Categories: Gente de Arte

Voce ja foi a uma exposição com 100km de comprimento?

Começo por pontuar que trazer esta trienal como assunto não é uma tarefa fácil; e nem foi pensada para ser. Sinônimo de fissura, fenda, rachadura e cisão, tal trienal recebe forte cunho político que desmorona qualquer realidade ilusória construída e, por este motivo, é zumbido em qualquer lugar que se apresente.

“Frestas – Trienal de Artes” acontece em sorocaba e já foi publicada anteriormente aqui em nosso portal (vide arteref.com/trienal). Acontecendo fora da capital não imaginava ir tão cedo, porém felizmente fui e fiquei surpreendido com tudo o que vi. Como surpresa não se estende a algo positivo ou negativo, aos poucos iremos entendendo melhor o que isso pode significar (para diferentes pessoas).

 

 

O caminho até a cidade é coberto por uma paisagem de emudecer. Partindo de São Paulo pela Rodovia Castelo Branco, a visão é cercada por um verde entre claro e oliva e toma cerca de uma hora e meia da passagem do dia. Ao chegar dá para se ver em alguns pontos da cidade a placa Frestas – Trienal de Artes, inclusive esta que nos recepciona no canto superior direito da fachada do Sesc (um prédio amplo e modernoso).

Mesmo a exposição ocupando diferentes localizações de Sorocaba começamos por esta pois é onde está alocado a maior porcentagem de trabalhos. No Sesc haviam dois espaços com trabalhos da trienal, o prédio usual da instituição e a desativada garagem. Fomos primeiro a aquele e encontramos 4 andares com diferentes obras distribuídas.

Rapidamente o teor político começou a saltar a nossos sentidos. A visão nos mostrava o trabalho de Dionísio González com fotografias dispondo improváveis arquiteturas em favelas e a audição dava pistas dos trabalhos de Leonora de Barros e de Evandro Machado.

Não foi possível salvar sua inscrição. Por favor, tente novamente.
Sua inscrição foi bem sucedida.
Paulo Varella

Estudou cinema na NFTS (UK), administração na FGV e química na USP. Trabalhou com fotografia, cinema autoral e publicitário em Londres nos anos 90 e no Brasil nos anos seguintes. Sua formação lhe conferiu entre muitas qualidades, uma expertise em estética da imagem, habilidade na administração de conteúdo, pessoas e conhecimento profundo sobre materiais. Por muito tempo Paulo participou do cenário da produção artística em Londres, Paris e Hamburgo de onde veio a inspiração para iniciar o Arteref no Brasil. Paulo dirigiu 3 galerias de arte e hoje se dedica a ajudar artistas, galeristas e colecionadores a melhorarem o acesso no mercado internacional.

Recent Posts

ArPa 2026: uma personalidade cada vez mais definida

Sempre que visito uma feira de arte, meu percurso costuma ser um pouco diferente do…

2 dias ago

Quem foi Jerry Gogosian, a influenciadora que transformou o mercado de arte em meme?

Jerry Gogosian ficou conhecida por fazer uma pergunta que incomoda parte do mercado de arte:…

2 dias ago

O que é uma obra site specific?

Site specific é o termo utilizado para definir obras de arte criadas especificamente para um…

3 dias ago

Por que as galerias de arte são tão brancas?

As galerias de arte contemporânea parecem sempre seguir o mesmo padrão: paredes brancas, silêncio, iluminação…

6 dias ago

Galeria 18 inaugura nova exposição individual do artista James Rowland

A Galeria 18 inaugura, no dia 2 de junho, a exposição individual do artista James…

7 dias ago

Beatriz Milhazes: gravuras do acervo da Pinacoteca de São Paulo

Beatriz Milhazes, grande nome da arte brasileira, é conhecida por seu trabalho que alia rigor…

1 semana ago