Estampas inspiradas nas obras de Adriana Varejão. Foto: São Paulo Fashion Week
Adriana Varejão teve suas obras reinterpretadas na São Paulo Fashion Week N60 em uma colaboração que uniu arte, moda e identidade brasileira. A coleção “Águas de si: Quando a mulher veste mar”, criada pela estilista Mônica Sampaio para a marca baiana Santa Resistência, levou para a passarela a força simbólica do feminino e a potência visual da arte contemporânea brasileira.
Adriana Varejão: biografia e principais obras
Inspirada nas chamadas “mulheres-oceano” — figuras míticas como sereias, Iemanjás e Iaras, que simbolizam o mistério e o poder das águas —, a coleção propõe um diálogo poético entre corpo, natureza e ancestralidade. As criações buscam traduzir a fluidez e a profundidade feminina em tecidos, formas e cores que remetem à imensidão do mar, conectando a espiritualidade das águas com a materialidade da moda.
Três estampas da coleção foram desenvolvidas a partir de obras icônicas de Adriana Varejão, conhecidas por explorar temas como a herança colonial, a mestiçagem e as fissuras culturais do Brasil. As obras em azulejo “Celacanto Provoca Maremoto” — uma das peças mais emblemáticas do Instituto Inhotim — e “Figura de Convite III” foram adaptadas em aquarelas pela designer Marcela Citon, resultando em estampas que traduzem o impacto visual e conceitual da artista para o universo têxtil.
Essa fusão entre arte e moda transforma as passarelas em um espaço de reflexão e experimentação, onde o corpo se torna suporte para narrativas visuais profundas. A presença da obra de Varejão reafirma a importância da arte contemporânea brasileira como fonte de inspiração estética e intelectual para outras áreas criativas.
A Santa Resistência, marca fundada em Salvador, reforça seu compromisso com narrativas que unem ancestralidade, arte e resistência feminina. A coleção “Águas de si” é um convite à escuta das águas interiores — aquelas que movem o corpo, a memória e a criação. Ao trazer o universo de Adriana Varejão para a moda, Mônica Sampaio cria uma ponte entre o simbólico e o sensorial, entre o ateliê e a passarela.
Mais do que um desfile, o momento marcou a celebração da potência feminina e da arte brasileira, mostrando que as linguagens visuais de Varejão seguem reverberando muito além dos museus e galerias.
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