Obra de Uýra
O Museo de Arte Moderno de Bogotá inaugurou, em 13 de março, “Memórias de Alagamento”, a primeira exposição institucional solo de Uýra na Colômbia. A artista amazonense é representada pela galeria Aura, em São Paulo. A exposição, que apresenta seis obras inéditas e conta com curadoria de Eugenio Viola e Juaniko Moren, é resultado de uma residência artística que Uýra fez em Bogotá, a fim de pesquisar sobre o Rio San Francisco-Vicachá, um curso d’água enterrado sob a cidade.
A mostra pauta as múltiplas relações ambientais, sociais, culturais, políticas e espirituais que as águas possuem com os territórios da Colômbia e do Brasil, sobretudo na Amazônia. Nas palavras da artista, “Abya Yala (América Latina) é um território de águas e este elemento é transversal à vida na Colômbia e no Brasil, mas em ambos lugares há uma guerra histórica contra a água. Desde a perseguição secular aos povos indígenas, cujas culturas estão intimamente relacionadas à água, a substituição destes modelos tradicionais de vida por cidades de crescimento rápido e caótico soterra, polui, marginaliza, invisibiliza e destrói os rios neste imenso continente e ao redor do planeta.”
“Memórias de Alagamento” conta com o apoio e participação direta do Conselho Indígena Muíscas de Bosa e da Embaixada do Brasil na Colômbia
Atuando principalmente com performance e fotoperformance, UÝRA conta, tendo o corpo como suporte, histórias que entrelaçam universos do encontro e da diferença entre a floresta e a cidade, costurados por saberes científicos e ancestrais. Alguns dos seus interesses em pesquisa e produção titubeiam campos como as múltiplas naturezas dos mundos, suas origens e impactos enquanto imaginário sociocultural e político, o desaparecimento e ressurgimento de vida e a diáspora indígena.
Graduada em Biologia e Mestra em Ecologia da Amazônia, realizou individuais em instituições como o Museu de Arte Moderna do Rio (MAM/RJ), o Kunstraum Innsbruck (Áustria) e o Currier Museum of Art (Estados Unidos). Artista destaque da 34º Bienal de São Paulo, da Bienal Manifesta! (Kosovo), da 13º Bienal de Arquitetura de SP e da 1ª Bienal das Amazônias, foi uma das vencedoras do Prêmio EDP nas Artes (Instituto Tomie Ohtake), do Prêmio PIPA 2022, do Prêmio SIM à Igualdade Racial 2023 e do Prêmio FOCO ArtRio 2023. Tem obras em coleções como as da Pinacoteca de São Paulo, Instituto PIPA, Castello de Rivoli (Itália), Institute for Studies on Latin American Art (ISLAA), Currier Museum of Art e Los Angeles County Museum of Art (EUA).
A missão do Museu de Arte Moderna de Bogotá é um espaço pluricultural e dinâmico que investiga, comunica e expõe seu patrimônio cultural e as diversas manifestações de arte moderna e contemporânea com o fim de gerar experiências significativas e processos de aprendizagem que contribuem para a transformação social.
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