Pinacoteca
A Pinacoteca Estação inaugurou, em 01 de abril, as exposições “Regina Parra: Pagã” e “Elisa Bracher: formas vivas” no 2º e 4º andar, respectivamente.
Em diálogo com diferentes campos criativos, a artista transforma o museu em espaço cênico para contar a história de uma mulher que abdica de uma vida socialmente confortável e inicia um ritual de descoberta e transformação de si e do seu corpo. A curadoria é de Ana Maria Maia.
Regina Parra (São Paulo, 1984) tem uma produção em pintura, audiovisual, instalações e performances. Nos últimos anos, sua pesquisa se deteve sobre questões ligadas às representações de mulheres como corpos dissidentes em sociedades patriarcais e falocêntricas. Em Pagã, projeto experimental desenvolvido para a Pinacoteca, a artista fala sobre o corpo feminino, seu prazer, liberdade e insubordinação. Em uma espécie de peça teatral dividida em nove cenas, Parra convida o público a percorrer uma travessia de referências em pinturas, performance, escultura, vídeos e neons para acompanhar a saga de Pagã.
Exatos 25 anos após a primeira exibição da artista na Pinacoteca, instalações em madeira, papel e chumbo ocupam as três galerias expositivas do 4º quarto andar do edifício, propondo uma organização fluida entre questões que sempre permearam a produção de Bracher: peso, equilíbrio, composição e percurso. Com curadoria de Pollyana Quintella, os trabalhos foram desenvolvidos especialmente para esta exposição.
Desde o início dos anos 1990, Elisa Bracher explora as relações entre forma, matéria e espaço, em um percurso que abrange gravuras, esculturas e desenhos que desafiam os materiais no limite de seus atributos. Em 1998, pela primeira vez a artista realizou uma mostra individual na Pinacoteca, ocasião em que expôs, no pátio externo e na calçada em frente ao museu, um conjunto de suas enormes toras de madeira, obras responsáveis por torná-la amplamente conhecida no cenário artístico brasileiro. Em Elisa Bracher: Formas vivas, o público terá acesso a uma apresentação panorâmica do trabalho de Bracher, que responde ao espaço expositivo com três grandes instalações, acompanhadas por composições musicais inéditas de Shen Ribeiro e Rodrigo Felicíssimo, desenvolvidas especialmente para a ocasião.
“Regina Parra: Pagã”, de 01.04 a 13.08.2023
“Elisa Bracher: Formas Vivas”, de 01.04 a 17.09.2023
Local: Pinacoteca Estação. Lg. General Osório, 66. São Paulo – SP.
Funcionamento: de quarta a segunda, das 10h às 18h — Gratuito
Sempre que visito uma feira de arte, meu percurso costuma ser um pouco diferente do…
Jerry Gogosian ficou conhecida por fazer uma pergunta que incomoda parte do mercado de arte:…
Site specific é o termo utilizado para definir obras de arte criadas especificamente para um…
As galerias de arte contemporânea parecem sempre seguir o mesmo padrão: paredes brancas, silêncio, iluminação…
A Galeria 18 inaugura, no dia 2 de junho, a exposição individual do artista James…
Beatriz Milhazes, grande nome da arte brasileira, é conhecida por seu trabalho que alia rigor…