Obra de James Rowland
A Galeria 18 inaugura, no dia 2 de junho, a exposição individual do artista James Rowland, “Ossos da Terra”, com curadoria de Valquíria Prates. Reunindo cerca de 20 esculturas, a mostra apresenta um aprofundamento da pesquisa do artista sobre matéria e corpo, que se desdobra em uma investigação sobre tensão e estrutura.
James Rowland constrói suas obras com materiais como madeira, couro, látex, gesso, tecido e chifres, pigmentando-os com terra, argila e lama de mangue, uma combinação de elementos minerais, vegetais e animais que posiciona o trabalho em um lugar entre organismo e território, arquitetura e armadura, criando formas que parecem ser, simultaneamente, tanto estruturas quanto corpos e resíduos.
As esculturas investigam o limiar entre colapso e rompimento, tentando capturar o momento em que algo já não consegue ser contido. Rasgos, perfurações, saliências e deformações aparecem como marcas das forças que pressionam a matéria de dentro para fora, enquanto os espinhos, ossos e protuberâncias se apresentam como elementos de dualidade que sustentam e atravessam, protegem, mas também tensionam.
Fâneros, como unhas e chifres, aparecem nas obras não como ornamentos ou representações, mas como acontecimento; um ponto de tensão em que algo interno emerge, evidenciando o impacto que sentimos quando aquilo, que normalmente estaria oculto, se torna visível.
O uso de materiais maleáveis e instáveis, como látex e o couro, aprofundam a busca do artista pelo biomórfico, gerando corpos vivos atravessados por forças internas que são, ao mesmo tempo, frágeis e ameaçadoras. Estes corpos não aparecem no trabalho como representação direta, mas em um estudo do comportamento do próprio material das obras. As superfícies arqueiam, cedem e comprimem, reproduzindo a sensação constante de tensão que existe entre o equilíbrio e a ruptura. A violência deste quase-estopim se apresenta na forma de vetores físicos, forças naturais que agem sobre um objeto: pressão, peso, atrito e força, somando-se e cancelando-se até o limite de transformação.
Em “Ossos da Terra”, James Rowland constrói um espaço onde tudo é corpo vivo, atravessado por memória, pressão e transformação. As esculturas tornam visíveis as tensões que sustentam a vida, tanto em um corpo quanto no próprio mundo.
A 18 é uma galeria de arte contemporânea com uma seleção de artistas renomados e em ascensão, de diferentes vertentes, estilos e suportes.
Desde seu início, preocupa-se em criar e expandir relações dentro do mundo da arte, seja com os artistas, clientes ou espectadores, que encontram na 18 um ambiente receptivo, diferente da hostilidade hermética vista em outras galerias.
Seu time, com diversos artistas representados, oferece vários tipos de experimentações resultando em uma pluralidade visual e cultural que poucos locais possuem.
Exposição Ossos da Terra
Local: Rua Simpatia 23, Vila Madalena – São Paulo/SP
Vernissage: 02/06/2026, 19h00 as 22h00
Período: 02/06 a 27/06 de 2026
Visitação: Terça a Sexta | 10h às 19h.
Sábado | 10h às 18h
ENTRADA GRATUITA
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