Algumas coisas são muitos interessantes nessa terra do tio Sam. Uma delas é a facilidade de se trabalhar em qualquer lugar. Em praticamente todas as esquinas e ruas de qualquer cidade você encontra cafeterias com excelente sinal de wi-fi e mesas ocupadas por pessoas compenetradas em seus celulares e notebooks.
Artistas, escritores, tradutores, estudantes, profissionais liberais e todo o tipo de gente tem como hábito passar longas horas nesses ambientes, produzindo.
A ideia se popularizou tanto que agora são comuns os chamados co-workers, espaços onde se paga algo em torno de U$20/30,00 para passar o dia, com direito a café e internet poderosa.
Os chamados “home-offices” já viraram coisa de tempos passados, porque não adianta, a roda gira e o ser humano percebe que a companhia do outro é sempre fundamental, mesmo que seja em silêncio em meio de estranhos.
Eu aderi à onda com prazer, e hoje passo parte de meu tempo, escrevendo e produzindo em meus projetos pessoais, nesses cafés deliciosos ao redor de mim. Alguns servem até de espaço expositivo para artistas locais, e é sempre interessante para se descobrir o que está rolando. Já conheci artistas e fotógrafos bacanas e tudo acaba virando fonte de inspiração.
É comum os cafés virarem fonte de inspiração para instagrammers famosos e também artistas especializados em sketches da vida cotidiana, tal qual como aconteciam nos tempos dos impressionistas e modernistas do século passado.
Observar pessoas é a maneira mais rica de aprender e esses espaços de convívio coletivo e mesas também, são uma ótima saída para quem trabalha sozinho e por conta própria.
A rede Starbucks, amada por brasileiros e considerada banal por americanos, foi a pioneira em vender ambiente e não café. Fizeram um gol de placa e hoje espalham o conceito pelo planeta.
E vocês brazucas? Como encontram um cantinho para produzir, longe do conforto – e da solidão – do lar? Me contem…. estou curiosa em saber se essa febre já chegou por aí…
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