Exposições e Eventos

Exposição “Lapso Temporal”, de Arlete Soares, em Salvador

A exposição “Lapso Temporal” vai celebrar os 35 anos de história da Casa do Benin em Salvador. A partir do dia 1º de agosto, data marco da Independência do país da África Ocidental, imagens históricas que pertencem ao acervo da fotógrafa Arlete Soares estarão disponíveis para visitação no museu, que fica no Pelourinho.

A mostra tem curadoria geral da antropóloga Goli Guerreiro, em parceria com cinco artistas baianos, que atuam em diferentes linguagens (teatro, filosofia, curadoria, dramaturgia, artes visuais). São eles: Lia Krucken, Álex Ígbò, Diego Araúja, Laís Machado, Rogério Felix.

Arlete Soares, fotógrafa — Foto: Divulgação/Casa do Benin

A expografia é de JeisiEkê de Lundu, mulher trans, artista visual, escritora e performer e o projeto gráfico é da editora soteropolitana Duna.

Sobre a exposição “Lapso Temporal”

“Lapso Temporal” é um convite ao público, para ver e sentir os trânsitos entre o continente africano e sua diáspora, e mostra os detalhes do Projeto Benin-Bahia, que deu origem à Casa do Benin, em Salvador, e Casa do Brasil em Uidá, no Benin, ambas nascidas há 35 anos, para comemorar o centenário da abolição da escravatura.

Manifestação cultural e popular no Benin, em 1986 — Foto: Acervo Arlete Soares

Segundo a organização, as imagens que compõem a exposição constituem um documento único do compartilhamento de experiências vivenciadas nos dois lados do Atlântico Sul por baianos e beninenses.

Influências do Benin na cultura baiana

Do Benin, saiu grande parte dos africanos trazidos em situação de escravidão para a Bahia. Eles embarcavam no Porto de Uidá, onde atualmente existe o monumento Porta Dos Não Retornados, que representa aqueles que deixaram sua terra à força, e nunca mais voltaram.

Os baianos, portanto, herdaram muito da cultura beninense, nos mais diversos aspectos, como gastronomia, religião, música. As fotografias expostas mostram o intercâmbio entre os dois países, já que o Benin, a partir dos anos 80, também teve grande influência da Bahia.

Essa troca é evidenciada nas fotografias do acervo de Arlete, um tesouro que revela, por exemplo, as visitas de Mãe Stella de Oxóssi, Gilberto Gil, Carybé, Pierre Verger e Jorge Amado ao país, há quase 40 anos.

Pierre Verger, Carybé e Gilberto Gil em Cotonou, maior cidade do Benin, no ano de 1986 — Foto: Acervo Arlete Soares

Além da exposição “Lapso Temporal”, as comemorações dos 35 anos da Casa do Benin também vão contar com oficinas de escrita com imagens e colagens, rodas de conversas com Arlete Soares e outros convidados, bem como ações de mediação cultural.

Serviço

Exposição “Lapso Temporal”
De 1 de agosto a 16 de dezembro
Casa do Benin. Pelourinho – Salvador – BA

Com informações de G1.

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