Obra de um dos vencedores do Prêmio Pipa 2022, Uýra. Série Elementar, Lama. Foto Keila Serruya
O Prêmio Pipa vem ganhando destaque no mercado brasileiro de arte contemporânea como um importante impulsionador nas carreiras de novos artistas – tanto para os indicados ao prêmio quanto aos selecionados por ele.
Não é por acaso. Para romper a bolha de um mercado tão restrito e alcançar projeção é fundamental contar com mecanismos capazes de dar voz a artistas iniciantes que ainda não tiveram muitas oportunidades de trabalhar com a chancela de galerias, salões, editais ou instituições de arte. É exatamente neste aspecto que o Prêmio Pipa vem atuando: na iniciativa de gerar visibilidade à produção artística nacional – tão plural e diversa -, revelando ao mercado centenas de artistas que poderão determinar a identidade da arte contemporânea brasileira dos próximos anos.
O Prêmio Pipa é uma iniciativa do Instituto Pipa. Foi criado em 2010 para ser o mais relevante prêmio brasileiro de artes visuais. Sua missão é divulgar a arte e artistas brasileiros; estimular a produção nacional de arte contemporânea, motivando e apoiando novos artistas brasileiros (não necessariamente jovens); além de servir como uma alternativa de modelo para o terceiro setor.
O Instituto PIPA foi criado em 2009 para apoiar, ajudar a documentar e promover o desenvolvimento da Arte Contemporânea Brasileira. Seu objetivo é apoiar, promover e ajudar a documentar a arte e artistas contemporâneos brasileiros e busca ser “A Janela para a Arte Contemporânea Brasileira”.
A ideia nasceu com Roberto e Lucrécia Vinháes após morarem em Londres e perceberem que a carreira de artistas profissionais é uma área muito bem vista no Reino Unido, diferente do Brasil.
A entidade não tem fins lucrativos e não se beneficia das leis de incentivo fiscal.
De 2010 a 2018, o Prêmio manteve uma parceria com o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-Rio), contribuindo com o acervo de arte contemporânea da instituição. Os finalistas de cada edição doaram uma obra ao museu.
Em 2019, o Prêmio PIPA fez sua exposição na Villa Aymoré e teve recorde de público na inauguração, com mais de 700 pessoas presentes.
Em 2020 e 2021, devido à pandemia, finalistas fizeram uma ocupação no site e redes sociais do Prêmio.
Os mecanismos de indicação e de seleção são aprimorados à medida que as edições do Prêmio acontecem ano a ano. Conheça os mecanismos utilizados em 2022:
Fizeram parte do Comitê de Indicação 2022 um grupo heterogêneo de 25 brasileiros de todas as regiões do país. São profissionais renomados e atuantes no mercado. Em sua maioria são críticos e curadores, mas reúne também artistas, colecionadores e professores. Alguns dos membros já participaram como artistas ou indicadores do PIPA em outros anos.
Cada membro do Comitê indica até 3 artistas com no máximo 15 anos de carreira (a partir da primeira exposição individual ou coletiva), configurando uma trajetória mais recente no circuito artístico. Para as indicações, foram considerados parâmetros: a produção diferenciada e relevância do Prêmio para melhor desenvolvimento e crescimento do artista ainda em uma fase inicial de carreira.
Todos os artistas indicados que formalizam sua participação têm direito a uma página no site do PIPA, uma vídeo-entrevista e presença no catálogo bilíngue do Prêmio.
O Conselho do Prêmio PIPA seleciona 4 artistas entre os indicados. Esses 4 artistas são considerados os “Artistas Premiados” da edição e participam de uma exposição coletiva no Paço Imperial do Rio de Janeiro, além de uma ocupação nos sites e mídias sociais do Prêmio. Ambas as mostras são de caráter coletivo e não competitivo. Cada artista recebe uma doação de R$ 20.000,00.
Todos os artistas participantes de cada edição podem participar de uma votação online. O PIPA Online abre votações pela internet em duas fases: no primeiro turno o público vota em, no mínimo, três artistas. No segundo turno, o eleitor escolhe apenas um entre os artistas que obtiveram mais de 500 votos na primeira fase.
Ao fim das votações, o PIPA Online faz uma doação de R$ 5.000,00 para cada um dos dois artistas mais votados ao final do segundo turno da votação.
Esta vitrine virtual, que busca ser 100% democrática e descentralizada, é especialmente relevante para os artistas de fora do eixo Rio-São Paulo que não são representados por galerias: eles encontram na votação uma maneira de mobilizar pessoas e, desta maneira, divulgar ainda mais o seu trabalho virtualmente.
O Prêmio Pipa se tornou mais do que apenas um prêmio brasileiro de arte contemporânea. Tanto os catálogos como os sites constituem uma plataforma de pesquisa importante usada por colecionadores, curadores e galeristas, brasileiros e estrangeiros. Os sites apresentam também, uma programação diária de eventos culturais, textos críticos, bem como entrevistas em vídeo e páginas biográficas de mais de 550 artistas que participaram do Prêmio desde sua primeira edição em 2010. Esse número aumenta a cada ano com novos indicados. Este material exclusivo é o que torna o PIPA “a janela para a arte contemporânea brasileira”.
O Instituto ainda promove iniciativas como o PIPA em Casa, série de Podcasts, textos críticos,video-entrevistas e apoio de projetos e comissionamentos.
Confira as estatísticas de 2021:
Os dados estatísticos de 2021 mostram que a missão de divulgar artistas iniciantes e sem galerias, vem sendo atingida. Além disso, é possível observar que artistas do gênero feminino formam a maioria dos participantes; e que artistas declarados com outros gêneros vêm crescendo.
Já os dados geográficos mostram que os artistas nascidos no sudeste ainda são a maior parte dos indicados.
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