Hundertwasser foi um criador visionário para sua época, ativista ecológico, defensor da natureza, do bem-estar e da arte, dedicou sua vida e sua produção às mensagens de paz e harmonia do homem com a natureza, bem como o incentivo à criatividade individual nata de cada ser.
Friedensreich Hundertwasse nasceu no ano de 1928, em Viena. Filho único e de família judia, foi criado pela mãe viúva que lutava para proteger seu filho da tensão da Primeira e da Segunda Guerra Mundial, fugindo e se escondendo do exército do Terceiro Reich para poder sobreviver. Desde cedo Hundertwasser já demonstrava seu potencial criativo e sua propensão artística, quando em 1948 entra na Academia de Belas Artes em Viena, onde mesmo apesar de ser respeitado e admirado entre seus colegas e professores, não chega a completar seus estudos por considerar a instituição seguidora de modismos modernistas que iam contra o que ele acreditava ser arte.
Cidadão do mundo e dono de um olhar curioso, passou e morou em diversos lugares durante sua vida, se mostrando sempre apaixonado por descobrir outras culturas, ganhava facilmente a simpatia por onde passava. É em Paris que suas atividades artísticas são desenvolvidas mais intensamente, e onde, aos poucos, olhares foram se voltando para sua produção. Apesar de não se enquadrar no universo da arte moderna que nascia na cidade, conseguia ganhar respeito e conquistar seu espaço pela postura que tomava frente a arte e aos artistas.
Com o passar dos anos, desenvolveu manifestos onde apresentava pontos importantes para uma nova concepção de mundo, onde homem e natureza eram colocados em um corpo só. Como consequência a essas reflexões filosóficas, ele elaborou a teoria das cinco peles, que costurava toda sua maneira de pensar e agir. A primeira pele seria a epiderme, pele mais próxima de nossa essência; a segunda seria a vestimenta, como passaporte social e como primeiro nível de distinção de homem do mundo; a casa atua como terceira pele; a meio social e cultural atua como quarta pele, agindo sobre a identidade individual e social; e a quinta e última pele seria a natureza, o planeta Terra.
Atuava como ativista, ambientalista, artista e arquiteto, porém nenhuma dessas atividades eram desconectadas uma das outras. Seus projetos arquitetônicos eram considerados pelo próprio a realização prática de sua teoria das cinco peles, como um diagnóstico para os problemas do mundo pós-moderno. Seus edifícios propões uma nova visão de cidade, nele homem, urbanização e natureza andam juntos, criando um ambiente de harmonia e beleza.
Vale a pena conferir mais de suas produções clicando aqui.
A Agenda Cultural Arte foi criada por Bettina Ravioli, em 2017, a partir de um…
Hoje, com o avanço da inteligência artificial, já é possível reproduzir a voz de uma…
A Casa Triângulo tem o prazer em anunciar Cosmo Parayzo, exposição que celebra a primeira…
A Galeria Estação apresenta, entre 6 de outubro e 28 de novembro de 2026, a…
O Museu Afro Brasil Emanoel Araujo apresenta, no dia 28 de outubro, a Noite Aya:…
A Pinacoteca de São Paulo, museu da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do…