Aos 86 anos, em decorrência de vários problemas respiratórios, que culminaram em uma pneumonia, o crítico de arte, poeta , crítico de arte, biógrafo, tradutor, memorialista, ensaísta brasileiro e um dos fundadores do neoconcretismo ensaísta, Ferreira Gullar, morreu na manhã de domingo, 4.
Em 1956 participou da exposição concretista que é considerada o marco oficial do início da poesia concreta, tendo se afastado desta em 1959, criando, junto com Lígia Clark e Hélio Oiticica, o neoconcretismo, que valoriza a expressão e a subjetividade em oposição ao concretismo ortodoxo. Posteriormente, ainda no início dos anos de 1960, se afastará deste grupo também, por concluir que o movimento levaria ao abandono do vínculo entre a palavra e a poesia, passando a produzir uma poesia engajada e envolvendo-se com os Centros Populares de Cultura (CPCs).
No seu enterro, no cemitério São João Batista, além da família, amigos da literatura, da música e da militância política foram se despedir. Entre eles, estavam os ministros da Cultura, Roberto Freire, das Relações Exteriores, José Serra, e da Defesa, Raul Jungmann; além de cantores, compositores, produtores de cinema, cineasta e também acadêmicos.
Até sua morte, muitos o consideravam o maior poeta vivo do Brasil e não seria exagero dizer que, durante suas seis décadas de produção artística, Ferreira Gullar passou por todos os acontecimentos mais importantes da poesia brasileira e participou deles.
Fonte: Revista Istoé
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