografia em 1981 e já participou de mais de 170 exposições em 20 países, além participar do livro “Blink – 100 photographers, 10 curators, 10 writers”, publicado pela Phaidon Press, Inglaterra, que traz a série “Noturnos São Paulo”. Esta série recebeu os prêmios de Melhor Exposição de Fotografia do ano de 2002, eleita pela APCA e o Prêmio Porto Seguro de Fotografia, em 2001. Se destaca pela especialização de fotos aéreas, já tendo fotografado quase todas as regiões do país, e lançou em 2010 o livro “Aéreas”, pela editora Terra Virgem e em 2012 seu terceiro livro, “Panorâmicas”, pela DBA.
Fale um pouco sobre o seu trabalho:
A série apresentada é formada de várias fotomontagens, cada uma composta sempre com inúmeras diferentes fotografias. No trabalho CEASA, por exemplo, foram feitos 3 sobrevoos sobre o CEASA, em São Paulo e realizadas centenas de fotografias dos caminhões. Depois, digitalmente os caminhões foram recortados um a um e a partir daí eu fiz uma composição.
Quais as maiores influências para a criação de suas obras?
Não só a fotografia me influenciou, mas também a pintura, música, cinema. Na fotografia posso mencionar Man Ray, André Kertész, Cartier-Bresson, Geraldo de Barros, Walter Firmo. Na pintura e no cinema, os surrealistas me marcaram muito, como Magritte, Fellini, Buñuel.
Quando e como começou o seu interesse pela arte?
O meu interesse pela arte começou desde cedo, pois meu pai, Paulo Vasconcellos, trabalhava com arte, era antiquário, e além das antiguidades apreciava muito os artistas brasileiros, como Volpi, Lygia Clark, Amilcar de Castro, Sérgio Camargo, José Rezende, Ismael Nery, entre outros. Convivi com obras desta turma da pesada desde muito pequeno, e na fotografia especificamente, começei aos 15 anos e desde lá nunca mais parei.
Quais artistas na sua opinião estão se destacando no cenário nacional e/ou internacional atualmente?
Na fotografia me interessa muito o trabalho do Andreas Gursky e Edward Burtinsky. No nacional, Claudia Jaguaribe, que está sempre inovando e criando trabalhos interessantes e questionadores.
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