Começo por pontuar que trazer esta trienal como assunto não é uma tarefa fácil; e nem foi pensada para ser. Sinônimo de fissura, fenda, rachadura e cisão, tal trienal recebe forte cunho político que desmorona qualquer realidade ilusória construída e, por este motivo, é zumbido em qualquer lugar que se apresente.
“Frestas – Trienal de Artes” acontece em sorocaba e já foi publicada anteriormente aqui em nosso portal (vide arteref.com/trienal). Acontecendo fora da capital não imaginava ir tão cedo, porém felizmente fui e fiquei surpreendido com tudo o que vi. Como surpresa não se estende a algo positivo ou negativo, aos poucos iremos entendendo melhor o que isso pode significar (para diferentes pessoas).
O caminho até a cidade é coberto por uma paisagem de emudecer. Partindo de São Paulo pela Rodovia Castelo Branco, a visão é cercada por um verde entre claro e oliva e toma cerca de uma hora e meia da passagem do dia. Ao chegar dá para se ver em alguns pontos da cidade a placa Frestas – Trienal de Artes, inclusive esta que nos recepciona no canto superior direito da fachada do Sesc (um prédio amplo e modernoso).
Mesmo a exposição ocupando diferentes localizações de Sorocaba começamos por esta pois é onde está alocado a maior porcentagem de trabalhos. No Sesc haviam dois espaços com trabalhos da trienal, o prédio usual da instituição e a desativada garagem. Fomos primeiro a aquele e encontramos 4 andares com diferentes obras distribuídas.
Rapidamente o teor político começou a saltar a nossos sentidos. A visão nos mostrava o trabalho de Dionísio González com fotografias dispondo improváveis arquiteturas em favelas e a audição dava pistas dos trabalhos de Leonora de Barros e de Evandro Machado.
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