Chega de home office – uma dica para os escritores e poetas

Algumas coisas são muitos interessantes nessa terra do tio Sam. Uma delas é a facilidade de se trabalhar em qualquer lugar. Em praticamente todas as esquinas e ruas de qualquer cidade você encontra cafeterias com excelente sinal de wi-fi e mesas ocupadas por pessoas compenetradas em seus celulares e notebooks.

Artistas, escritores, tradutores, estudantes, profissionais liberais e todo o tipo de gente tem como hábito passar longas horas nesses ambientes, produzindo.
A ideia se popularizou tanto que agora são comuns os chamados co-workers, espaços onde se paga algo em torno de U$20/30,00 para passar o dia, com direito a café e internet poderosa.
Os chamados “home-offices” já viraram coisa de tempos passados, porque não adianta, a roda gira e o ser humano percebe que a companhia do outro é sempre fundamental, mesmo que seja em silêncio em meio de estranhos.

Eu aderi à onda com prazer, e hoje passo parte de meu tempo, escrevendo e produzindo em meus projetos pessoais, nesses cafés deliciosos ao redor de mim. Alguns servem até de espaço expositivo para artistas locais, e é sempre interessante para se descobrir o que está rolando. Já conheci artistas e fotógrafos bacanas e tudo acaba virando fonte de inspiração.
É comum os cafés virarem fonte de inspiração para instagrammers famosos e também artistas especializados em sketches da vida cotidiana, tal qual como aconteciam nos tempos dos impressionistas e modernistas do século passado.

Observar pessoas é a maneira mais rica de aprender e esses espaços de convívio coletivo e mesas também, são uma ótima saída para quem trabalha sozinho e por conta própria.
A rede Starbucks, amada por brasileiros e considerada banal por americanos, foi a pioneira em vender ambiente e não café. Fizeram um gol de placa e hoje espalham o conceito pelo planeta.

E vocês brazucas? Como encontram um cantinho para produzir, longe do conforto – e da solidão – do lar? Me contem…. estou curiosa em saber se essa febre já chegou por aí…

Veja também:

Não foi possível salvar sua inscrição. Por favor, tente novamente.
Sua inscrição foi bem sucedida.
Gabriela Albuquerque

Com formação em Letras e Crítica e Curadoria de Artes, Gabriela é daquelas pessoas que caminha pelo mundo prestando atenção em linhas, formas, cores e sons. Atualmente mora na capital dos EUA , Washington DC, de onde irá compartilhar impressões e descobertas dentro desse universo incrível que só a arte proporciona.

Recent Posts

MAM Rio realiza seminário internacional com a UNESCO para debater o papel da educação nos museus

O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio) realiza, nos dias 30…

16 minutos ago

Itaú Cultural: Encontro com Professores inspirado na obra de Solange Pessoa

O Itaú Cultural realiza, no dia 27 de outubro de 2026, mais uma edição do…

23 minutos ago

O génio de vanguarda que preferia bananas a vernissages

Em 1964, a prestigiada Gallerie Christinae, na cidade sueca de Gotemburgo, inaugurou uma exposição coletiva…

7 horas ago

O cotovelada de US$ 40 milhões

Em outubro de 2006, num gabinete refrigerado em Las Vegas, Steve Wynn preparava-se para concretizar…

8 horas ago

O que acontece com o mercado de arte quando um artista morre?

A morte muda a obra ou muda o mercado? (Texto original publicado no www.arteindex.com) Quando…

8 horas ago

O que todo mundo pensa numa vernissage (mas ninguém tem coragem de falar)

Quantas vezes você já foi a uma abertura de exposição realmente focado em olhar as…

1 semana ago