Madeira
Tomaz Viana, mais conhecido como Toz, nasceu em Salvador, em 1976. Formado em Arte e Design, vive e trabalha no Rio de Janeiro. Transita entre ruas e galerias pelo mundo. É o responsável por importantes painéis urbanos, como o pintado em 2015 na fachada do Hotel Marina, no Leblon, e o de 2013 na sede das Nações Unidas, em Genebra, na Suíça. Este ano o artista inovou e, a convite da Mangueira, apresentou a primeira alegoria grafitada no Carnaval da Marquês de Sapucaí.
Entre as principais individuais do artista estão as mostras “Metamorfose”, no Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica, e “Um Por Todos, Todos Por Um”, na Galeria Movimento, ambas em 2014. Também participou de diversas coletivas e projetos especiais, como a Bienal Internacional do Grafitti, em São Paulo, em 2010, o Festival Art Core, em 2014, no MAM do Rio de Janeiro, e o site specific “Vendedor de Alegria”, em 2015, em Paris. Foi também o curador do “Projeto Paz”, no Rio, em 2015.
TOZ – Cultura Insonia apresenta telas, esculturas inéditas e instalações que exploram a história e gênese do personagem criado pelo artista.
Um dos principais nomes da arte urbana, Tomaz Viana, o Toz, criou, em 2010, o personagem que se tornaria um dos mais significativos entre suas obras: Insonia, uma entidade noturna e onipresente. Essa figura mítica, inspirada nas forças da natureza, ganha novos contornos e uma cultura própria na exposição individual TOZ – Cultura Insônia, que fica em cartaz na CAIXA Cultural Recife de 20 de dezembro de 2018 a 17 de fevereiro de 2019. A abertura da exposição contará com a presença do artista. Na ocasião se dará o lançamento do catálogo e visita guiada junto ao público.
A mostra apresenta trabalhos – alguns deles inéditos – que revelam os integrantes dessa civilização imaginária, inaugurada por Insônia, e suas influências, o desenvolvimento de sua cultura, a relação com sua história, sua genealogia e o vínculo com novas raízes. O público poderá conferir quatro telas e 18 esculturas de materiais diversos, intervenções no espaço expográfico repleto de manequins com pinturas e figurinos especialmente criados pelo artista e sua equipe, além de duas instalações, sendo uma delas interativa.
Para essa exposição no Recife, o artista criou, exclusivamente, um conjunto de esculturas que intitulou “Herança cósmica”. Inédita, esta série foi pensada com dois intuitos: demonstrar a resistência da Cultura Insônia e sua travessia no tempo, desde as primeiras civilizações, e homenagear a própria construção arquitetônica da Galeria 1 da Caixa Cultural, de estilo neoclássico e integrada a um sítio arqueológico, propondo um diálogo atemporal e um tributo à herança ancestral de todos os povos
“Meu objetivo com essa exposição é provocar reações. Acho que a arte tem que cumprir esse papel. Ela deve causar qualquer tipo de reação, seja de carinho, de amor, de raiva, e também propor uma reflexão”, afirma Toz. Na tentativa de construir um elo entre presente e passado, a mostra vai abordar questões atuais como tolerância, diversidade, desigualdade e, também, pertencimento, sincretismo, ressignificação, afetividade, memória e ancestralidade.
Em exposições anteriores, o artista retratou as origens do personagem e do Povo Insonia, partindo do indivíduo para, então, explorar sua genealogia e a fundação das suas memórias. Nessa nova mostra, Toz retrata o processo natural de outras descobertas em torno da diversidade desse povo. Ele preenche suas obras com a história dessa civilização imaginária e a natureza que a cerca, ao passo que evidencia sua cultura e miscigenação, atravessadas pelas questões sobre territorialidade e ciclos migratórios.
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